08/11/12

Os clipes essenciais da MTV, segundo a Super Interessante

A revista Super Interessante fez esta semana uma lista de 15 videoclipes que "marcaram época" e que ajudaram a fazer a história da MTV, quando foi criada em 1º de Agosto de 1981. No sábado passado, quem fez aniversário foi a sua filial brasileira (22 anos) e o blogue da revista aproveitou para compilar a sua listinha.
Pelos títulos listados (tirando, claro, Michael Jackson e Madonna - talvez os maiores responsáveis pela "invenção" do videoclipe) pareceu que a blogueira tem a mesma idade que a MTV e, por isso mesmo, ignorou grande parte do que aconteceu nos anos '90 (talvez a década de maior intensidade criativa do videoclipe) e deixou escapar outras experiências da estética audiovisual que já tinham feito barulho muito antes de Lady Gaga surgir.

Relembro aqui a lista da Pitchfork para os 50 melhores clipes dos anos noventa e o meu post sobre os meus melhores dos anos 90.

30/10/12

Você precisa ouvir isso: Nadine Shah


Descobri a norueguesa - com background paquistanês - Nadine Shah lá no New Band of The Day  do The Guardian e àqueles fantasmas de PJ Harvey (dos primeiros álbuns) já me ganhou nos acordes iniciais. O EP «The Aching bones» só sai em 19 de Novembro mas já dá para conferir duas músicas da moça disponíveis no SoundCloud. Como essa delícia que é a faixa-título do mini-álbum. Espia só:

Aching Bones EP version by nadineshah

16/10/12

Você precisa ouvir isto: AroarA

Com apenas três músicas na internet o duo AroarA já me conquistou logo na primeira audição. Há pouquíssimas informações sobre eles mas já sabemos que Andrew Whiteman e sua mulher Ariel Engle são do Canadá (de onde mais?), ex-integrantes da super banda Broken Social Scene e estão prestes a lançar o disco de estreia «In The Pines», que ainda não tem uma data definida.
Surgiram no começo de 2011 abrindo para o Here We Go Magic e logo foram criando um certo burburinho na blogosfera indie por conta das suas sublimes apresentações ao vivo.
O álbum de estreia «In The Pines» é o visionário livro de poesias (de mesmo nome) da escritora e poeta norte-americana Alice Notley, publicado em 2007. Whiteman e Engle decidiram transformar o livro em música e o resultado são 14 canções-poema onde o duo adicionou guitarras, beats, falsetes dando uma aurea de modernidade aos poemas de Notley.
Recentemente foram convidados para ser a banda de suporte e também abrirem os shows de Marta Wainwright nas suas turnês americana e europeia que começa logo no fim desse mês.

Para quem gosta de Arcade Fire, Broken Social Scene, Tilly and The Wall, The Kills, Velvet Underground, etc. As três músicas divulgadas na página oficial da banda você pode ouvir AQUI.

10/10/12

Novo Balthazar «Rats» para audição em streaming


Os meninos belgas do Balthazar (que entre nós fez um dos melhores concertos e discos de 2011) está de disco novo na praça. Depois do fabuloso disco de estreia «Applause» e do relevante sucesso entre o público indie europeu, a banda segue para o tira-teima do "segundo disco difícil" e o resultado é o que se ouve em «Rats».
O disco sai já na próxima segunda-feira 15 de Outubro e, segundo a página da banda no Facebook, o disco já é número 1 na pré-venda do iTunes na Bélgica. Nada mal para uma banda quase desconhecida do grande público no seu segundo álbum.
Descobri os garotos (e garota) de Courtrai quando eles abriram o concerto do The Joy Formidable em Berlim, em meados de 2010 e foi paixão à primeira vista. Em palco, a banda toca como se cada apresentação sua fosse a última e me faz lembrar a áurea de missa que os canadenses do Arcade Fire já nos habituou nos seus concertos maiores que a vida.
A revista alemã Intro disponibilizou o álbum todo para audição em streaming, que você ouve seguindo este link aqui: Balthazar «Rats»

26/09/12

Cat Power, toda oxigenada em «Cherokee»


Da nossa estimada Cat Power ou, melhor, Chan Marshall - toda bagaceira, de cabelos tingidos e brincando de Mad Max - chega o novo clipe da muito boa «Cherokee» extraída do estranhíssimo último álbum «Sun».

