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03/02/10

A figura feminina em 'Anticristo'

De que mulher(es) Lars Von Trier fala no seu último filme 'Anticristo'? E, consequentemente, em quase todos os seus filmes anteriores? Suas mulheres sofrem tanto porque são seres superiores, complexos e destituídos de (quaisquer) valores morais ou as provocações de Von Trier mais levanta dúvidas do que as responde? O que sentem as mulheres quando se deparam com objectos como este 'Anticristo'? Perguntas para as quais este blogger não tem respostas.

04/01/10

Filmes de 2009 que precisam de uma segunda chance

Andei olhando as listas alheias dos melhores filmes do ano e é impressionante como tem filme elogiado nos quatro cantos que simplesmente não me pegou. Ou porque é simplesmente ruim mesmo ou porque precisam de uma segunda chance. Rubens Ewald Filho, o crítico de cinema mais mediático do Brasil disse exactamente isso no seu blogue sobre o «Anticristo» do Lars Von Trier. O último petardo de Von Trier, assim como «Dogville», não é filme de fácil digestão. Vi uma única vez e ainda não sei o que pensar dele. As vezes me parecia um deboche sobre a própria psicanálise outras vezes uma profunda metáfora sobre alienação dos tempos. O genérico inicial, é qualquer coisa de lírico e genial e só Von Trier para pegar naquilo que é belo e imaculado e o transformar em terror absoluto. Outro filme que precisa de mais um visionamento atento é o sueco «Let the Right One In» ou 'como seria o «Crepúsculo» se fosse filmado por Bergmar' como disse uma amiga. Visualmente, acho um filme belíssimo mas é só. O filme de vampiros sueco é banal e chato demais para me alongar numa dissertação mais profunda, quem sabe num próximo - e muito futuro - visionamento. «Inglorious Basterds» é um Tarantino que definitivamente não compreendi. Acho que Tarantino coleciona algumas obras-primas no seu pequeno - e aclamado - currículo mas este filme não é decididamente uma delas. Tarantino sabe como poucos frustrar expectativas, baralhar géneros e fórmulas pré-fabricadas mas neste «Basterds» parece que está enterrado no buraco que ele próprio cavou. Longe de ser um filme ruim, é um Tarantino menor, sem o brilho e a inventividade de quando estava no seu auge criativo, que não foi há tento tempo assim. 2009 foi definitivamente um ano em que o cinema não deu trégua.