21/12/09
Em defesa de 'Avatar'
18/12/09
16/12/09
'500 days of Summer'

13/12/09
Precious

05/11/09
Música do Dia: You've Got the Love (XX remix)
Nunca achei grande coisa da Florence + the Machine, confesso. Tem umas músiquinhas divertidas e tals mas nunca entendi essa histeria e popularidade toda. Mas este remix/versão da sua "You've Got the Love" pelos The XX é uma pequena pérola pop que vicia logo na primeira audição.
20/10/09
não perder de vista: Washed Out

18/10/09
Filmes chatos e amados

17/09/09
A agenda de concertos de Berlim
08/09/09
Juliette Lewis: disco novo, capa asquerosa

22/08/09
As 500 melhores músicas da década segundo o Pitchfork

17/08/09
Radiohead funky
16/08/09
The XX - "XX"
07/08/09
The XX vai destruir o seu coração

Mas, no caso do The XX, com um toque de modernidade e classicismo que é quase impossível de se acreditar quando se descobre a idade dos garotos. Nas primeiras audições me veio logo à cabeça um disco lindíssimo de uma banda que já nem existe, os belgas Thou, que na sua estréia «Put us in tune» (2001) produzida por John Parish, usaram os mesmos estúdios que os Portishead e lhe pediram as sobras e restos de materias sonoros não usados pela banda de Bristol para trabalharem o seu début.
O resultado foi um auspicioso e quase irretocável disco que, apesar de achar que os meninos dos The XX nunca nem sequer ouviram, gosto de acreditar que sim e que quiseram fazer o seu próprio «Put us in tune» versão 2009. Canções para corações dilacerados ou a espera de uma segunda chance.
05/08/09
2 + 2 = 5
03/08/09
31/07/09
Madonna e o seu "Celebration"

24/07/09
A morte (de João Bénard) e a (nova) vida da Cinemateca

O "Anticristo" de Lars Von Trier e a fronteira da dor

18/06/09
Capas de Discos

16/06/09
10/06/09
Melhor música do ano, já?
Eles nem tem disco ainda, apenas três belas cançonetas. É hit no Incógnito e hype nos bas-fond londrinos são autores do hit - e do refrão - mais delicioso do ano!
Directos do Rio: Glass and Glue

11/03/09
PJ Harvey e a Casa da Música
Só tenho uma palavra para o comportamento da Casa da Música em relação à venda dos bilhetes para PJ Harvey a 02 de maio: palhaçada. Quem não vive no Porto (ou é funcionário/amiguinho/you name it da Casa da Música) e passou os últimos dois meses a garimpar nas Fnac's e lojas virtuais da vida, sabe muito bem do eu estou falando.03/03/09
Sacanas Sem Lei?
22/02/09
Os meus óscares

Vencedores do Oscar...já?

11/02/09
Morrissey e as Capas


A felina e a Levi's
05/02/09
...E os piores filmes de 2008

01/02/09
A propósito de «Slumdog Millionaire» (I)