24/09/12

Ouça «Madrid» o novo projeto de Adriano Cintra


Depois da saída  atribulada do fundador, baterista e ex-integrante do Cansei de Ser Sexy eis que Adriano Cintra surge das trevas com o projeto «Madrid». Dividindo o protagonismo com Marina Vello (ex-Bonde do Rolê) - que em alguns momentos tem um timbre de voz que lembra PJ Harvey no seu piano-bar disco «White Chalk» - o disco de estréia (homônimo) é completamente diferente da banda que fez Adriano famoso.
«Nossa preocupação é fazer música orgânica e tocada de verdade, sem loop ou sintetizador ou apertando o play no Garage Band na hora de tocar». O resultado é bonitinho. Mas simples e mediano, num disco que mais parece feito para exorcizar os demônios dos seus integrantes do que criar música que realmente importa.O streaming do disco na íntegra, você escuta aqui:


06/09/12

Vício da Semana: The Dodoz


O discão dos franceses The Dodoz «Forever I Can Purr» acabou de sair e é um deleite para quem é fã - como eu - de Pretty Girls Makes Graves, Gossip (pré «Standing In the Way Of Control»), Giant Drag e um pouco de Sleater Kinney. Isto é, para bater cabelo na pista e chorar de alegria. Sem dúvida, um dos discos do ano!

David Byrne & St. Vincent 'Love This Giant


Enquanto escrevo estas linhas ouço a estranhíssima colaboração entre a talentosíssima Annie Clark (aka St. Vincent) e o ex-Talking Heads David Byrne que dá-se pelo nome de «Love This Giant». O disco, que só sai no próximo dia 12 está no site do NPR na íntegra para audição em streaming. E é, à primeira audição, de uma estranheza sem fim.
Confesso que nunca fui fã de Byrne e, sem desmerecer o seu trabalho com os Talking Heads, acho que ele se tornou numa múmia vagante que nunca mais fez um disco que preste depois que a banda foi extinguida. Mas o problema desse disco não é só a presença de Byrne que mais parece erro de casting mas também o excesso de trompas e saxofones - praticamente em todas as faixas - que deixa o disco com um ar meio datado.
No entanto, a estranha beleza que St Vincent trouxe dos seus discos anteriores garantem os melhores momentos do album. Como na faixa de abertura «Who» ou na funkeada «Lightning» (que o começo faz lembrar Björk em «Selmasongs»).
É uma leitura apressada e espero que o disco cresça no futuro, porque nem deu para matar as saudades da lindíssima Annie Clark.


09/07/12

Instagram na Web


"Estragram" ou "Orkutgram" dizem os mais cínicos sobre a recente evolução (previsível) do aplicativo Instagram para a web. Colocando assim, mais lenha na fogueira naquela discussão de que o Facebook (que comprou o app por 1 bilhão de dólares em Abril desse ano) iria "estragrar" o Instagram.
Essa reação inflamada, oca em conteúdo, diz muito mais sobre o estado da blogosfera e do universo online do que realmente sobre o poder exercido pela rede de Mark Zuckerberg. O Instagram "criou uma bolha de falso glamour" escreveu o Alexandre Matias numa coluna no seu blogue lá no Estadão. Um banho de água fria em quem acreditava que estava no país das maravilhas.

05/05/12

Gossip Novo «A Joyful Noise» para audição na íntegra!



Não parece mas já se passaram três anos desde que os norte-americanos Gossip decidiram popularizar o seu som - voltado exclusivamente para a pista de dança - com o fraquinho «Music For Men» em 2009. Ficamos um pouco decepcionados com o resultado mas como fãs incondicionais da banda (e da sua «woman show» Beth Ditto) achamos que de onde saiu o fabuloso «Standing In The Way Of Control» sairá muito mais.
Semana que vem a banda tem disco novo na praça «A Joyful Noise» e a julgar pelo (péssimo) single divulgado há algumas semanas (Perfect World) parece que a banda está mesmo determinada a seguir o caminho trilhado pelo disco anterior. Hoje a banda disponibilizou o disco novo na íntegra para audição no site oficial mas não entusiasmou muito a blogosfera, que anda dizendo que o disco é mais acessível que o anterior e pouco inovador. Para tirar a prova dos noves, é só seguir este link aqui.

