Nunca achei grande coisa da Florence + the Machine, confesso. Tem umas músiquinhas divertidas e tals mas nunca entendi essa histeria e popularidade toda. Mas este remix/versão da sua "You've Got the Love" pelos The XX é uma pequena pérola pop que vicia logo na primeira audição.
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Terça-feira, Outubro 20, 2009
não perder de vista: Washed Out
Domingo, Outubro 18, 2009
Filmes chatos e amados
Quinta-feira, Setembro 17, 2009
A agenda de concertos de Berlim
Terça-feira, Setembro 08, 2009
Juliette Lewis: disco novo, capa asquerosa
Sábado, Agosto 22, 2009
As 500 melhores músicas da década segundo o Pitchfork
Segunda-feira, Agosto 17, 2009
Radiohead funky
Domingo, Agosto 16, 2009
The XX - "XX"
Quinta-feira, Agosto 06, 2009
The XX vai destruir o seu coração
Quarta-feira, Agosto 05, 2009
2 + 2 = 5
Segunda-feira, Agosto 03, 2009
Sexta-feira, Julho 31, 2009
Madonna e o seu "Celebration"
Sexta-feira, Julho 24, 2009
A morte (de João Bénard) e a (nova) vida da Cinemateca
O "Anticristo" de Lars Von Trier e a fronteira da dor
Quinta-feira, Junho 18, 2009
Capas de Discos
Segunda-feira, Junho 15, 2009
Quarta-feira, Junho 10, 2009
Melhor música do ano, já?
Eles nem tem disco ainda, apenas três belas cançonetas. É hit no Incógnito e hype nos bas-fond londrinos são autores do hit - e do refrão - mais delicioso do ano!
Directos do Rio: Glass and Glue
Quarta-feira, Março 11, 2009
PJ Harvey e a Casa da Música
Só tenho uma palavra para o comportamento da Casa da Música em relação à venda dos bilhetes para PJ Harvey a 02 de maio: palhaçada. Quem não vive no Porto (ou é funcionário/amiguinho/you name it da Casa da Música) e passou os últimos dois meses a garimpar nas Fnac's e lojas virtuais da vida, sabe muito bem do eu estou falando.Terça-feira, Março 03, 2009
Sacanas Sem Lei?
Domingo, Fevereiro 22, 2009
Os meus óscares
Vencedores do Oscar...já?

