31/08/10

Ainda sobre o último post


Ontém a jornalista e correspondente internacional da Globo Ana Maria Bahiana postou em seu Twitter o quanto tinha ficado impressionada com o vídeo interativo dos Arcade Fire (que eu comentei no post anterior) e eu escrevi-lhe imediatamente contando do meu entusiasmo também. Na mesma hora ela me respondeu perguntando se eu tinha enviado o postal (eu não tinha) e com duas informações preciosas: o postal enviado para nós mesmos vira parte do clipe (conferi depois, fica lindo) e pode ser usado pela banda futuramente nos shows como material visual de apoio. 
Outra coisa que eu descobri: eu escrevi que funcionava melhor no Chrome, mas a verdade é que funciona no Chrome. Mas também, quem é que usa Explorer hoje em dia anyways?

30/08/10

Arcade Fire no subúrbio onde você cresceu

Todo mundo já viu este The Wilderness Downtown que o Google e os Arcade Fire divulgaram hoje na internet? Se você ainda não, pára tudo, e vai correndo ver. A ideia partiu do diretor Chris Milk e do Google Creative Lab, que queria criar um vídeo personalizado, sem estar preso aos formatos padrões de vídeo. E se trata de uma das experiências audiovisuais mais lindas que eu já vi. Com várias janelas se abrindo simultaneamente enquanto a belíssima We Used To Wait da banda canadense é tocada ao fundo. Fiquei tão impressionado vendo o homenzinho correndo ali no "subúrbio" onde cresci, que até me emocionei.


Dica: funciona melhor com o Google Chrome.

29/08/10

Lost in Translation (parte 2)

The Box o inefável novo filme do Richard "Donnie Darko" Kelly - que eu já comentei aqui -  estreou na última quinta-feira em Portugal. O título em português que a Lusomundo deu para o filme é lindo: Presente de Morte!

27/08/10

"Foi traída pelo namorado? compartilhe no GetNosy.com"


Enquanto eu tentava ver um vídeo no YouTube há pouco, na lateral corria uma daquelas irritantes propagandas do costume. Só que desta vez, esta atraiu minha atenção: Cheated on by your boyfriend? Don't let him get away with it! share it on GetNosy.com. Fui voando para o site, claro. 
O GetNosy se dedica à uma causa nobre: a prática de humilhação pública contra aquelas pessoas que você detesta. E avisam logo na página de entrada que você pode humilhar "aquelas pessoas" que não sabem se comportar, de uma forma totalmente gratuita e anônima. É ou não é uma maravilha? Olha só o texto de introdução:

Você não está cansado de pessoas más? Nós estamos. Elas mentem, enganam e induzem ao mau caminho. Elas são rudes, egoístas, sem consideração, etc. Na GetNosy.com nós defendemos um novo conceito, de que todas as pessoas devem ser boas. Boas pessoas sabem o que é uma boa conduta. Algumas não sabem ou simplesmente não se importam. O objetivo do GetNosy.com é simples: forçar o bom comportamento através da partilha de informação livre: envergonhando por mau comportamento ou celebrando por bom comportamento.

GetNosy em Português já! (ps. se cuida, Gledislaine.)

26/08/10

Breaknews: Spike Jonze era o homenzinho de 'Praise You' !

Voltando ao assunto do último post, só depois de postar meu comentário à lista da Pitchfork é que descobri que o homenzinho desajeitado que lidera o grupo de dança no clipe de Praise You é o Spike Jonze  himself! Além de dirigir e atuar, ele é o criador da coreografia que ficou tão famosa. Pura falta de atenção minha, porque pelos vistos, todo mundo já sabia, menos eu.
E não ficando por aqui, na noite de "descobertas" que foi ontém, fui pesquisar sobre a participação de Jonze no clipe do Fatboy Slim e acabei por desenterrar mais uma: a ginasta protagonista do Elektrobank dos Chemical Brothers (dirigido também por Jonze) é ninguém menos que... Sofia Coppola!


24/08/10

Os 50 melhores clipes dos '90 segundo o Pitchfork


Vi lá no Pedro que o Pitchfork fez uma lista com os 50 melhores vídeos dos anos 90. Ultimamente ando lendo muita coisa sobre uma tal "ressurreição" do videoclipe em tempos onde nem a própria MTV já os passa mais. E "ressurreição" esta, na maioria das vezes, atribuída à tal da Lady Gaga. Coisa que eu acho de um total absurdo mas que não é relevante para a discussão em causa. Eu acho que a popularização do You Tube, do MySpace e outros sites de partilha de vídeo, os "culpados" pela tal morte do video dizem alguns, foram (e são) impulsionadores do formato e chegaram para somar. Houve sim uma mudança de hábito de quem consumia videoclipe, como é óbvio, mas não acredito que existiu de fato uma "morte". A internet deu maior democratização e projeção ao videoclipe, mesmo que sem o impacto que ele teve nas décadas anteriores mas com muito mais liberdade criativa e experimentação. E os clipes novos dos Yeasayer "Madder Red" ou o belíssimo "Cold War" da Janelle Monae estão aí para me dar razão.


