O Lobby Gay, segundo a revista Sábado:
«Na verdade a nova cultura gay năo é assim tăo exibicionista. E năo se limitou a contagiar os hábitos de beleza dos heteros portugueses (...) Tem a ver com quem se dăo e onde văo»
« Há uma catedral em Lisboa para esta nova síntese urbana: a discoteca Lux...»
«...Os heterossexuais que cultivam a modernidade e o espírito progressista querem estar lá [No Lux] para se banharem na onda de glamour.Lá onde, segundo o jornal inglęs The Guardian, os truly gorgeous se juntam (...) e bebem gim tónico e vodca-limăo»
«É o universo homossexual que define hoje o que é a beleza (...) É verdade que săo os gays que impőem um certo look helénico que está em voga»
Só uma coisa irrita mais do que o militante fanático, săo os clichés-ambulantes que andam poraí a escrever bobagens como esta.
12.12.05 - NÁRNIA
Quase obrigado fui ver "As Crônicas de Narnia" na sexta-feira com alguns amigos. E digo quase obrigado năo por achar que "năo era filme para mim", mas porque eu năo sabia absolutamente nada sobre o filme e pelas fotos pensei se tratar de uma ficçăo-científica ambiciosa e histérica.Coisa para a qual năo tenho pacięncia nenhuma. Na primeira hora fico impressionadissímo com o lirismo lúdico do filme e "O feiticeiro de Oz" ja me vem ŕ cabeça. O cuidado técnico das animaçőes, aquele tom onírico de fábula...O cepticismo habitual ja tinha ido para o espaço. Mas da segunda metade para o final o filme revela toda sua fragilidade de argumento e se arrasta por mais algumas dezenas de (intermináveis) minutos. Aquela batalha final é totalmente despropositada, e a măo pesada da Disney está bem assente naquela cena da "beatificaçăo" dos "reizinhos" (Aquilo podia funcionar bem no Rei Arthur...). Deve ser por isso que o autor dos livros nunca autorizou a adaptaçăo para o cinema dos seus contos. Acho que na măo de Tim Burton isto seria muito mais que um espectáculo cinematográfico de encher os olhos.
4.12.05 - AS LISTAS
Fim do ano se aproximando e ja começam a pulular listas por todo o lado. Sem ser propriamente uma lista de melhores mas (a desconstruçăo do cinismo) sobre elas, é com imenso prazer que leio a coluna do Ricardo Calil no site no mínimo sobre a presunçăo dos que nos impőem os seus "melhores filmes de sempre" ignorando a sua própria história. Devo dizer que "Willy Wonka & the Chocolate Factory" (o primeiro de 1971) assim como para o Ricardo é também o meu "Pontenkim" pessoal. O texto todo dá para ler clicando AQUI.
2.12.05 PROOF - ENTRE O GÉNIO E A LOUCURA
Nos primeiros dez minutos de filme ja armei a crista:Porque é que todo suposto gęnio (incompreendido,claro) tem de ser sisudo, depressivo a beira da loucura e todo o universo a sua volta năo fazer o menor sentido? Nenhum realizador, mesmo com as melhores intençoes, consegue fazer engolir esta balela pela septuagésima vez. Nem Gwyneth Paltrow (com sua sensualidade assexuada) nem Jake Gyllenhaal (em piloto automático) dăo alguma dignidade a este filme presivível e com óbvias pretensőes a oscar. O que resta entăo ? Nada. Lamentar que ainda existam projectos insólitos e acéfalos como este, em que duas horas de suposto entretenimenmto acabem por ser aborrecimento a brava.
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