02/11/07

Radiohead, Polly Jean Harvey, Portishead e etc.

Confesso que não paguei nada pelo disco dos Radiohead «In Rainbows ». Até fui ao site e peguei o visa da carteira...mas na hora de desembolsar o dinheiro (ia dar 5€ pelo download) me senti tão manipulado pela campanha marketeira deles que desisti. É uma estupidez, claro. Mas eles foram muito mais espertos do que qualquer um nesse lance de "pague quanto você quiser", nos envolvendo nessa campanha pretensamente visionária aproveitando-se da imagem de culto criada em torno deles. E o disco até é bacana, mas eu gostava muito mais dos Radiohead antes dessa «fase» megalomaníaca, antes de todos esses clichés de «génio atormentado» que o Thom Yorke faz questão de alimentar.É uma pena que uma banda tão talentosa tenha de viver sob a sombra do disco mais importante dos anos 90. Que seja o próximo, Thom, por favor.

E ja que o assunto é decepção, aproveito para falar do disco da PJ Harvey, que em todas as entrevistas de divulgação do disco decorou uma única frase e repetiu à exaustão: « Não queria me repetir ». Não me entendam mal, eu gosto muito do disco, etéreo, delicado, contido. Mas é estranho para nós que estavamos tão acostumados com luxúria, hedonismo e rock n' roll um disco intimista de canções ao piano. É aquele típico caso que as (supostas) boas intenções já ultrapassam a música. E PJ Harvey é talentosa demais para se transformar na nova Bjork.

E segundo o blogue do Geoff Barrow, o próximo e tão esperado 4º disco dos Portishead parece que já está pronto, só falta a mixagem final. Por mais que eu tente não contar os dias minhas expectativas já estão lá na estratosfera. Entretanto para o próprio Geoff o disco está diferente de tudo o que eles ja fizeram antes. Só de imaginar que a melhor banda do mundo vai voltar dez anos depois me dá até calafrios na espinha. E agora imagine os fãs mais xiitas.


2 comentários:

Amanda disse...

bom como eu li em algum outro lugar, as pessoas quando escutam um álbum novo já vão imaginando música por música numa pista de dança, ou como ficariam ao vivo, e se esquecem do que é o álbum em si... Creio q com o White Chalk os mais decepcionados são os fãs que não conseguiram acostumar os ouvidos até hoje além do Rid Of Me, o que é uma pena. O fato dela dela sempre estar mudando é um ponto chave em seu trabalho, pelo menos não vamos contar com repetições de fórmulas que deram certo. E só por ser um álbum de PJ Harvey já temos que dar graças aos céus. E este álbum é assim, dentro de sua discocgrafia é inteiramente novo e excelente, um dos melhores que já fez. Comparações com trabalho dos outros a parte, já que música não é olimpíada.

Wellington Almeida disse...

Concordo e assino embaixo, Amanda.
Tanto que ja me soa muito melhor. Preferia que não fosse assim mas ja que o é, bring it on.

Obrigado ;)