13/02/12

Sofia Copolla dirige vídeo da Marni para H&M

Não é exagero dizer que as referências estão todas lá. Especialmente as da sua elogiada estreia «As Virgens Suicidas». Veja entrevista no final do vídeo.




07/02/12

St Vincent - Novo vídeo «Cheerleader»


«Cheerleader» é o segundo single - e videoclipe - do fabuloso último álbum de St Vincent «Strange Mercy» e segue a mesma  linha de negrume (e qualidade técnica) do anterior «Cruel». Aqui, Annie Clark posa de peça de museu em exposição que entra em colapso no meio do público que assiste passivamente à sua decomposição física e sentimental.



15/01/12

Melhores Filmes de 2011

1 - The Woman (Lucky McKee) 



2 - Black Swan (Darren Aronofsky) 


3 - Another Year (Mike Leigh) 



4 - Animal Kingdom (David Michôd)




5 - Tropa de Elite 2 (Jorge Padilha) 




6 - Drive (Nicolas Winding Refn) 




7 - Exit Through the Gift Shop (Banksy)




8 - Planeta dos Macacos - A Origem (Rupert Wyatt)




9 - Carnage (Roman Polanski)




10 - Três (Tom Tykwer)








Menção Honrosa:


A Dangerous Method (David Cronenberg)



04/01/12

Fim do browser IE6


"o diretor de marketing do IE, Roger Capriotti lembrou que a versão do browser, criado em 2002, já era motivo de piada e se disse “ansioso como ninguém para vê-lo acabar".


O artigo todo do blogue Link pode ser visto aqui. E vamos combinar que já foi tarde né?

03/01/12

Melhores Músicas de 2011 - Podcast



2011 para a música, já diria a capa da última revista SPIN, foi um ano foda. Ou "do caralho" dependendo da tradução. Pela primeira vez, nos últimos três anos, não tive muito trabalho para pesquisar os discos/singles lançados este ano e fiz uma lista com mais de 30 canções em menos de 15 minutos. Trabalho foi ter chegado a estas 20. Se eu pudesse, faria um ex-aequo com todas as músicas dos últimos discos das «Girl in a Coma» e «St. Vincent» juntos mas como elas já estão bem posicionadas no top discos de 2011, não era necessário. Aproveitando o encejo, preparei uma seleção (de pouco mais de hora e meia) com todas as músicas abaixo num podcast para quem quiser fazer o download ou ouvir em streaming. Senhoras e senhores, as minhas 20 melhores músicas do ano:

Prepúcio - Melhores de 2011 by Wellington Almeida 1

1 - The Weeknd - House of Balloons/Glass Table Girls
2 - Nicolas Jaar - Why Didn't You Save Me
3 - St. Vincent - Cruel
4 - Metronomy - The Look
5 - Washed Out - Far Away
6 - The Joy Formidable - The Greatest Light is the Greatest Shade
7 - Cults - Abducted
8 - The Pains of Being Pure at Heart - Belong
9 - Girl in a Coma - Control
10 - Balthazar - Blood Like Wine

11 - Gang Gang Dance - Mindkilla
12 - The Kills - DNA
13 - Björk - Mutual Core
14 - Little Scream - Cannons
15 - Eleanor Friedberger - Inn of the Seventh Ray
16 - The Rapture - In The Grace Of Your Love
17 - Oh Land - Wolf & I
18 - David Lynch - Noah's Ark
19 - The Do - Too Insistent
20 - Hercules and Love Affair - My House

