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19/12/11

Pulp Fiction em ordem cronológica


E se Pulp Fiction, o clássico de Tarantino que fez o cinema independente norte-americano cruzar a barreira que separava os "indies" dos "mainstreams" fosse lançado em sua ordem cronológica? O filme completo, editado em ordem cronológica, surgiu em finais de outubro no YouTube como um projeto de estudantes e logo virou febre entre cinéfilos e bloggers pelo mundo afora.
O mais curioso é que mesmo mais de 1 mês depois do seu upload no site, o vídeo continua lá no YouTube, com mais de 25 mil visualizações. É caso para ir correndo ver antes que alguém apareça para acabar com a festa.

27/08/10

"Foi traída pelo namorado? compartilhe no GetNosy.com"


Enquanto eu tentava ver um vídeo no YouTube há pouco, na lateral corria uma daquelas irritantes propagandas do costume. Só que desta vez, esta atraiu minha atenção: Cheated on by your boyfriend? Don't let him get away with it! share it on GetNosy.com. Fui voando para o site, claro. 
O GetNosy se dedica à uma causa nobre: a prática de humilhação pública contra aquelas pessoas que você detesta. E avisam logo na página de entrada que você pode humilhar "aquelas pessoas" que não sabem se comportar, de uma forma totalmente gratuita e anônima. É ou não é uma maravilha? Olha só o texto de introdução:

Você não está cansado de pessoas más? Nós estamos. Elas mentem, enganam e induzem ao mau caminho. Elas são rudes, egoístas, sem consideração, etc. Na GetNosy.com nós defendemos um novo conceito, de que todas as pessoas devem ser boas. Boas pessoas sabem o que é uma boa conduta. Algumas não sabem ou simplesmente não se importam. O objetivo do GetNosy.com é simples: forçar o bom comportamento através da partilha de informação livre: envergonhando por mau comportamento ou celebrando por bom comportamento.

GetNosy em Português já! (ps. se cuida, Gledislaine.)

24/08/10

Os 50 melhores clipes dos '90 segundo o Pitchfork


Vi lá no Pedro que o Pitchfork fez uma lista com os 50 melhores vídeos dos anos 90. Ultimamente ando lendo muita coisa sobre uma tal "ressurreição" do videoclipe em tempos onde nem a própria MTV já os passa mais. E "ressurreição" esta, na maioria das vezes, atribuída à tal da Lady Gaga. Coisa que eu acho de um total absurdo mas que não é relevante para a discussão em causa. Eu acho que a popularização do You Tube, do MySpace e outros sites de partilha de vídeo, os "culpados" pela tal morte do video dizem alguns, foram (e são) impulsionadores do formato e chegaram para somar. Houve sim uma mudança de hábito de quem consumia videoclipe, como é óbvio, mas não acredito que existiu de fato uma "morte". A internet deu maior democratização e projeção ao videoclipe, mesmo que sem o impacto que ele teve nas décadas anteriores mas com muito mais liberdade criativa e experimentação. E os clipes novos dos Yeasayer "Madder Red" ou o belíssimo "Cold War" da Janelle Monae estão aí para me dar razão.


Mas voltando à lista, acho que tem muita coisa boa por lá. E ela já começa despertando logo meu interesse com Man Size da grande PJ Harvey na 50ª posição. O genial Everything is Everything da Lauryn Hill, onde Deus é o dj e até faz uns scratches não podia nunca ficar de fora. E por falar em Deus, tem Closer dos Nine Inch Nails, clipe que me deixou muito perturbado na época quando saiu. E a referência à Deus mencionada, que eu nem me atrevo a traduzir, está logo no começo do seu refrão herético. Claro que toda lista é completamente arbitrária mas achei que faltaram algumas coisas importantes, como Smack My Bitch Up dos Prodigy e algum do Marilyn Manson, quando ele chutou o pau da barraca com o fabuloso Mechanical Animals. Deste disco, há vídeos memoráveis como os policiais se beijando em "Dope Show" ou recriando a morte de John Kennedy na lindíssima "Coma White".

Nos lugares cimeiros tinha de constar, obviamente, Björk. E botaram logo dois. Acho que depois de Michael Jackson (nos anos 80) e Madonna (cadê "Express Yourself" do David Fincher na lista? cadê "Bedtime Story"?) Björk foi a verdadeira revolução do videoclipe nos anos 90 levando-o à uma outra dimensão. Mas nem um dos que figuram na lista é o meu preferido. Eu daria o primeiríssimo lugar ao alucinante e poderoso Army of Me , dirigido pelo então desconhecido, Michel Gondry.