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009
Morrissey e as Capas


A felina e a Levi's

Depois dar o bolo à Channel e posar para as malas Louis Vuitton eis que a belíssima Chan Marshal (a.k.a Cat Power) agora ataca de Levi's. E a gente não tem mais nada para dizer sobre o assunto.
Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009
...E os piores filmes de 2008
Sábado, Janeiro 31, 2009
A propósito de «Slumdog Millionaire» (I)
A nomeação de Danny Boyle para os Oscars, como realizador do filmeSlumdog Millionaire, tem suscitado algum debate de ideias. Como referi em post anterior, há quem considere que a não-nomeação da co-realizadora Loveleen Tandan representa uma forma de discriminação: a crítica Jan Lisa Huttner defende mesmo que é importante fazer pressão sobre a Academia de Hollywood no sentido de alterar a regra (só pode haver um nome nomeado na categoria de melhor realização) que "justifica" tal omissão. Nesse post escrevi:
>>> Tentando contrariar esta lógica, a crítica Jan Lisa Huttner tem chamado a atenção no seu blog The Hot Pink Pen — empenhado na defesa dos direitos de mulheres realizadoras e argumentistas — para o anacronismo da regra, considerando mesmo que se está a perder a oportunidade histórica de nomear a primeira mulher de cor para melhor realização (...) <<<
Estas palavras levaram um dos nossos visitantes, Wellington Almeida, a dirigir-me um mail. Eis a sua argumentação:
>>> Não tenho aqui muito a dizer e nem vou entrar em dissertações sociológicas a respeito das disparidades semânticas que uma palavra possa vir ter e vou directo ao assunto: como grande apreciador dos seus textos — sejam eles peças jornalísticas ou mesmo as "informais" aqui no blogue — acho extremamente perigoso que o senhor use este eufemismo "de cor" para designar a raça "negra". Já há muito tempo muita tinta é gasta sobre este tema (negro? preto?) e nem estou a fazer suposições sobre suas políticas pessoais, mas esta quase que "suavização" da palavra NEGRO torna-se inequivocadamente ofensiva para mim. Quero dizer, estão a perder a oportunidade histórica de nomear a primeira mulher de cor para melhor realização mas...de que cor? <<<
1. Começo por esclarecer que o eufemismo “de cor” não designa a raça “negra”: Loveleen Tandan é indiana e tem a pele castanha. Aliás, num artigo da Newsweek em que é referida a não-nomeação de Tandan como co-realizadora, Ramin Setoodeh escreve uma frase de certeira ironia: “[O filme]Slumdog está cheio de rostos castanhos (brown faces) mas, no palco dos Oscars, praticamente todas as pessoas que forem receber prémios por ele têm rostos brancos.”
2. O “anacronismo da regra” a que me refiro — e que Jan Lisa Huttner aponta — decorre, não da cor da pele seja de quem for, mas apenas do facto de não ser possível nomear mais do que uma pessoa na categoria de melhor realização (mesmo quando, como é o caso de Loveleen Tandan, alguém aparece citado no filme como “co-realizador”).
3. Foi a própria Jan Lisa Huttner a referir-se à situação utilizando a expressão “of colour” (“de cor”). A citação está disponível no IMDb: “Ao longo de 80 anos, apenas três mulheres foram nomeadas para o Oscar de melhor realização — Lina Wertmuller, Jane Campion e Sofia Coppola — e apenas dois homens de cor: John Singleton e Ang Lee, que ganhou por Brokeback Moutain. Se Loveleen Tandan for co-nomeada pelo seu trabalho em Slumdog Millionaire, então será a primeira mulher de cor a ser nomeada para o Oscar de melhor realização e, se ganhar, será a primeira mulher a receber tão grande honra.”
4. O meu texto contém um erro de citação: a expressão “primeira mulher de cor” deveria surgir entre aspas, desse modo remetendo para o discurso de Jan Lisa Huttner.
5. A questão de fundo que se coloca está exemplarmente resumida por Wellington Almeida quando pergunta: “(...) estão a perder a oportunidade histórica de nomear a primeira mulher de cor para melhor realização mas...de que cor?” A resposta directa à sua pergunta é: de cor castanha. Mas, de facto, cada palavra e cada expressão está muito longe de se esgotar no discurso de um indivíduo, seja ele quem for, ou nas suas intenções. Podemos reavaliar a complexidade semântica, simbólica, política e afectiva de tais questões através de um didáctico artigo de William Safire (‘On language; people of color’), publicado em 1988 em The New York Times — depois de comentar as muitas convulsões históricas das expressões que se referem à cor da pele, o autor conclui assim: “Quando usada por brancos, people of color [pessoas de cor] transporta normalmente uma conotação amigável e respeitosa, mas não deverá ser usada como sinónimo de negro [black]; refere-se a todos os grupos raciais que não são brancos.”
6. O meu texto contém um segundo erro, este de avaliação de linguagem. De facto, ao traduzir a expressão em causa (de cor), embora a tenha assumido no sentido que decorre do seu contexto de enunciação (americano), não tive em consideração os inevitáveis efeitos — simbólicos e de leitura — que podem ser arrastados pela passagem de uma língua para outra.
7. Wellington Almeida escreve que não faz “suposições” sobre as minhas “políticas pessoais”. Pelo contrário, creio que o pode e deve fazer, sobretudo quando, como é o caso, tenta fazer algo a que atribuo a máxima importância: a interpretação dos subtextos simbólicos que um discurso — por vezes, uma simples palavra — pode arrastar. Repudio todas as formas de racismo, pelos actos e pela escrita. Mas as declarações de princípio não devem impedir o reconhecimento de erros como aqueles que cometi. Por eles me penalizo, apresentando as minhas desculpas.
Quinta-feira, Janeiro 29, 2009
Os Melhores Filmes de 2008

Segunda-feira, Janeiro 19, 2009
PJ Harvey no Porto em Maio
Terça-feira, Janeiro 06, 2009
Melhores de 2008 - Os Discos
Quarta-feira, Dezembro 31, 2008
Melhores de 2008 - Músicas TOP 10
Terça-feira, Dezembro 30, 2008
Melhores de 2008 - Músicas (top 11-20)
Austrália
Sexta-feira, Dezembro 26, 2008
As Listas dos Outros