Download do Podcast





02/01/12

Melhores Discos de 2011

1 - Girl In A Coma - Exits and All The Rest



Na resenha de Exits and All The Rest que o site NPR publicou quando divulgou a sua lista dos melhores 50 álbuns de 2011, escreveram que foi preciso uma década inteira para as meninas do Girl in a Coma transcenderem o seu som e se libertarem do estigma de "riot girl" imposta pelos críticos de música. É a mais pura verdade. Nunca sequer tinha escutado um ábum do trio texano de San Antonio e, quando batia o olhos nas suas fotos de divulgação, um preconceito irracional (sic) que associava as meninas à uma cultura "emo" me afastava cada vez mais. Foi preciso uma única audição do novo (e quarto!) disco para mudar radicalmente de opinião. O novo álbum é tão bom que parece um best of de uma banda veterana de rock. Enquanto «Exits and All The Rest» gira no player é como se estivéssemos perante uma regravação de «The Bends» (o 2º disco dos Radiohead) por um trio de meninas talentosas (ouça «Control» para entender) sem a mínima pretensão em exibir influências musicais ou criar algo de absolutamente original.
É um disco absurdamente simples mas é um disco com culhões - feito por três meninas na casa dos vinte anos -  e tocado com a paixão e o desespero de quem acredita que o mundo vai acabar amanhã.

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2 - St. Vincent - Strange Mercy


Ok, se você é uma das duas pessoas que vem aqui regularmente, você deve ter pensado "ih, lá vem ele de novo falando desse disco". Pois é, de novo. Não consigo esconder o meu entusiasmo pelo último disco de Annie Clark, a imensa multi-instrumentista por trás do St. Vincent. 
Tem algumas bandas que é ao vivo que provam se realmente valem o tempo gasto com elas ou não. Caso recente disso é o duo novaiorquino Cults. Hypado no último verão como a banda que ia salvar o planeta (naquela semana), ao vivo a banda é um completo desastre e deixa a mostra todas as suas limitações e fragilidades musicais. É como se todo o valor do (ótimo) disco de estreia fosse mérito apenas do produtor por trás dele. Nesse espectro musical, St Vincent está exatamente na outra ponta do retângulo. A cada disco que edita, Annie Clark se mostra mais talentosa que nunca e nos brinda com a sua música sofisticada e complexa mas de uma acessibilidade desconcertante. Clark passou por uma terrível depressão em 2010 (que descreve em «Year of The Tiger» faixa que fecha o disco) e o resultado disso é o irretocável «Strange Mercy», que têm dado trabalho aos críticos na hora de catalogar a sua música. E não é mesmo fácil etiqueta-lo: «Strange Mercy» transita entre uma pop experimental com pinceladas de folk de cabaré (!) misturados à coros de igreja (em falsetes) e alguns riffs de guitarra que ajudam na descontrução sonora do álbum. Como se a estranha beleza desse caldeirão de estilos não bastasse, Clark e a sua banda fabulosa consegue melhorar o disco ao vivo e nos elevar, nós pobres mortais, à um outro nível físico que é dificil explicar em palavras.

3 -  The Joy Formidable - The Big Roar



Esta banda imensa do País de Gales, formada em 2007, conta com apenas três membros para fazer aquela barulheira toda:  a loiríssima Ritzy Bryan na guitarra e nos vocais, Rhydian Dafydd no baixo e Matt Thomas na bateria.
The Big Roar é considerado o début da banda, mesmo eles já tendo lançado um mini-álbum em 2010 (escolha do Prepúcio entre os melhores de 2010) e recuperado algumas das canções deste para esta estreia "oficial". De qualquer forma, «The Big Roar» pode ser visto com uma continuação do anterior «A Balloon Called Moaning» onde as referências à Arcade Fire, Yeah Yeah Yeahs (ouça "while the Flies") e Broken Social Scene podem ser ouvidas com mais precisão. Um dos grandes discos do ano de uma pequena grande banda.


