São só previsões mas garanto que estes discos vão figurar nas listas de muita (boa) gente poraí. E só mesmo um milagre fará eu incluir algum deles na minha. Porquê? Ah, porque simplesmente não «bateram».
30/11/07
29/11/07
Um disco que cresce: The Fiery Furnaces

À primeira audição estranha-se mas depois o àlbum cresce e fica cada vez melhor. Gosto de discos heterogéneos, que me surpreendem a cada faixa. «Widow City» é assim, a próxima canção será sempre uma experiência inédita. E a segunda música «Duplexes of the Dead» é tão boa que merece ser tocada em «repeat» pelo menos umas 28 vezes.
28/11/07
Rever os Indies perdidos

Se você é como eu, um(a) desleixado(a) incorrigível e deixou passar, seja por qualquer razão, os melhores títulos do IndieLisboa desse ano, sua chance de se redimir chegou. Entre os dias 3 a 7 de Dezembro, sempre às 18h, na Reitoria da Universidade de Lisboa, haverá uma selecção com alguns dos melhores filmes apresentados na última edição do festival. Eu, que me auto-flagelei por ter perdido «Analog Days» soltei um berro de felicidade. Ah, a entrada é di grátis!!

3 Dez. – Segunda-feira, 18h I am a sex addict , de Caveh Zahedi
4 Dez. – Terça-feira, 18h Balaou , de Gonçalo Tocha
5 Dez. – Quarta-feira, 18h Analog Days , de Mike Ott
6 Dez. – Quinta-feira, 18h Patterns 3 , de Jamie Travis A Ilha da boa vida , de Mercês Gomes Zepp , de Moritz Laube
7 Dez. – Sexta-feira, 18h Life in Loops: a Megacities Remix , de Timo Novotny
Promessas Perigosas

Acho que o último grande Cronenberg foi mesmo «ExistenZ», aquele exercício kafkiano quase existencialista. Claro que depois teve o belíssimo «Spider» mas aí o caminho do cinema cronenberguiano já havia se desvirtuado. Este «Eastern Promises» recupera o tempo perdido pelo menos inspirado filme anterior e dá uma bela lição de cinema. Não é uma obra-prima mas faz jus ao seu currículo.
27/11/07
Que fim levou?
25/11/07
O passo de dança que mudou o cinema
Depois daquela dança, o cinema independente nunca mais seria o mesmo. É difícil imaginar, olhando para trás agora com a distância necessária (o filme é de 1994) algum filme que tenha influenciado tanto o cinema dos '90. Tarantino não só aperfeiçoava o seu hoje famoso estilo como criava um género. Depois de «Pulp Fiction» a violência nunca foi tão estilizada, tão banalizada, tão sobrevalorizada. Tudo culpa daquele bendito passo de dança.
22/11/07
Indie Lisboa divulga nova imagem

Segundo a newsletter de divulgação, a nova imagem criada pela agência Brandia Central e traduz «a identidade matriz do IndieLisboa: profissional, apaixonada, ambiciosa, independente e de culto» a edição de 2008 acontecerá entre 24 de Abril e 4 de Maio de 2008 e terá mais uma sala à disposição do festival: o teatro Maria Matos.21/11/07
Interpol/Kosheen: mais que coincidência?
17/11/07
Os 100 melhores discos Indie, ever
Como este blogue está sempre atento às listas alheias, publico aqui a escolha da Revista Blender (última) para os 100 melhores discos indie de todos os tempos. Não curto muito o primeiro lugar não, se tivesse que escolher um Pavement para figurar nessa lista, de certeza que seria o último «Terror Twilight» de 1999 e não o primeiro «Slanted and Enchanted». Um dos álbuns preferidos desse que vos fala, o raríssimo «Exile in Guyville» de Liz Phair, ocupa a posição 35º. Na época muito polémico, pois segundo Phair, seria a resposta feminina a «Exile on Main Street», o clássico dos Rolling Stones. E quando ela disse «resposta» era mesmo a sério. Faixa a faixa.
O top five ficou assim:
01 - Pavement – Slanted And Enchanted
02 - Sonic Youth – Daydream Nation
03 - The Replacements – Let It Be
04 - R.E.M. – Murmur
05 - Pixies – Surfer Rosa
16/11/07
Goldfrapp novo