2. Foals Antidotes (Sub Pop)
3. The Whip X Marks Destination (Southern Fried)
4. Friendly Fires Friendly Fires (XL)
5. Deerhunter Microcastle (Kranky)
6. TV On The Radio Dear Science (Interscope)
7. Sigur Ros Med sud i eyrum vid spilum endalaust (XL)
8. Jessica Lea Mayfield With Blasphemy So Heartfelt (Polymer)
9. Frightened Rabbit The Midnight Organ Fight (Fatcat)
10. Parts & Labor Receivers (Jagjaguwar)
11. Wolf Parade At Mount Zoomer (Sub Pop)
12. Constantines Kensington Heights (Arts & Crafts)
13. Peter Adams I Woke With Planets In My Face (self-released)
14. Blitzen Trapper Furr (Sub Pop)
15. Fleet Foxes Fleet Foxes (Sub Pop)
16. These New Puritans Beat Pyramid (Domino)
17. King Khan & The Shrines The Supreme Genius of King Khan & The Shrines (VICE)
18. Those Dancing Days In Our Space Hero Suits (Wichita)
19. Lightspeed Champion Falling Off The Lavender Bridge (Domino)
20. Pete & The Pirates Little Death (Stolen)

2. TV On The Radio Dear Science (Interscope)
3. Ra Ra Riot The Rhumb Line (Basruk)
4. French Kicks Swimming (Vagrant)
5. The Kills Midnight Boom (Domino)
6. Portishead Third (Island)
7. Erykah Badu New Amerykah: Part 1 (4th World War) (Universal Motown )
8. The Helio Sequence Keep Your Eyes Ahead (Sub Pop)
9. Nick Cave & The Bad Seeds Dig, Lazarus, Dig!!! (Anti)
10. M83 Saturdays=Youth (Mute)
11. Paul Weller 22 Dreams (Yep Roc)
12. Q-Tip The Renaissance (Universal Motown)
13, Elbow The Seldom Seen Kid (Geffen)
14. Hot Chip Made In The Dark (Astralwerks)
15. Pomegranates Everything Is Alive (Lujo)
16. Santogold Santogold (Downtown)
17. The Breeders Mountain Battles (4AD)
18. Daniel Martin Moore Stray Age (Sub Pop)
19. Gentlemen Auction House Alphabet Graveyard (Emergency Umbrella)
20. The Spinto Band Moonwink (Park The Van)
Sábado, Dezembro 13, 2008
Creature: o verão é já amanhã.
Segunda-feira, Dezembro 08, 2008
Ting Tings faz cover dos Gossip
Sexta-feira, Dezembro 05, 2008
Radiohead em SP: 1 hora e quinze minutos.
Quinta-feira, Dezembro 04, 2008
Quarta-feira, Dezembro 03, 2008
Paris Hilton - terceira (e última) parte
Terça-feira, Dezembro 02, 2008
O planeta terra está "IN"
Domingo, Novembro 30, 2008
rapidinhas #02 - O QI da Paris Hilton
Enquanto navegava pelo MySpace, à procura de coisas novas para ouvir, deparei-me com isto:
rapidinhas #01

