10/01/08

Breves

Todo ano alguém decreta a morte de alguma coisa. Do rock, do tecno, da moda dos anos '80 e por aí vai... Em 2007 por causa dos Radiohead decretaram a morte da indústria dos discos. E nós acreditamos. Agora em 2008 quando o disco deles (que supostamente todo mundo ja tinha em casa) viu nascer sua edição física, teima em não sair dos tops de venda lá daqueles países. Não entendi nada.

E falta só uma semana. Para o mega-super-extra hypado novo projecto de J.J.Abrams «Cloverfield» estrear em solo norte-americano. A história já nos ensinou que hypes em geral não costumam fazer muito pelos filmes que não têm nada a dizer. Portanto, esqueçamos então que este filme possa ser o arrasa-quarteirão do ano. E que tem por trás o mago criador de «Lost». Assim, ninguém se machuca.

9 comentários:

sam disse...

mas mesmo depois do in rainbows ter gerado mais receita que todos os discos do radiohead junto (pra banda).. ainda acho que essa coisa de vender disco já estava com os dias contados a muito tempo.. CSS... O primeiro disco dos macacos árticos.. o disco em pen drive do jack white stripes... mas bah... se for pra comprar alguma coisa hoje.. acho que vinil é mais legal.. encartão... aqles que parecem livros.. antigamente não era só escrever o nome da banda e das músicas atras =)

Wellington Almeida disse...

Os CSS não vendem no Brasil, mas aqui na Europa qdo o disco saiu pela SubPop, vendeu muito. E os Artic Monkeys? Todo mundo ja os conhecia por causa do MySpace e olha a estréia deles: destronou os Oasis (até então a estréia britânica mais lucrativa de sempre) e quase bateu os Beatles...Sam, sinceramente, nunca acreditei na morte do disco. Há quantos anos nos dizem isso e os discos continuam poraí lindos, loiros e caros? Eu particularmente gosto do CD (tbm do vinil, mas tenho especial apreço pelo CD) escuto muito MP3 por sobrevivência mas nunca vou deixar de comprar os CD's que realmente valem a pena. Gde abraço.

sam disse...

humm.. dizia da épocha do tired of being sexy no trama virtual.. quando eles faziam aqle scum rock... hoje colocam electro até encher os espaços entre os dedos do pé pra corrigir o som deles... enfim..
os caras do arctic monkeys já tinham lancado o disco na net sem gravadora.. pra propagandear mesmo.. e já tinha boato que iam tocar no brasil antes de lancarem o disco.. ahhahaahahhaha... coisorrivel..
acredito na morte do cd pq tb nem ouço mais cd =) tem mais de 3 anos que não compro um... tem banda que é de lancar só um single mesmo.. 3, 4 musicas.. o resto.. que eles toquem no show.. mas bah.. essa coisa de lançar cd.. pow.. é questão de mídia que porta a música.. sabe? não sei como tem gente que compra dvd de algumas bandas.. tem uns shows que acho interessantíssimos de ver.. c lembra de quando o cd saiu? e era do formato de um vinyl? =D era mó legal.. mas, bah! fracasso! =)

M.A. disse...

Engraçado que as luminárias que vêm agora decretar (mais uma vez) a morte da venda de música como a conhecemos já o fazem ciclicamente há mais de dez anos... E vai-se a ver...
Por acaso também já tinha comentado este facto com pessoas conhecidas, isto a propósito desta "manobra" dos Radiohead.
Só uma pequena correcção: o disco dos Monkeys foi mesmo a estreia mais vendida de sempre no Reino Unido.

Abraço

strange quark disse...

O problema das previsões, é que normalmente nunca acontecem como se previu... Já houve várias tentativas de morte decretada a prazo. Na música, a primeira que me lembro foi do vinilo já que com o CD vinha a pureza sónica superlativa. Para além de ser completamente falso (o som do vinilo é em vários aspectos superior ao do CD, embora perca noutros), já lá dizia um crítico que leio com frequência, que "... parece que o vinilo se vestiu de preto para assistir ao enterro do CD".

A nossa relação com a música vai-se modificando, e é um facto que as novas gerações consomem muito mp3. Creio que os suportes físicos se manterão até porque me parece um contrasenso que havendo hoje muito melhores condições de produção musical depois se use o mp3 como forma de ouvir essa música. A título ilustrativo, comparar mp3 ao CD (já nem falo de vinilo), é o mesmo que dizer que ler as fotocópias é a mesma coisa que ler o livro original. Convenhamos que havendo boas fotocópias, isso não nos impede de ler o que lá está, mesmo com ilustrações a cores e tudo, mas NUNCA é a mesma coisa!

O suporte físico sobreviverá, da mesma forma que hoje o mercado do vinilo cresce, embora não seja para as grandes massas, mas lá que cresce, cresce! Em termos de música digital, há inclusivamente um formato de bem mais alta resolução: o SACD. Acredita que quando se ouve música em condições não se quer outra coisa. É mais ou menos como ter passado uma vida a comer hamburguers e de repente sermos apresentados ao requinte da gastronomia tradicional.

Um abraço

Eduardo Negrão disse...

falando agora do cloverfield. Espero mesmo que o hype se justifique, embora eu não esteja a seguir os trailers nem nada disso, mesmo para ser surpreendido no cinema. Vi só um trailer e pelo que sei já há vários. E cheira-me que o filme vai estar ligado à série... ou então não. We shall see :)

Rui Luís Lima disse...

olá wellington!
obrigado pela visita e comentário no nosso blogue de cinema.
a industria discográfica inventou esse fenómeno das playlist, mas curiosamente ainda anda muita gente por aí a fazer excelente música, recordo apenas esse histórico grupo do rock progressivo que se chama King Crimson que continua sempre na linha da frente, com o seu mentor Robert Fripp.
um abraço cinéfilo

Wellington Almeida disse...

M.A. Tens razão sim. É deles o titulo da estréia britanica mais lucrativa de sempre.


Eduardo, de que série tas a falar,LOST?

Eduardo Negrão disse...

sim, Lost.
Ja vi o filme... apenas hype, deixa muito a desejar, embora tenha ideias inovadoras q se aproveitam, nomeadamente o método de filmagem