4 - Washed Out - Within and Without


Quando falei em 2009 do Washed Out e o seu maravilhoso EP de estreia aqui, não fazia ideia que o álbum de estreia iria ser tão bom. Pois é, Ernest Greene, o homem por trás das máquinas voltou em grande estilo: fez dos sintetizadores pura poesia e criou um dos discos mais lindos de 2011.
Que o digam as belíssimas canções «Far Away» e «Before» que já valem pelo álbum todo e que parecem uma continuação do «Life of Leisure». Within and Without remete aos "clássicos" do EP anterior, naquele clima de fim de tarde no litoral onde o por do sol deixa tudo mais luminoso e lúdico. É como se os Beach Boys tivessem lançado disco novo, sem o clima de festa (e de surf) mas com uma pitada de saudosismo e melancolia.

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5 - Balthazar - Applause





Quando vi os belgas do Balthazar pela primeira vez abrindo para os The Joy Formidable em abril desse ano, senti que já tinha cumprido a missão de 2011: descobrir uma banda nova que realmente valesse a pena investir. Os seis integrantes da banda são sublimes em palco, músicos excepcionais, dando o melhor de cada um como se fosse o último show das suas vidas. Parecia aquela banda canadense da qual eu não me canso de falar aqui e que fazem concertos maiores que a vida.
A comparação com Arcade Fire não é exagerada, os meninos (e menina) belgas - apesar da pouca idade e do parco currículo - sabem o que estão fazendo e criam música trabalhada ao pormenor: grandes canções pop, letras desesperadas, teclados de igreja e clima de culto: tudo registrado nesse album maravilhoso de estreia que é o Applause. Vá direto a «Blood Like Wine» para entender melhor o que eu estou falando.
E só espero que divulgação limitada do disco (não foi lançado nos EUA, por exemplo) não prejudique o futuro promissor desses meninos.





6 - Cults - Cults



Ao final de 2011, a estreia dos Cults soa quase que datada. Não é a toa, o disco (e a banda) foram tão incensados como a «next big thing» no último verão pela crítica e bloggers mundo afora que aquela aurea de música pop vintage das primeiras audições já não existe nem sombra. Outra razão pela qual esse disco quase não apareceu aqui foi uma apresentação ao vivo em Berlim que beirou o embaraçoso e me fez perder todo o tesão no disco. Ao vivo, Brian Oblivion e Madeline Follin - os mentores da banda - mostram todas as limitações que conseguiram esconder perfeitamente em estúdio. E pior, em cima do palco, têm carisma zero.
Porém - e é por causa dessa conjunção que este disco está aqui - Cults, o disco, foi uma das delícias pop que mais tocaram no meu media player em 2011. «Abducted» a faixa destruidora que abre o disco marca o ritmo de todas as outras seguintes: melodia catchy com letras pesadíssimas que falam sobre traição, relações de poder e ressentimentos amorosos num belo disco que mais parece uma regravação de sucessos dos anos 60. Um disco que durou um verão apenas, mas que foi muito bom enquanto durou.

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7 - PJ Harvey - Let England Shake





O problema do fã xiita é que - mesmo sendo fã incondicional de música - é difícil para ele administrar as elevadas expectativas a um determinado disco novo editado por sua banda favorita. Apesar de a frase estar na terceira pessoa, é exatamente nesse grupo que eu me encaixo. Fã obcecado de Polly Jean Harvey, nunca escondi minhas reservas em relação aos seus discos pós «Stories From The City Stories From The Sea». Sempre que a britânica anunciava disco novo, lá ficava eu nas expectativas de um "retorno às origens".
Pura ingenuidade, já que Polly já provou ser uma artista superior, sempre pronta a se reinventar a cada novo álbum. É o caso desse novo Let England Shake.
A exemplo do maravilhoso «Strange Mercy» de St Vincent, Polly fez (mais) um álbum conceitual, com os conflitos da guerra como pano de fundo e falando de política de forma visceral (e literal) como nunca fez antes. O meu choque inicial foi tanto que rejeitei o disco imediatamente, foram preciso várias audições - lentas e minuciosas - prestando atenção a cada detalhe, para entender a beleza absurda desse «Let England Shake».