E por falar em discos do ano, dia destes em sua coluna semanal na Folha de S. Paulo, o mestre Álvaro Pereira Júnior, figura polémica da cena cultural brasileira, disse que os melhores discos que ele ouviu este ano foram os de Gnarls Barkley e Goldfrapp. Fiquei perdido. Tinha achado muito fraco o primeiro e detestado o segundo. E como o senhor Álvaro não costuma errar nestas coisas, fui ouvir novamente os dois disquinhos, desta vez com muito mais atenção. Não rolou. Continuo firme e forte com minha opinião, Os Gnarls Barkley estrearam-se com um album bom demais para agora aparecerem com este disco quase hermético. E os Goldfrapp, coitados, depois do desastre de «Supernature» não acertam uma. Este último disco poderia ser feito por... sei lá, Paris Hilton. E isso, para a banda fabulosa que eles eram, está longe de ser um elogio.
Sexta-feira, Novembro 28, 2008
Cat Power e Antony & The Johnsons - Quase álbuns
Sexta-feira, Setembro 05, 2008
Quando os críticos sabem demais
OUTRO DIA, sem querer, me vi no meio de um debate sobre crítica de música. Dizia lá um sujeito que crítico bom tem de ter conhecimento técnico. Apesar de eu não me considerar um crítico, só um mero colunista de música e olhe lá, sobrou para mim a defesa da "classe" contra as asneiras que o cara falava. Acho que alguma base técnica é até desejável, mas não essencial.Mais importante é entender da história do gênero musical a ser criticado, saber contextualizar as informações, não manjar só de música, escrever direito, não errar informação etc.Tinha na cabeça, como modelo, críticos da qualidade de um Simon Reynolds, inglês da minha geração que conseguiu a proeza de escrever dois livros fundamentais em áreas musicais bem diferentes: "Rip It Up and Start Again", sobre pós-punk, e "Ecstasy: Into the World of Techno and Rave Culture", sobre a cultura rave.Já citei aqui muitas vezes o ótimo blog dele, blissout.blogspot.com, e sempre acompanho seus textos nas várias publicações em que colabora. Até que, nesta semana, li na "Word" (de junho -desculpe o atraso) a resenha que Reynolds fez para o primeiro álbum dos Ting Tings, "We Started Nothing".Ele defende a tese, amplamente xerocada no Brasil, que só a primeira faixa, "Great DJ", é ótima. O restante fica no mais ou menos. Para isso, gastou 871 palavras (esta coluna tem 300) e citou nada menos do que 16 bandas e artistas. Isso tudo para escrever sobre um disco que só tem uma música boa...À medida em que avançava no texto, eu pensava: como é possível levar música pop tão a sério? Para quem esse cara acha que está falando? Quem entende tantas referências? Caímos no de sempre: críticos que sabem demais escrevem para outros críticos, para músicos e nerds de música. E ainda tem gente que se importa.
Do mestre Álvaro Pereira Júnior na Folha de São Paulo da última segunda-feira
Quarta-feira, Julho 30, 2008
Segunda-feira, Julho 28, 2008
Batman parte VI - acredite no hype
Terça-feira, Julho 22, 2008
Quinta-feira, Julho 17, 2008
Phodafone Rocks! 29,30 e 31 de Agosto

PJ Harvey
Palco éphoda:
Howling Bells
Arcade Fire
Palco Éphoda:
Quarta-feira, Julho 16, 2008
Discolândia 2008 - primeiras impressões de alguns discos novos
Nunca me interessei pelos Ladytron. Sempre achei o som da banda datado e chato demais. Aí eles editam o soberbo «Witching Hour» e eu mudo radicalmente de opinião. Como era de se esperar, as expectativas para este «Velocífero» eram muito altas. Não consigo passar da segunda audição. Este disco é tão mau, mas tão mau, que eu duvido muito que algum dia perderei meu tempo com esta banda novamente.
A crítica anda celebrando em unânimidade esta volta em grande de Tricky. E com muita razão, pois este deve ser o melhor disco dele desde...desde...«Maxinquaye»! E isto não é necessariamente bom, se pensarmos que numa extensa discografia, podemos salvar dois ou três discos do fogo do inferno. Se não conhecessemos o rapaz muito bem, até poderíamos acreditar que daqui para frente tudo iria correr bem.Beck - Modern Guilt
Sempre que ouço um disco do Beck é com expectativa zero, por mais que alguém diga que é a solução para a paz mundial. Beck para mim, só fez dois discos dignos de audição: «Odelay» e «Guero» o resto, é resto e não me interessa. Só ouvi uma única vez este «Modern Guilt» atraído pela produção do Danger Mouse e gostei até agora do que ouvi. Beck versão despretensioso e descomplicado.Cansei De Ser Sexy - Donkey
O jornal britânico «The Guardian» definiu bem este novo disco dos Cansei de Ser Sexy: «CSS pegou sua fórmula única e... deitou-a fora. Tragam de volta os palavrões (...) talvez a idéia seja provar que eles têm mais em comum com as bandas européias do que com os seus conterrâneos, mas não dá para negar que se tornar uma banda indie inglesa mediana é uma maneira meio radical de evitar a comparação com a Tropicália.» Bingo!Terça-feira, Julho 15, 2008
Gossip no Optimus Alive!
"...e Gossip, com a tenda em apoteose, a rebentar pelas costuras e perto de uma centena de pessoas a invadir o palco, com muitos abraços à Beth Ditto, que entoou, depois de um delirante «Standing In The Way Of Control» um vitorioso «We Are The Champions», numa celebração rara e inesquecível."
O jornal gratuito Destak sobre o apoteótico e histórico concerto dos Gossip, na tenda secundária do Optimus Alive. Este vídeo foi filmado do palco e dá para ter uma pequena idéia da histeria colectiva que foi o último concerto da digressão da banda.





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