19/01/08

Os falsos ídolos

Já falei disso aqui antes mas agora que o Moby vem aí com single e disco novo é preciso espalhar a palavra. Há uma trupe de bandas ou "artistas" que eu costumo chamar lhes na brincadeira entre amigos de «falsos ídolos». São aqueles que editam um único álbum brilhante em toda sua infinita carreira. O processo é mais ou menos assim: Você descobre o àlbum, fica completamente apaixonado e a partir daí, passa a comprar tudo o que este fulan@ fizer nos próximos anos. Até vai a concertos, veja só. Até que um dia, depois de uma infindável colecção de albuns péssimos na estante, você cai na real: mais um falso ídolo. Os falsos ídolos, na verdade, não têm talento nenhum. É tudo uma questão de sorte. Foi assim com o Beck e o revolucionário «Odelay», a inglesinha Imogen Heap e sua brilhante estréia «I Megaphone» os Sneaker Pimps com o belíssimo «Becoming X» e agora, a confirmar definitivamente dentro de alguns meses, de acordo com o novo single «Alice» o carequinha Moby e o único momento de relevância na sua extensa discografia, o genial «Play».

6 comentários:

Samuel disse...

clipe horrível =)

M.A. disse...

Não podia estar mais em desacordo em relação ao Beck. Em 1.º lugar, porque "Mellow Gold" já era um disco revolucionário, sendo "Odelay" um seguidor natural. Em segundo, porque apesar de ter perdido alguma relevância, o Beck não tem uma disco que se possa considerar mau. Num registo diferente do habitual, "Sea Change" é soberbo.
Quanto ao Moby, não sendo um artista da minha predilecção, parece-me que teve o seu momento alto uns anitos antes de "Play", mais concretamente com "Go", um single histórico.

Abraço

strange quark disse...

Subscrevo inteiramente o que disse o M.A. relativamente ao Beck. Comecei a ouvir Beck com o Midnight Vultures, o que não é propriamente um bom começo, e embora não conheça o Mellow Gold (uma falha a colmatar), tenho acompanhado mais ou menos a sua obra e o Sea Change é de facto soberbo, para além do essencial Odelay. Já o Moby, também fiquei encantado com o Play, mas confesso que ao fim de um tempo, cansa e no fim parece um disco que perdeu o fôlego dos temas iniciais. Com metade das composições era uma obra de excepção.

wellvis disse...

MA, discordo qdo dizes que o ponto alto da carreira do Moby foi a fase anterior ao Play. Depende do que é que chamas «ponto alto». Já que, lembremo-nos agora, todos os discos anteriores ao «play»eram metralhadoras giratórias a procura de um alvo a acertar. Cada disco, um género diferente, até encontrar o seu "estilo" em «play». E não só, unanimidade da crítica, do público e das vendas. O Beck, virou uma espécie de Caetano Veloso da música anglo-saxónica: é chato, se acha génio e só teve seu album anterior «Mellow Gold» descoberto após o sucesso de «Odelay». Me fez lembrar a estreia dos Radiohead «Pablo Honey» que foi destruído pela critica, que arrependida após o furacão «OK, Computer», voltou atrás e reviu os conceitos. Mas claro, isto tudo é muito arbitrário e idiossincrático. De resto, Mário, gosto um pouquinho desse «Guero» mas com umas 5 faixas a menos e seria outro grande album.

M.A. disse...

Caro Welvis:
Opiniões são opiniões, factos são factos.

Opiniões:
1. À data da sua edição, em 1994, "Mellow Gold" foi para mim um disco verdadeiramente revolucionário. E como eu, conheço algumas pessoas que sentiram o mesmo;
2. "Pablo Honey" era, em 1993, e continua a ser um disco sofrível.

Factos:
1. "Loser" é, até à data, o maior sucesso de Beck;
2. "Creep" continua a ser o maior hit dos Radiohead.

Wellington Almeida disse...

Estas certíssimo M.A, «Loser» é o maior hit do Beck assim como «Play» é o melhor (e para mim, único) e bem mais sucedido disco de Moby. Abraços.