
Andei olhando as listas alheias dos melhores filmes do ano e é impressionante como tem filme elogiado nos quatro cantos que simplesmente não me pegou. Ou porque é simplesmente ruim mesmo ou porque precisam de uma segunda chance. Rubens Ewald Filho, o crítico de cinema mais mediático do Brasil disse exactamente isso no seu blogue sobre o «Anticristo» do Lars Von Trier. O último petardo de Von Trier, assim como «Dogville», não é filme de fácil digestão. Vi uma única vez e ainda não sei o que pensar dele. As vezes me parecia um deboche sobre a própria psicanálise outras vezes uma profunda metáfora sobre alienação dos tempos. O genérico inicial, é qualquer coisa de lírico e genial e só Von Trier para pegar naquilo que é belo e imaculado e o transformar em terror absoluto. Outro filme que precisa de mais um visionamento atento é o sueco «Let the Right One In» ou 'como seria o «Crepúsculo» se fosse filmado por Bergmar' como disse uma amiga. Visualmente, acho um filme belíssimo mas é só. O filme de vampiros sueco é banal e chato demais para me alongar numa dissertação mais profunda, quem sabe num próximo - e muito futuro - visionamento. «Inglorious Basterds» é um Tarantino que definitivamente não compreendi. Acho que Tarantino coleciona algumas obras-primas no seu pequeno - e aclamado - currículo mas este filme não é decididamente uma delas. Tarantino sabe como poucos frustrar expectativas, baralhar géneros e fórmulas pré-fabricadas mas neste «Basterds» parece que está enterrado no buraco que ele próprio cavou. Longe de ser um filme ruim, é um Tarantino menor, sem o brilho e a inventividade de quando estava no seu auge criativo, que não foi há tento tempo assim. 2009 foi definitivamente um ano em que o cinema não deu trégua.