E já é conhecida, o tracklist do quarto álbum de originais dos Goldfrapp que nos deixaram decepcionadíssimos com o último «Supernature». Adrian Utley dos Portishead, participa no disco e em alguns concertos ao vivo da banda. Achamos que vem coisa boa poraí.
Seventh Tree:
01 Clowns
02 Little Bird
03 Happiness
04 Road to Somewhere
05 Eat Yourself
06 Some People
07 A&E
08 Cologne Cerrone Houdini
09 Caravan Girl
10 Monster Love
14/11/07
Canções do ano
«Isto, claro não vêm a propósito de nada/É que eu fico tão nervoso quando falo contigo/E tudo o que eu pensei hoje foi em beijar-te/Esse velho sentimento que me faz sentir renovado*»

Iluminado Jens Lekman que provavelmente fez o disco ou a canção do ano «Kanske ar jäg Kar I Dig», essa pérola errante sobre um anti-herói apaixonado.
* Numa tradução bem vagabunda, sorry.
12/11/07
Someone that cannot love
Fiz um comentário no blogue do Nuno Markl que deu para o torto, falei mal do David Fonseca e fui apedrejado por uns quantos. Até o próprio Markl respondeu. Pudera, o homem é um totem inquebrável em Portugal. Nas palavras do Markl, o David continua o mesmo gajo «porreiro, low profile e despretensioso» que ele conheceu há alguns anos. A mim, ele não engana. Continuo a acha-lo exactamente a mesma pessoa desde que o conheci. Como disse um amigo meu, é preciso acabar com alguns cânones.
10/11/07
NME - os mais «cool» de 2007

E o semanário inglês New Music Express que adora uma lista, divulgou na última edição a sua «cool list 2007» numa votação realizada entre seus leitores. Beth Ditto dos Gossip que encabeçava a lista o ano passado, este ano caiu para a nona posição e Lovefoxx dos Cansei de ser Sexy, do décimo para o terceiro. O Top Ten desse ano ficou assim:
01. Frank Carter – Gallows
02. Jamie Reynolds – Klaxons
03. Lovefoxxx – CSS
04. Ryan Jarman – The Cribs
05. Lethal Bizzle
06. Alex Turner – Arctic Monkeys
07. Kate Nash
08. Amy Winehouse
09. Beth Ditto – The Gossip
10. Keith Richards – The Rolling Stones
LITTLE MISS SUNSHINE - 1 ano em cartaz!

A notícia já tem algum tempo mas acabei de a ler e achei que seria engraçado postar isso aqui no blogue. No passado 19 de outubro o filme «Little Miss Sunshine» completou 1 ano em cartaz em São Paulo. Um ano! Teve até especial no Estadão. Me fez lembrar daqueles quase seis meses que «Cidade de Deus» esteve em cartaz por aqui. Como disse o crítico do jornal, a pequena Miss Sunshine ficou mais velha.
08/11/07
30 dias de escuridão
07/11/07
04/11/07
Brazil's hottest new act
Deu no blogue do Peter Culshaw, que escreve para o «Guardian» e «The Observer» (e que primeiro levou os Cansei de ser Sexy para a terra da Rainha) os novos Montage, que no final o próprio Culshaw pergunta: «Será Daniel [o vocalista] o Bowie brasileiro do século 21 ou está mais para Sigue Sigue Sputnik?» O artigo na íntegra, aqui.

