15/10/06

Lady in the Water


E de repente o ecr? fica negro e eu fico ali, estático quase em estado catatónico tentando digerir as duas horas anteriores passadas naquela sala de cinema. As pessoas começam a levantar-se e eu ainda tenho um fiapo de esperança de que tudo volte, de que seja uma brincadeira do realizador. Mas nada, os créditos continuam a correr e eu finalmente me convenço de que o filme acabou. Assim, num piscar de olhos e sem o famoso twist final ? Shyamalan. E dado um certo momento eu estive sempre a espera dele, a espera de uma explicaçăo, de que algo fizesse sentido ŕ todas aquelas imagens desconexas e pertubadoras (de certo modo) que eu acabava de presenciar. A certa altura do filme a personagem de Shyamalan (o próprio) pergunta «E se ele for tăo importante e mudar o mundo a ponto de năo ser compreendido no seu tempo?» «ele» no filme, é o livro que a personagem está a escrever, «ele» para nós espectadores é o «filme» que estamos a presenciar. Se era esta a pergunta que Shyamalan queria nos debitar, parece-me auto-indulgente demais.

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