03/01/08

Melhores de 2007 - Os Filmes

1 - Diário de um Escândalo


2 - Pecados Íntimos

3 - Não Digas a Ninguém

4 - Shortbus

5 - Assalto e Intromissão

06 - Apocalypto
07 - Super Baldas (SuperBad)
08 - Contando Ninguém Acredita (Stranger Than Fiction)
09 - Ao Anoitecer (Evening)
10 - Mysterious Skin

27/12/07

Melhores de 2007 - Guilty Pleasures

Eu já tinha feito o ano passado uma coisa parecida escolhendo «My love» do Justin Timberlake para o meu Guilty Pleasure do ano. Esse ano resolvi alargar o top. Claro que é uma forma cínica de eleger músicas deliciosamente pop mas não haveria outra forma de elas figurarem aqui se não fosse assim, e também porque é mais divertido. Alguém vai reclamar com certeza por a M.I.A constar nessa lista, afinal foram as escolhas do ano para muita gente e number one do Ipsilón e da Rolling Stone americana. Mas à mim, ela sempre causou repulsa. Acho que é preciso ser-se brasileiro para entender que Bonde do Rolê, MIA e afins são o truque mais bem fraudado da música pop. Mas graças ao Pedro, dei uma nova chance ao «Kala» e descobri esta maravilha que é «Paper Planes». Mas também é só, mantenho todas as linhas acima.
A Rihanna é outro caso curioso, apesar de ter sido jogada para a prateleira das estrelas pop de plástico, figurou nos tops da «Q» e até da sisuda «Uncut». O problema é que «Umbrella» tocou tanto que já explodiu a paciência. E se não fosse passageiro, até poderia dizer que era o hit certeiro do ano. Senhoras e senhores, os prazeres culpados de 2007.

01 - «Paper Planes» - M.I.A
02 - «Umbrella/Don't Stop the Music» - Rihanna
03 - «One Thing» - Amerie
04 - «Put Your Hands Up For Detroit» - Fedde Le Grand
05 - «Life in Cartoon» - Mika

21/12/07

Steven Seagal e as Armas

Pergunta de 1 milhão de dólares: será que existe algum filme do Steven Seagal em que ele não esteja de arma em punho na capa?

20/12/07

The Kills, o terceiro.

Uma das "novas" bandas novaiorquinas favoritas desse espaço, o duo «The Kills» também prepara edição do terceiro tomo da sua bela discografia. Depois do ríspido «No Wow», a banda que faz um som garageiro tipo White Stripes sem a pretensão e a PJ Harvey dos anos 90, já tem um título extracool para o disco, «Midnight Boom». A data é 18 de março.

19/12/07

Finalmente, Portishead

Ok, parece que eu dormi no ponto. Afinal já há data sim para a edição do novo disco dos Portishead, é dia 31/03/08. E ao contrário do eu pensava, a tão aguardada primeira apresentação deles no festival All Tomorrow Parties aconteceu no último fim de semana e não dia 29/12. Amigos informados me avisam que já existem alguns dos temas novos circulando no Youtube, e eu fui correndo fazer a lição de casa. Atenção à esta «wicca» que tem uma introdução, pasmem, em português... errr, do Brasil :)

17/12/07

Melhores de 2007 - Os Discos e as Canções


OK Computer, eis a minha lista. Devo fazer algumas considerações antes. Diferente do ano passado, 2007 não foi um ano de grandes discos, daqueles que nos ganha à primeira audição. Teve discos que quando os ouvi achei que iam figurar nesse top, como o dos «The Go! Team» e dos «New Young Pony Club» mas o prazo de vencimento deles era demasiado curto e acabaram por ficar no banco de reserva... Por outro lado, teve discos que por puro preconceito, eu fugia como o diabo foge da cruz e que no fim, se revelaram verdadeiras pérolas pop (a Amy e o Mika, por exemplo). Mas enfim, tudo estatísticas. E o ano ainda não acabou, eu sei. Mas como «Portishead» já não vem mais e apesar de eu não ter ouvido o «Burial» todo ainda, não gostei do que já ouvi, então deixo aqui as minhas escolhas para álbuns e canções do ano. Os fab-five que fizeram minha vida mais colorida em 2007.