Mas voltando à lista, acho que tem muita coisa boa por lá. E ela já começa despertando logo meu interesse com Man Size da grande PJ Harvey na 50ª posição. O genial Everything is Everything da Lauryn Hill, onde Deus é o dj e até faz uns scratches não podia nunca ficar de fora. E por falar em Deus, tem Closer dos Nine Inch Nails, clipe que me deixou muito perturbado na época quando saiu. E a referência à Deus mencionada, que eu nem me atrevo a traduzir, está logo no começo do seu refrão herético. Claro que toda lista é completamente arbitrária mas achei que faltaram algumas coisas importantes, como Smack My Bitch Up dos Prodigy e algum do Marilyn Manson, quando ele chutou o pau da barraca com o fabuloso Mechanical Animals. Deste disco, há vídeos memoráveis como os policiais se beijando em "Dope Show" ou recriando a morte de John Kennedy na lindíssima "Coma White".

Nos lugares cimeiros tinha de constar, obviamente, Björk. E botaram logo dois. Acho que depois de Michael Jackson (nos anos 80) e Madonna (cadê "Express Yourself" do David Fincher na lista? cadê "Bedtime Story"?) Björk foi a verdadeira revolução do videoclipe nos anos 90 levando-o à uma outra dimensão. Mas nem um dos que figuram na lista é o meu preferido. Eu daria o primeiríssimo lugar ao alucinante e poderoso Army of Me , dirigido pelo então desconhecido, Michel Gondry.

23/08/10

Os fãs nada "cools" dos King of Leon

Sempre tive uma espécie de relação amor e ódio - e alguma indiferença pelo meio - com os King of Leon. Acho o primeiro disco muitíssimo bom, o segundo nem sequer ouvi direito e gosto moderadamente do último, que trouxe a consagração da banda junto às massas (lê-se: das "menininhas"), e fez o hit Sex on Fire se tornar numa das músicas mais insuportáveis da história. Isso tudo a propósito das declarações polêmicas - que eu só soube agora - do vocalista contra os "novos" fãs da banda, graças a Sex on Fire.
O vocalista Caleb Followill disse recentemente que acha a música uma merda e que os fãs do hit pegajoso da banda, não são "cools". Eu só tenho uma coisa a dizer sobre a polêmica: um ponto para você, Caleb!

A vida sem os Broken Social Scene


Eu confesso que nunca tinha ouvido uma música inteira dos Broken Social Scene na vida. Coisa estranha, já que eu me considero um dos maiores entusiastas do rock canadense. E não foi por falta de oportunidade. Sempre que lia alguma resenha e a banda era citada, sentia uma pontinha indisfarçável de vergonha. Mas sei lá, por razões que a razão desconhece, a banda nunca me interessou. Aí lendo a crítica da Pitchfork para o novo disco dos Land of Talk, o crítico diz que Swift Coin (o primeiro single do disco) é muitíssimo parecida com 7/4 Shoreline dos BSC e eu fui correndo para o You Tube conferir. Ficou a pergunta que não quer calar: como é possível passar uma vida sem escutar os Broken Social Scene?

22/08/10

Lost in Translation (parte 1)

Estas coisas de comparar traduções em português (tanto no Brasil como em Portugal) de títulos em inglês de filmes e de livros, dá pano para muita manga (além de ser muito divertido, claro). Em Lisboa sempre ouvia meus amigos tugas rirem de títulos brasileiros como A Noviça Rebelde (The Sound of the Music) ou O Poderoso Chefão (The Godfather) mas eles esqueciam que as traduções portuguesas também não ficavam muito atrás, e eu estava lá para lembrá-los de pérolas como Um Mal Nunca Vem Só (Lock, Stock and Two Smoking Barrels), a estréia do Guy Ritchie no cinema, ou o clássico infantil The Parent Trap, que em Portugal foi hilariantemente chamado de Pai para mim...Mãe para ti.
Hoje lendo uma entrevista com a escritora canadense Margaret Atwood no Ipsilón, descubro que o seu clássico futurista The Handmaid's Tale foi lá batizado de Crónica de Uma Serva (!). Um título tão auto-explicativo que me fez lembrar de uma recente descoberta minha: Robin Hood, me disse uma amiga recém chegada de Lisboa, em Portugal se chama nada menos que... Robin dos Bosques !

