Essa semana ando ouvindo muito «Velvet Underground & Nico» o maravilhoso disco estréia da banda do Lou Reed. A propósito dos seus 40 anos. Parece lugar comum dizer que ouvi-lo hoje é redescobrir um disco novo, urgente, vanguarda mas é mesmo isso. A revista Blitz desse mês lhes dedica um artigo especial muito interessante, há muito tempo que não lia um artigo tão bom na revista. Para redescobrir com urgência.
Fui ver a ante-estréia desse filme português que vem ganhando prémios em festivais de cinema pelo mundo «A outra Margem» e saí de lá com a mesma opinião de todos os filmes portugueses que vi antes.Em linhas gerais, a história da amizade de um travesti com o sobrinho, um garoto de 15 anos com síndrome de Down. A premissa até é interessante e a mise-en-scène parece funcionar muito bem. Até que aparecem os actores para estragar tudo. Porque ver um bando de robôs fingindo emoções, sempre a espera de suas falas é penoso demais para se ver fechado numa sala durante duas horas. Acho que os cineastas portugueses deveriam tentar fazer cinema mudo para ver se adianta alguma coisa e parar com essa coisa irritante de achar que estão sempre fazendo «arte». _____________
E quando acabou a projecção de «A Invasão» com a Nicole Kidman me peguei pensando se a falta de qualquer emoção do filme era deliberada ou mera coinciência...
5 comentários:
infelizmente tens toda a razão no que diz respeito ao cinema portugues.
tirando o filme Alice...
Rita Maria, Pois é, infelizmente mesmo. abraços ;)
Ei, bem legal o seu blog.
Te respondi por email e lá no Meio Desligado tbm.
E uma dúvida: já tem o filme Tropa de Elite aí em Portugal?
Marcelo, ja temos sim. Em cópia pirata é lógico. A fórmula «Cidade de Deus» parece que ainda não está gasta não é? abraços.
AH, e obrigadão pelo e-mail.
Em relação ao cinema português: concordo. Mas que não me ouçam a dizer que concordo! Parece mal ser portuguesa (pelo menos é o que diz o meu Bilhete de Identidade) e não gostar de cinema português. Há sempre alguém para cair-nos em cima. Assumo, tenho alguma dificuldade em gostar de cinema português. Da mesma forma que tenho dificuldade em escrever "dossiê" em vez de "dossier" e outras coisas do género. Adiante! Em relação à "Invasão". Porquê gastar 5 euros a ir ver o remake de um remake? (Já nem é remake do original; é uma corrupção do remake do remake, ainda mais absurdo e ainda mais rebuscado). Há coisas que são muito melhores no original.
(Sem crítica. O comentário pelo comentário. Retribuindo a visita.)
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