1. «Neon Bible» - Arcade Fire
2. «Widow City» - The Fiery Furnaces
3. «Back to Black» - Amy Winehouse
4. «Night Falls Over Kortedalla» - Jens Lekman
5. «This Fool Can Die Now» - Scout Niblett

- canções -

Vi alguns blogues botando «No Cars Go» aí nos melhores singles do ano e fiquei tentado e dar-lhe o primeiro lugar. Afinal, é a melhor música dos Arcade Fire ever, ever, ever. Mas não, eu ja conheço aqueles versos há uns bons anos e não ficaria muito bem. E também porque minha versão preferida é aquela que eles fizeram para a BBC (que depois apareceu num bootleg chamado «BBC Sessions») e que no início Win Butler avisa «this is not a wedding!» Também pensei muito em incluir uma das três novas músicas dos Gossip (que soltaram há umas semanas no MySpace) mas como ainda não existe edição física dos singles alguém podia chiar. Mas, what hell, quem escolhe aqui sou eu o quê? Por isso, aqui têm minha lista com os dez singles arrasa-quarteirão do ano. Uma compilação com estas dez músicas valem mais que ouro.

01. «Kanske Ar Jäg Kar I Dig» - Jens Lekman
02. «My Egyptian Grammar» - The Fiery Furnaces
03. «Fake Empire» - The National
04. «Back to Black» - Amy Winehouse
05. «Hide and Seek» - Scoutt Niblett
06. «Don't Lose Yourself» - Laura Veirs
07. «Grip Like a Vice» - The Go! Team
08. «Hiding on the Staircase» - NYPC
09. «Everybody's Got Their Own...» - Shannon Wright
10. «Down Boy» - Yeah Yeah Yeahs

Bee Movie e a animação

Fui ver «A história de uma Abelha» com os amigos e nos divertimos bastante. O filme é bem escrito, tem umas piadas inteligentes aqui e acolá e um visual que enche os olhos. Mas no final, parece que falta alguma coisa... aquele je ne sais quoi que eu não sei explicar. Talvez seja tudo culpa do «Toy Story» que de tão genial e revolucionário que foi deixou todas as animações posteriores no chinelo. Para o infinito e além.

16/12/07

Portishead - the 4th one

Se não fosse a possibilidade de até o final do ano, os Portishead lançarem logo o seu quarto disco, eu já podia publicar aqui minha listinha de melhores do ano.

Mas a esperança é a última que morre, já diziam os sábios.

14/12/07

Da série:Discos que não sabem envelhecer


Eu sempre tive um certo apreço e uma compaixão inexplicável por discos mal-amados. Foi assim com o «Load» dos Metallica, o «Adore» dos Smashing Pumpkins e até o «Pop» dos U2. Na altura quando saiu este «Rock N' Roll» do Ryan Adams não dei muita atenção. Nunca gostei dos discos sobrestimados do rapaz. Mas daí naquela apatia pós revolução Strokes, fui dar uma espreitadela. Foi paixão a primeira vista. O disco certo na hora certa. Nunca gostei tanto de um disco de alguém que eu não curtia como gostei deste. Quase cinco anos depois, o disco soa datado, chato, perdido. Daqueles que quando chega ao final, já se sabe, nunca mais volta a ter utilidade no CD player.