A nomeação de Danny Boyle para os Oscars, como realizador do filmeSlumdog Millionaire, tem suscitado algum debate de ideias. Como referi em post anterior, há quem considere que a não-nomeação da co-realizadora Loveleen Tandan representa uma forma de discriminação: a crítica Jan Lisa Huttner defende mesmo que é importante fazer pressão sobre a Academia de Hollywood no sentido de alterar a regra (só pode haver um nome nomeado na categoria de melhor realização) que "justifica" tal omissão. Nesse post escrevi:
>>> Tentando contrariar esta lógica, a crítica Jan Lisa Huttner tem chamado a atenção no seu blog The Hot Pink Pen — empenhado na defesa dos direitos de mulheres realizadoras e argumentistas — para o anacronismo da regra, considerando mesmo que se está a perder a oportunidade histórica de nomear a primeira mulher de cor para melhor realização (...) <<<
Estas palavras levaram um dos nossos visitantes, Wellington Almeida, a dirigir-me um mail. Eis a sua argumentação:
>>> Não tenho aqui muito a dizer e nem vou entrar em dissertações sociológicas a respeito das disparidades semânticas que uma palavra possa vir ter e vou directo ao assunto: como grande apreciador dos seus textos — sejam eles peças jornalísticas ou mesmo as "informais" aqui no blogue — acho extremamente perigoso que o senhor use este eufemismo "de cor" para designar a raça "negra". Já há muito tempo muita tinta é gasta sobre este tema (negro? preto?) e nem estou a fazer suposições sobre suas políticas pessoais, mas esta quase que "suavização" da palavra NEGRO torna-se inequivocadamente ofensiva para mim. Quero dizer, estão a perder a oportunidade histórica de nomear a primeira mulher de cor para melhor realização mas...de que cor? <<<
1. Começo por esclarecer que o eufemismo “de cor” não designa a raça “negra”: Loveleen Tandan é indiana e tem a pele castanha. Aliás, num artigo da Newsweek em que é referida a não-nomeação de Tandan como co-realizadora, Ramin Setoodeh escreve uma frase de certeira ironia: “[O filme]Slumdog está cheio de rostos castanhos (brown faces) mas, no palco dos Oscars, praticamente todas as pessoas que forem receber prémios por ele têm rostos brancos.”
2. O “anacronismo da regra” a que me refiro — e que Jan Lisa Huttner aponta — decorre, não da cor da pele seja de quem for, mas apenas do facto de não ser possível nomear mais do que uma pessoa na categoria de melhor realização (mesmo quando, como é o caso de Loveleen Tandan, alguém aparece citado no filme como “co-realizador”).
3. Foi a própria Jan Lisa Huttner a referir-se à situação utilizando a expressão “of colour” (“de cor”). A citação está disponível no IMDb: “Ao longo de 80 anos, apenas três mulheres foram nomeadas para o Oscar de melhor realização — Lina Wertmuller, Jane Campion e Sofia Coppola — e apenas dois homens de cor: John Singleton e Ang Lee, que ganhou por Brokeback Moutain. Se Loveleen Tandan for co-nomeada pelo seu trabalho em Slumdog Millionaire, então será a primeira mulher de cor a ser nomeada para o Oscar de melhor realização e, se ganhar, será a primeira mulher a receber tão grande honra.”
4. O meu texto contém um erro de citação: a expressão “primeira mulher de cor” deveria surgir entre aspas, desse modo remetendo para o discurso de Jan Lisa Huttner.
5. A questão de fundo que se coloca está exemplarmente resumida por Wellington Almeida quando pergunta: “(...) estão a perder a oportunidade histórica de nomear a primeira mulher de cor para melhor realização mas...de que cor?” A resposta directa à sua pergunta é: de cor castanha. Mas, de facto, cada palavra e cada expressão está muito longe de se esgotar no discurso de um indivíduo, seja ele quem for, ou nas suas intenções. Podemos reavaliar a complexidade semântica, simbólica, política e afectiva de tais questões através de um didáctico artigo de William Safire (‘On language; people of color’), publicado em 1988 em The New York Times — depois de comentar as muitas convulsões históricas das expressões que se referem à cor da pele, o autor conclui assim: “Quando usada por brancos, people of color [pessoas de cor] transporta normalmente uma conotação amigável e respeitosa, mas não deverá ser usada como sinónimo de negro [black]; refere-se a todos os grupos raciais que não são brancos.”
6. O meu texto contém um segundo erro, este de avaliação de linguagem. De facto, ao traduzir a expressão em causa (de cor), embora a tenha assumido no sentido que decorre do seu contexto de enunciação (americano), não tive em consideração os inevitáveis efeitos — simbólicos e de leitura — que podem ser arrastados pela passagem de uma língua para outra.
7. Wellington Almeida escreve que não faz “suposições” sobre as minhas “políticas pessoais”. Pelo contrário, creio que o pode e deve fazer, sobretudo quando, como é o caso, tenta fazer algo a que atribuo a máxima importância: a interpretação dos subtextos simbólicos que um discurso — por vezes, uma simples palavra — pode arrastar. Repudio todas as formas de racismo, pelos actos e pela escrita. Mas as declarações de princípio não devem impedir o reconhecimento de erros como aqueles que cometi. Por eles me penalizo, apresentando as minhas desculpas.
29/01/09
Os Melhores Filmes de 2008

19/01/09
PJ Harvey no Porto em Maio


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