21/11/11

O futuro em streaming

"A semana passada também viu outro rumor sair da área de especulações com o lançamento oficial do Google Music, serviço que o gigante da internet promete há muito tempo. Em 2005, quando os primeiros rumores sobre o Google Music começaram, ele seria apenas um mecanismo de buscas específico para canções e discos. Mas, desde então, o mundo mudou, assim como o Google e a natureza do serviço. Deixou de ser um sistema de buscas para virar uma ferramenta que faz a ponte entre as duas maiores apostas do site: o Android, seu já estabelecido sistema operacional para smartphones, e o Google Plus, sua novíssima rede social. Com acordos fechados com três das quatro maiores gravadoras do mundo, o serviço apresenta uma novidade que ainda é inédita na maioria desses tipos de serviço: é possível compartilhar músicas inteiras com seus contatos, tanto via celular quanto pela rede social"                                       
Alexandre Matias, no Link do Estadão de ontem

11/11/11

Pelas ruas de Berlim - Corra Lola Corra

Lola Rennt ou, como foi batizado no Brasil, Corra Lola Corra foi uma espécie de síntese da estética do videoclipe e da cultura indie popular que marcou a segunda metade dos anos 90. Tentar fazer o percurso que Lola fez em vinte minutos, seria fisicamente impossível, nem mesmo se ela tivesse dirigindo um bat móvel. Segundo o Google, o percurso todo a pé seria por volta de 16,5 kilometros ou 18,7 de carro. 
Lola atravessa a cidade de uma ponta a outra: sua jornada começa quando deixa o seu apartamento na Albrechtstrasse número 13, no coração de Mitte, e corre para o Deutsche Bank Transfer na Behrenstrasse 37, onde seu pai é o gerente. Seu objetivo é conseguir 100 mil marcos e entregá-lo a Manni (Moritz Bleibtreu), que esqueceu o saco com o dinheiro da máfia alemã num vagão do U-bahn.


perdida pelas ruas de Friedrichshain
 
cruzando a Französische Strasse e à direita por dentro da Oberbaumbrücke 


o mapa do (suposto) percurso que Lola faz em Berlim


Lola atravessando a estação de metrô Schlesisches Tor em Kreuzberg

a linha do u-bahn de Schlesisches Tor em 2011

08/11/11

Girl In a Coma «Exits and all the Rest» para download


Ao quarto disco, as meninas texanas do Girl in a Coma provam que idade nem sempre é sinônimo de amadurecimento. As meninas têm uma média de idade entre os 18 e 20 anos e, com  «Exits and all the Rest», mostram que andaram fazendo a lição de casa direitinho. O trio se conhece há mais de dez anos e da paixão mútua por Smiths, Nirvana, Velvet Underground entre outros decidiram criar a própria banda. A vocalista, irmã da guitarrista Phanie, Nina Diaz (que no início da banda tinha apenas 12 anos) foi uma escolha natural. Com escalas vocais que já foram comparadas às de Björk e Patsy Cline, Diaz é o coração da banda. Suas letras falam de emancipação feminina (como PJ Harvey fez em «Dry») mas passam longe do "teenage angst" que Alanis Morissette popularizou com «Jagged little Pill». O disco saiu mundialmente ontem e, para este que vos fala, já é um dos melhores do ano. O download do álbum você encontra aqui.

04/11/11

Quem é essa garota?


Elizabeth Grant é a novaiorquina de 25 anos por trás do hype do momento (sic) Lana Del Rey. O nome vem da junção da atriz Lana Turner e do carro brasileiro Ford Del Rey. Lana acaba de lançar o EP «Video Games EP» e foi imediatamente incensada pela crítica especializada, sendo comparada à versão feminina de Frank Sinatra, tendo seu EP recebendo notas máximas em importantes blogues e mídias especializadas.
O hype se justifica: Lana tem um vozeirão ligeiramente rouco - que transita entre o grave e às notas mais altas como num passe de mágica - e faz parte de um universo musical que já foi ocupado por outras cantoras como Tori Amos, Marianne Faithfull ou Julee Cruise. Aliás, o single carro-chefe do EP «Blue Jeans» lembra muito os bons momentos de Amos. 
O hype todo aconteceu quando o influente Pitchfork colocou a sua música «video games» na seção «best new music» e chamou a atenção do selo de Trent Reznor, a Interscope. Só esperamos que estes quinze minutos de fama renda um álbum completo em breve.





03/11/11

Os Phantogram estão de volta



Alguém aí se lembra dos Phantogram? O duo de Saratoga Springs, composto por Josh Carter e a lindíssima Sarah Barthel lançaram o seu debut em 2009 e, fora dos Estados Unidos, foram completamente ignorados. O disco «Eyelid Movies» foi uma das estreias mais promissoras dos últimos anos (incluídos aqui no Prepúcio entre as melhores músicas e discos de 2009) com concertos esgotados lá no hemisfério norte e abrindo para bandas como Metric, Caribou, The xx e Yeasayer. Porém, continuavam ilustres desconhecidos na Europa e no Brasil. 
O disco fazia uma espécie de releitura da música pop eletrônica dos anos 2000. Por entre sintetizadores e guitarras cortantes, a voz cristalina de Barthel (por vezes se revezando com a de Carter) dava um clima lírico àquele conjunto de onze canções, como se eles tivessem encontrado a fórmula mágica de criar canções pop perfeitas. Me fez lembrar uma outra estreia deslumbrante, a dos Portishead, lá no longínquo ano de 1994. Esta semana os Phantogram editam novo disco, o EP «Nightlife» que a revista Spin disponibiliza para audição na íntegra aqui. O disco não chega a superar a qualidade do seu antecessor mas ajuda a entender a fase de amadurecimento do som que a banda produz. E que venha logo o próximo!