30/11/08

rapidinhas #02 - O QI da Paris Hilton

Enquanto navegava pelo MySpace, à procura de coisas novas para ouvir, deparei-me com isto:

E fiquei tentado a fazer o Quiz que diz-me quanto vale o meu QI. Mas desisti na hora. Já imaginou ter um QI infeior ao dela e ter de conviver com isto para o resto dos seus dias? Não, obrigado.

rapidinhas #01

Nos últimos três meses, por motivos que a razão desconhece, passei ao lado - quase que na totalidade - às novidades discograficas que realmente interessam. Então, de volta à actividade, fui conferir o que os outros bloggers e entendidos do assunto andavam a ouvir. Neste tipo de coisa, acaba por ser quase os mesmos aqui e acolá. Notei que pelo menos uma banda era unânime entre a garotada. Os Fleet Foxes (que a Mojo acaba de eleger como os detentores do disco do ano). Fui para o MySpace dos meninos e bastaram três músicas para eu perceber que não consigo digerir aquela xaropada. É tédio demais para uma banda só. E o mundo não precisa de novos hippies bonzinhos. Graças à Deus.


E por falar em discos do ano, dia destes em sua coluna semanal na Folha de S. Paulo, o mestre Álvaro Pereira Júnior, figura polémica da cena cultural brasileira, disse que os melhores discos que ele ouviu este ano foram os de Gnarls Barkley e Goldfrapp. Fiquei perdido. Tinha achado muito fraco o primeiro e detestado o segundo. E como o senhor Álvaro não costuma errar nestas coisas, fui ouvir novamente os dois disquinhos, desta vez com muito mais atenção. Não rolou. Continuo firme e forte com minha opinião, Os Gnarls Barkley estrearam-se com um album bom demais para agora aparecerem com este disco quase hermético. E os Goldfrapp, coitados, depois do desastre de «Supernature» não acertam uma. Este último disco poderia ser feito por... sei lá, Paris Hilton. E isso, para a banda fabulosa que eles eram, está longe de ser um elogio.

28/11/08

Cat Power e Antony & The Johnsons - Quase álbuns

Poderia se pensar que são uma alternativa à crise que se alastra a escala planetária e que corrói os - já rotos - bolsos do pobres melómanos. Mas não, cada um foi apresentado à sua maneira , com motivos mais que nobres. Cat power, sempre divinal, repesca as sobras que não entraram no seu «Jukebox» do começo deste ano e o resultado é este sublime EP de nome ainda mais belo «Dark end of the Street». Fresquinho, só sai a 09 de Dezembro. Já Antony e os seus Johnsons, depois do hiato desde o incontornável «I am a bird now», apresentam-nos «Another World» espécie de teaser para o próximo disco que sai em Janeiro «The Crying Light». E é quase como uma caixa de Ferreiro Rocher, uma vez aberta there's no turning back. O mini-album tem cinco canções, e tal e qual como o disco da Chan - incluindo o artwork - não sai muito da sombra do disco anterior, como se fosse uma espécie de director's cut de uma obra perfeita mas inacabada. E no final da audição, fica a pergunta sem resposta, quem precisa de evolução quando se atinge a perfeição?