05/12/10

The Hundred in The Hands, seus lindos

A minha intenção inicial era escrever aqui sobre os concertos que vi nos dois dias do Super Bock em Stock que aconteceu nesse fim de semana em Lisboa mas estou tão entusiasmado com o duo maravilha The Hundred in The Hands que não tenho olhos, digo ouvidos, para mais ninguém. A banda é composta por Eleanore Everdell e Jason Friedman, e eles vêm de onde têm saído as mais interessantes bandas dos últimos anos: do Brooklyn.
Lançaram um EP no comecinho do ano (o fabuloso "This Desert") e mais para o final do verão o debut que leva o nome da banda no título. Os Hundred já foram comparados a novas bandas como Crystal Castles e os Sleigh Bells mas a disparidade de géneros que se ouve nos dois registos editados pelo duo foge a qualquer catalogalização reducionista. É dificil fugir dos rótulos, eu sei, e os The Hundred in The Hands não são uma banda indie por excelência mas vai lá beber muitas influências. Poderia descrever o seu som como um electro-indie intenso que mistura influências que vão da música de dança minimalista ao power pop mais exaltado passando de leve pelo pós-punk.
Ao vivo, transpiram sensualidade e fazem-nos lembrar, por vezes, uns The Kills mais hedonistas ou, exageremos, uns White Stripes menos pretensiosos. Mérito da lindíssima Eleanore Everdell, que faz as vezes de mestre de cerimónias entre banda e público e interpreta cada canção de forma desesperada como se fosse a última vez.
Tive de deixar o concerto explosivo do Kele a meio e fui correndo para a garagem do Marquês de Pombal para chegar a tempo de vê-los a entrarem em palco, pois os concertos - ao contrário do segundo dia - começavam religiosamente no horário. A banda tocou cronometrados 45 minutos que mais pareceram cinco e eu de simpatizante curioso passei a fã incondicional.

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