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15/01/12

Melhores Filmes de 2011

1 - The Woman (Lucky McKee) 



2 - Black Swan (Darren Aronofsky) 


3 - Another Year (Mike Leigh) 



4 - Animal Kingdom (David Michôd)




5 - Tropa de Elite 2 (Jorge Padilha) 




6 - Drive (Nicolas Winding Refn) 




7 - Exit Through the Gift Shop (Banksy)




8 - Planeta dos Macacos - A Origem (Rupert Wyatt)




9 - Carnage (Roman Polanski)




10 - Três (Tom Tykwer)








Menção Honrosa:


A Dangerous Method (David Cronenberg)



31/07/11

Bernardo Carvalho e o prazer alheio

"O prazer é uma das coisas que mais incomoda os outros. As pessoas não gostam de ver os outros sentindo prazer. É isso o que acontece com as bicicletas. É um modo de vida diferente daquele do sujeito que tem de trabalhar de carro e está preso no trânsito. Pode parecer um clichê, mas é verdadeiro também. A liberdade dos outros incomoda quando você está preso." 
Um dos meus escritores brasileiros preferidos, Bernardo Carvalho, na Trip desse mês falando da experiência de se mudar para Berlim no começo do mês. Na hora eu me lembrei do último filme do Mike Leigh, «Another Year», do qual eu já falei esta semana aqui.

29/07/11

Another Year, o último filme de Mike Leigh


Só recentemente vi o último Mike Leigh «Another Year» em DVD, porque em Berlim - uma pena - já tinha saído de cartaz há algum tempo. Leigh é um dos maiores e mais talentosos cineastas vivos e autor do que é para mim, a resposta habitual para aquela pergunta infame sobre o filme da minha vida: que é o irretocável «Segredos e Mentiras».
Mas fazia um bom tempo que eu não gostava tanto assim de um filme dele como gostei de «Another Year». O filme conta a história de um casal de idosos (interpretado pelos soberbos Ruth Sheen e Jim Broadment) que a cada ano que passa, vão levando a vida a dois de forma tranquila e saudável. Felizes e sem crises, os dois se tornam espectadores ativos da decomposição emocional de todos os amigos que os cercam e Leigh propõe o mesmo questionamento do seu filme anterior «Happy-Go-Lucky»: como lidar com a estabilidade e a felicidade alheia?