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8 - MEN - Talk About Body



Do que restou das saudosas Le Tigre, a multinstrumentalista JD Samson aproveitou e criou o trio MEN. Um projeto que é quase uma banda, se não fosse as constantes mudanças de elenco. O ativismo político e a postura feminista continuam muito mais afiados nas letras que antes, só que agora saem as guitarras para dar mais protagonismo aos sintetizadores e as programações eletrônicas. Da mistura do electro dos anos 90's ao synth pop dos oitentas, o projeto se estreia com um discão pop de fazer animar qualquer festa. Que o diga os hits «Off Our Backs», «Credit Card Babies» e a minha preferida «Simultaneously». Talk About Body é um disco político e de puro deboche mas cheio de canções pop lapidadas à perfeição por uma one woman show sempre pronta a nos surpreender.



9 - Metronomy - English Riviera





E ao terceiro álbum fez-se a luz. Depois de dois discos (medianos) razoavelmente elogiados pela crítica, o quarteto de Brighton Metronomy faz um disco irresistível com sabor de dias ensolarados. Literalmente. É só dar uma olhada na capa do disco que sintetiza todo ele: fresco, original e de uma simplicidade absurda. A mudança de membros da banda da sua formação original desde o último disco (de 2008) parece que fez muito bem a eles. English Riviera celebra o amor em todas as suas formas, especialmente aqueles que só duram um verão. O álbum abre com sons de violinos e barulhos de pássaros numa típica tarde de pôr do sol e acaba com «Love Underlined» onde a paixão imediata (while we're holding hands tonight/ We're still in love underlined) é o que importa. Se isso tudo já não bastasse, o disco ainda tem a lindas «The Look», «The Bay» e «Everything Goes My Way» para ouvir no repeat zilhões de vezes como se não houvesse amanhã.

10 - The Pains of Being Pure at Heart - Belong





Tenho que confessar que são poucas as bandas de shoegaze que realmente despertam a minha atenção. Sei que é meio reducionista etiquetar uma banda com um gênero tão limitador, mas desde a sua elogiada estreia em 2009 os The Pains Of Being Pure At Heart eram sempre jogados na gaveta do shoegaze e fez a festa dos fanáticos por Jesus & Mary Chain. O novo disco Belong foi uma espécie de divisor de águas: decepcionou muitos fãs (que acusaram a banda de popularizar o seu som) e ganhou outros tantos. Eu incluído. Claro que as referências à banda dos irmãos Reid e aos My Bloody Valentine continuam lá mas também tem Smashing Pumpkins de «Gish» (ouça a fabulosa «Belong»), tem Smiths («Heart in Your Heartbreak») e algum pós punk dos anos 80. Os The Pains Of Being Pure At Heart saíram do gueto para ganharem o mundo. E esperamos que de lá nunca mais saiam.


Menção Honrosa: The Rapture - In The Grace Of Your Love






22/12/11

Julianne Moore é Sarah Palin em «Game Change»



Julianne Moore ficou a cara da Sarah Palin na adaptação cinematográfica pela HBO do best seller Game Change. O filme conta ainda com Ed Harris na pele de John MacCain e Woody Harrelson. Aguardamos ansiosos!

21/12/11

Lindsay Lohan nua na Playboy


A edição de Dezembro da Playboy americana está dando o que falar. Motivo: a atriz Lindsay Lohan - mais conhecida pelas suas polêmicas que pelo seu currículo -  é a coelhinha da capa e aparece no ensaio como veio ao mundo. Em poses de femme fatale que remete à uma foto antiga e famosa da Marilyn Monroe. 
lindsay lohan nua na playboy

As fotos já tinham vazado na net alguns dias antes da sua chegada nas bancas mas, mesmo assim, não impediu o sucesso de vendas instantâneo da revista, esgotando em várias cidades. Finalmente Lindsay, alguma coisa bonita para fechar 2011.


lindsay lohan nua na playboy




lindsay lohan pelada na playboy



crédito das fotos: worldmags.net

19/12/11

Pulp Fiction em ordem cronológica


E se Pulp Fiction, o clássico de Tarantino que fez o cinema independente norte-americano cruzar a barreira que separava os "indies" dos "mainstreams" fosse lançado em sua ordem cronológica? O filme completo, editado em ordem cronológica, surgiu em finais de outubro no YouTube como um projeto de estudantes e logo virou febre entre cinéfilos e bloggers pelo mundo afora.
O mais curioso é que mesmo mais de 1 mês depois do seu upload no site, o vídeo continua lá no YouTube, com mais de 25 mil visualizações. É caso para ir correndo ver antes que alguém apareça para acabar com a festa.