Ainda sobre «A Invasão»
Uma frase dita por Nicole Kidman à um dos personagens que divaga sobre o quão hipócrita é a sociedade, é uma pérola de sabedoria: «Pela minha experiência quando pessoas falam sobre o que é «a verdade» elas estão a falar mais sobre elas mesmas do que sobre qualquer outra coisa»
O blogue do Fernando Meirelles
«Admiro a capacidade de abstração de diretores que conseguem pensar seus filmes de ponta a ponta com antecedência, diretores que desenham storyboards e depois cumprem à risca o que planejaram. Já tentei fazer isso, mas fico tão focado em fazer o que planejei que acabo não vendo as idéias vivas que acontecem no set. Já filmei muito como um clarinetista que toca seguindo uma partitura, hoje acho que filmo mais como jazz. Você me entende.»
Fernando Meirelles no seu interessantíssimo «Diário de Blindness»
02/11/07
Velvet Underground, cinema português, Nicole Kidman.
Essa semana ando ouvindo muito «Velvet Underground & Nico» o maravilhoso disco estréia da banda do Lou Reed. A propósito dos seus 40 anos. Parece lugar comum dizer que ouvi-lo hoje é redescobrir um disco novo, urgente, vanguarda mas é mesmo isso. A revista Blitz desse mês lhes dedica um artigo especial muito interessante, há muito tempo que não lia um artigo tão bom na revista. Para redescobrir com urgência.
Fui ver a ante-estréia desse filme português que vem ganhando prémios em festivais de cinema pelo mundo «A outra Margem» e saí de lá com a mesma opinião de todos os filmes portugueses que vi antes.Em linhas gerais, a história da amizade de um travesti com o sobrinho, um garoto de 15 anos com síndrome de Down. A premissa até é interessante e a mise-en-scène parece funcionar muito bem. Até que aparecem os actores para estragar tudo. Porque ver um bando de robôs fingindo emoções, sempre a espera de suas falas é penoso demais para se ver fechado numa sala durante duas horas. Acho que os cineastas portugueses deveriam tentar fazer cinema mudo para ver se adianta alguma coisa e parar com essa coisa irritante de achar que estão sempre fazendo «arte». _____________
E quando acabou a projecção de «A Invasão» com a Nicole Kidman me peguei pensando se a falta de qualquer emoção do filme era deliberada ou mera coinciência...
Radiohead, Polly Jean Harvey, Portishead e etc.
Confesso que não paguei nada pelo disco dos Radiohead «In Rainbows ». Até fui ao site e peguei o visa da carteira...mas na hora de desembolsar o dinheiro (ia dar 5€ pelo download) me senti tão manipulado pela campanha marketeira deles que desisti. É uma estupidez, claro. Mas eles foram muito mais espertos do que qualquer um nesse lance de "pague quanto você quiser", nos envolvendo nessa campanha pretensamente visionária aproveitando-se da imagem de culto criada em torno deles. E o disco até é bacana, mas eu gostava muito mais dos Radiohead antes dessa «fase» megalomaníaca, antes de todos esses clichés de «génio atormentado» que o Thom Yorke faz questão de alimentar.É uma pena que uma banda tão talentosa tenha de viver sob a sombra do disco mais importante dos anos 90. Que seja o próximo, Thom, por favor.
E ja que o assunto é decepção, aproveito para falar do disco da PJ Harvey, que em todas as entrevistas de divulgação do disco decorou uma única frase e repetiu à exaustão: « Não queria me repetir ». Não me entendam mal, eu gosto muito do disco, etéreo, delicado, contido. Mas é estranho para nós que estavamos tão acostumados com luxúria, hedonismo e rock n' roll um disco intimista de canções ao piano. É aquele típico caso que as (supostas) boas intenções já ultrapassam a música. E PJ Harvey é talentosa demais para se transformar na nova Bjork.
E segundo o blogue do Geoff Barrow, o próximo e tão esperado 4º disco dos Portishead parece que já está pronto, só falta a mixagem final. Por mais que eu tente não contar os dias minhas expectativas já estão lá na estratosfera. Entretanto para o próprio Geoff o disco está diferente de tudo o que eles ja fizeram antes. Só de imaginar que a melhor banda do mundo vai voltar dez anos depois me dá até calafrios na espinha. E agora imagine os fãs mais xiitas.
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