Terça-feira, Outubro 20, 2009

não perder de vista: Washed Out

A edição online do The Guardian elegeu como a banda da semama e lá fomos nós conferir: Washed Out é uma delícia pop que não pode passar despercebida jamais. Ernest Greene é o homem por trás da banda. Webdesigner desempregado na Georgia, começou o projecto apenas por hobby e com a disseminação à velocidade da luz da internet, foi parar nos blogues in do mundo indie e até no Pitchfork. O som é uma espécie de synth-pop muito original resultado de um híbrido entre uma psicodelia seventie e a electrónica de países frios europeus. Ernest gravou, mixou e masterizou tudo sozinho e o resultado disso foi o EP "Life of Leisure" que saiu no final do ano passado pelo selo independente Mexican Summer. Segundo o mesmo artigo do Guardian, o álbum é já para o final de Outubro. Vá direto às faixas «You'll See It» e «Feel It All Around» e diga se não vale cada centavo investido.


Domingo, Outubro 18, 2009

Filmes chatos e amados

O badalado filme sueco «Let the right one in» (Deixa-me entrar em Portugal) estreou há uma semana no Brasil e como não podia deixar de ser, a crítica brasileira também escreveu maravilhas sobre. Fiquei aliviado quando vi o crítico de cinema do Estado de São Paulo Luiz Carlos Merten dizendo no seu blogue que não tinha gostado: "Não vou dizer que é o pior filme que já vi (embora talvez seja o pior de vampiros, he-he, porque metido a besta). Sério. Não entendi nada. Filme jovem, original, cheio de ideias. Não sei, não, mas os filmes sobre os quais tenho ouvido essas referências ultimamente são os que menos ideias expressam, ou as que menos têm me interessado." O filme conta a história de uma estranha amizade entre uma garota de doze anos que é vampira e um menino da mesma idade. Da primeira vez que vi, pensei que as minhas expectativas tinham estragado o meu visionamento. Hoje vi pela segunda vez para tirar a prova dos três, e o Luiz Merten está certíssimo, que filme chato e pretensioso.