16/12/11

20 tipos de comentadores de listas de melhores

O NPR publicou esta semana uma lista hilária: The 20 Unhappiest People You Meet In The Comments Sections Of Year-End Lists, (numa tradução literal: «As 20 pessoas mais infelizes que você encontra nos comentários de listas de final de ano») com os típicos ilustres anônimos que infestam os blogues pelo mundo afora. Publico aqui os dez primeiros mas a lista completa você encontra aqui.


1. The Poisoned. "The fact that you included Adele on this list of 100 things you like makes it a total joke."
2. The Really Pretty Sure Person, Who Is Really Pretty Sure. "I've never seen Game Of Thrones, but I'm really pretty sure it's not as good as Boardwalk Empire."
3. The Person Who Is Exactly Right. "It really seems like this list of things you thought were good is just your opinion."
4. The Surprisingly Lucid Narcoleptic. "ZZZZZZZZZ" is the classic. "SNORE" and "YAWN" are acceptable variants.
5. The Mother Of Tim "Freckles" Matterley. "There is a musician in Ann Arbor named Tim Matterley who is better than all these songs! You would like his music. He has a web site at FrecklesMatterley.com, and you can get his songs free on your computer! Please check out Tim Matterley, who does not have a big record contract YET but is very very good!!!!" Two comments later, she will often come back. "Also, Tim Matterley is in this YouTube video where he plays 'Imagine' at a children hospital. I am just one fan but I think he is great and he will go far!!!"
6. The Read A Book Guy. "Not one of these movies is as good as reading a book." On a list of books, by the way, he will say none of the books is as good as books used to be. He also hates Kindles, which he may or may not mention.
7. The Self-Punisher. "I always hate your tastes, so I knew this would be a miserable and useless list before I decided to click on it and read the whole thing, and now I know I was right."
8. The Unwitting Outlier. "Has anyone really cared about George Clooney since ER?"
9. The Person With The Imperfect Grasp Of Obscurity."These are all completely obscure picks nobody has ever heard of. The Girl With A Dragon Tattoo sounds like a Dr. Seuss book."
10. Harry The Hipster-Hater, Who Really, Really Hates Hipsters. "This is all hipster music. I guess it's okay for hipsters, but I'm not enough of a hipster to like hipster picks like this. Too bad I'm not hipster enough. Maybe I'd like it better if I were more of a hipster." [His username: "notahipstersorry."]

13/12/11

Listas de melhores de 2011: SPIN


A revista SPIN acaba de divulgar sua lista com os seus cinquenta melhores discos de 2011. Por entre artistas pop como Britney Spears, Beyoncé e Lady Gaga, a revista reserva algumas surpresas nos primeiros lugares, como o disco das meninas do Wild Flag em 9ª posição ou o disco dos Fucked Up em primeiro. A lista completa dá para ver aqui. Abaixo fica o Top10 :


10. Lykke Li, Wounded Rhymes
9. Wild Flag, Wild Flag
8. G-Side, The One...Cohesive
7. The Rapture, In the Grace of Your Love
6. Danny Brown, XXX
5. Girls, Father, Son, Holy Ghost
4. Kurt Vile, Smoke Ring for My Halo
3. EMA, Past Life Martyred Saints
2. PJ Harvey, Let England Shake
1. Fucked Up, David Comes to Life

12/12/11

Let England Shake - 12 Short Films


Sai hoje mundialmente em DVD a coleção de 12 videoclipes produzidos por Seamus Murphy para cada uma das doze canções do último disco de PJ Harvey: Let England Shake. O DVD inclui o CD vencedor do Mercury Prize lançado no começo do ano, uma curta não-editada para a música «England» e os making-of de cada uma das doze faixas. Um presentão de Natal (fica a dica, viu?) para quem não se contenta só com os vídeos no YouTube.