
Confesso que não paguei nada pelo disco dos Radiohead «
In Rainbows ». Até fui ao
site e peguei o visa da carteira...mas na hora de desembolsar o dinheiro (ia dar 5€ pelo download) me senti tão manipulado pela campanha marketeira deles que desisti. É uma estupidez, claro. Mas eles foram muito mais espertos do que qualquer um nesse lance de "pague quanto você quiser", nos envolvendo nessa campanha pretensamente visionária aproveitando-se da imagem de culto criada em torno deles. E o disco até é bacana, mas eu gostava muito mais dos Radiohead antes dessa «fase» megalomaníaca, antes de todos esses clichés de «génio atormentado» que o Thom Yorke faz questão de alimentar.É uma pena que uma banda tão talentosa tenha de viver sob a sombra do disco mais importante dos anos 90. Que seja o próximo, Thom, por favor.

E ja que o assunto é decepção, aproveito para falar do disco da
PJ Harvey, que em todas as entrevistas de divulgação do disco decorou uma única frase e repetiu à exaustão: « Não queria me repetir ». Não me entendam mal, eu gosto muito do disco, etéreo, delicado, contido. Mas é estranho para nós que estavamos tão acostumados com luxúria, hedonismo e rock n' roll um disco intimista de canções ao piano. É aquele típico caso que as (supostas) boas intenções já ultrapassam a música. E PJ Harvey é talentosa demais para se transformar na nova Bjork.

E segundo o
blogue do Geoff Barrow, o próximo e tão esperado 4º disco dos
Portishead parece que já está pronto, só falta a mixagem final. Por mais que eu tente não contar os dias minhas expectativas já estão lá na estratosfera. Entretanto para o próprio Geoff o disco está diferente de tudo o que eles ja fizeram antes. Só de imaginar que a melhor banda do mundo vai voltar dez anos depois me dá até calafrios na espinha. E agora imagine os fãs mais xiitas.
2 comentários:
bom como eu li em algum outro lugar, as pessoas quando escutam um álbum novo já vão imaginando música por música numa pista de dança, ou como ficariam ao vivo, e se esquecem do que é o álbum em si... Creio q com o White Chalk os mais decepcionados são os fãs que não conseguiram acostumar os ouvidos até hoje além do Rid Of Me, o que é uma pena. O fato dela dela sempre estar mudando é um ponto chave em seu trabalho, pelo menos não vamos contar com repetições de fórmulas que deram certo. E só por ser um álbum de PJ Harvey já temos que dar graças aos céus. E este álbum é assim, dentro de sua discocgrafia é inteiramente novo e excelente, um dos melhores que já fez. Comparações com trabalho dos outros a parte, já que música não é olimpíada.
Concordo e assino embaixo, Amanda.
Tanto que ja me soa muito melhor. Preferia que não fosse assim mas ja que o é, bring it on.
Obrigado ;)
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