O gato do Simon



Você conhece o gato do Simon? Não? então corre para o You Tube e faz logo o dever de casa. Simon Tofield é um animador, que tem quatro gatos em casa, e que um dia resolveu dar vida aos seus bichanos. O resultado são pequenos episódios em flash, sob o título Simon's Cat com situações cotidianas em torno do gatinho. O seu canal no You Tube foi um tremendo sucesso na internet (mais de 45 milhões de acessos!) e a popularidade foi tanta que agora acaba de sair também em livro. Inclusive em Portugal pela editora Objectiva por módicos 14€. Se você tem ou já teve gatos, é paixão à primeira vista.


20/08/10

'Land of Talk' novo vaza e vocalista reclama no Facebook

Há duas semanas do super aguardado segundo álbum "Cloak and Cipher" dos canadenses Land of Talk chegar às lojas, como era inevitável, vaza na internet. Nessa mesma noite, num surpreendente e honesto desabafo, a vocalista Elizabeth Powell publica na página da banda no Facebook uma "resposta" àqueles que fizeram o download do disco. Na mensagem, Powell diz que mora em apartamento alugado, que não tem carro, que tem os dois cartões de crédito estourados e que precisa começar a fazer algum dinheiro com a banda. No dia seguinte, deve ter se arrependido e publicou outra notinha, pedindo desculpas e se justificando. A mensagem original você lê clicando aqui.

19/08/10

O novo single dos Ting Tings

Os The Ting Tings acabam de divulgar, na sua página no Facebook, o novo single que antecipa o segundo álbum "kunst" ("arte" em alemão). Hands poderia fácil ser uma música da Madonna fase 80's, não fosse a inconfundível voz da carismática Katie white. Mesmo assim, o novo single não passa de mais uma musiquinha inofensiva de verão.

13/08/10

Duas ou três coisas sobre 'Inception'

1 - Eu tenho uma confissão estranha a fazer. Eu sinto uma certa inveja das pessoas que adoraram Inception e, pior, que conseguiram acompanhá-lo - sem perder o fio da meada - em toda a sua grandiosa narrativa nada linear. Eu gosto de praticamente tudo o que Christopher Nolan já fez (com a excepção, nada consensual eu sei, de Memento que eu vi com exageradas expectativas e detestei.) e estava preparado para mais outra 'experiência' quando entrei na sessão do filme sábado passado. Mas, para minha surpresa, saí de lá com uma pontinha de decepção indisfarçável. Uma sensação de que ficaram algumas (ou muitas) pontas soltas no ar ou, confesso, de que eu não entendi diversas situações que o filme não se preocupou em esclarecer e, especialmente, o seu final. O meu amigo que me acompanhava, adorou, mas depois que comentávamos algumas cenas, percebi que ele também não tinha entendido nada! Será motivo para eu me preocupar?


2 - Divertido também foi ler as reações - das mais diversas - que Inception andou provocando. Na crítica brasileira, percebi que eu não estava sozinho: Zeca Camargo escreve uma resenha entusiasmada no seu blogue e ironiza dizendo que 'acha' que entendeu o filme. Fiquei aliviado. O colunista do Estadão Alexandre Matias, no seu blogue Trabalho Sujo, passou as últimas duas semanas monotemático: 49 postagens só sobre Inception. Ana Maria Bahiana, sempre elegante e bem articulada, escreveu as mais belas palavras sobre o filme que eu já li. Bahiana admite que é fácil se perder na narrativa (ufa!) mas acha que um blockbuster em pleno verão que não se dá ao luxo de mastigar tudo ao espectador é uma coisa a ser louvada. Bingo was his name. Por outro lado, André Barcinski , sempre polêmico, detonou o filme na Folha de São Paulo. E após a enxurrada de e-mails insultuosos dos fãs do filme, resolveu re-acender aquela velha discussão crítica vs fãs no seu blogue. Para terminar, o Carlos Merten do sisudo Estadão, perde a compostura no seu blogue e chama o Barcinski de "uma besta qualquer" por ele ter falado mal do filme. Isso tudo sem sequer ter lido a crítica publicada. Preciso, definitivamente, rever Inception.

12/08/10

Inception e o Tio Patinhas

Vi no Alexandre Matias que o Inception do Christopher Nolan é muitíssimo semelhante à uma história do Tio Patinhas de 2002. A história - disponível na íntegra no site da Disney - chega a assustar de tão parecida! Será que vai dar barraco? Esperemos que sim.