12/12/07

Que fim levou? «Prey for Rock N' Roll»


O filme já é de 2003 mas nunca estreou em Portugal, nem mesmo em DVD. No Brasil, foi directo para a televisão por cabo. «Prey for Rock N' Roll» ja nasceu destinado a virar filme de culto. Produzido por Stephen Trask do fabuloso «Hedwig & The Angry Inch» e pela própria Gina Gershon (que protagoniza e canta na banda sonora) «Prey for Rock N' Roll» é a história real de Cheri Lovedog (a autora do livro que deu origem ao filme) uma punk rocker de Los Angeles que sente frustrada a tentativa de fazer sua banda, as Clam Dandy , de acontecer. Cheri chegou a afirmar que se chegasse aos 40 sem sucesso, largava tudo e desistia da música. E foi o que fez. Somente após a adaptação do seu livro para o cinema, é que Cheri finalmente ganhou algum dinheiro. A banda sonora, só tem estrelas: Samantha Maloney (Hole), Sara Lee (B-52's,Gang of Four), Gina Volpe (Lunachicks) etc. e as cenas das apresentações que aparecem no filme foram todas filmadas no extinto CBGB. Um filme que tinha todos os ingredientes para fazer uma bela carreira mas que infelizmente, pelo menos por aqui, não vingou. Aquele famoso caso de quando a vida imita a arte.

10/12/07

Juno: o próximo « Little Miss Sunshine » ?


Uma amiga me alertou «vai ser o próximo Little Miss Sunshine» e eu fui atrás. Acho que ela pode ter razão. «Juno» parece ter todos os ingredientes para ser o hit independente de 2008 (já que o filme só deve estrear por estas bandas no próximo ano...). É a segunda obra do realizador canadense Jason Reitman que no ano passado estreou-se com o elogiado «Obrigado por fumar» e tem coleccionado prémios pelos festivais afora.«Juno» conta a história da gravidez não planeada de uma garota de 16 anos que prentende encontrar os «pais ideiais» para o seu rebento. O filme, que venceu o prémio principal do Festival de Roma deste ano, conta ainda com Michael Cera, um dos garotos protagonistas do hilariante «Superbad». A comunidade cinéfila aguarda ansiosamente.

07/12/07

The Gossip - músicas novas


Se alguém aí adora The Gossip tanto quanto eu, não pode deixar de dar uma espreitadela no MySpace do trio maravilha. Desde semana passada que três músicas novas já estão lá quentinhas à espera de serem degustadas. São elas «8th wonder version» «spare me from the world» e «heavy kross». Esta última, séria candidata a figurar no meu TOP 5 músicas do ano!

05/12/07

«Laços» vence Project Direct

Eu já estava para postar aqui há um tempão a belíssima curta «Laços» que havia ficado entre os finalistas do concurso Project Direct, promovido pelo YouTube. Participaram do concurso filmes dos Estados Unidos, Brasil, Canadá, França, Itália, Espanha e Reino Unido. «Laços» havia sido o único finalista brasileiro seleccionado e ontem foi escolhido para o prémio principal por um júri presidido pelo cineasta Jason Reitman de «Obrigado por Fumar». O filme, que custou míseros 1500 reais (700 euros) receberá US$ 5.000 como prémio e será exibido no Sundance Festival que acontece no mês que vem. A curta, de uma sensibilidade e beleza desconcertantes, deixo aqui.

04/12/07

Hot Fuzz

Parece que fica até mal não gostar desse filme. Quando algumas cabeças influentes fizeram barulho para que o filme estreasse em Portugal, o estrago ja estava feito. Não sei se foram das expectativas (demasiado) elevadas ou do filme que é mesmo fraquinho... O que é certo é que não faz justiça ao hype. Com certeza que «Hot Fuzz» faria muito melhor carreira em DVD, igualando o culto do bem conseguido filme anterior da dupla, «Shaun of the Dead» . Na sala escura, o filme perde o ritmo, perdido algures entre citações à filmes americanos de acção e gags de humor à british. No final, fica um filme simpático que provoca bons risos mas nunca gargalhadas. E só.

30/11/07

Discos que vão estar nas listas de melhores do ano de muita gente mas NÃO na minha


São só previsões mas garanto que estes discos vão figurar nas listas de muita (boa) gente poraí. E só mesmo um milagre fará eu incluir algum deles na minha. Porquê? Ah, porque simplesmente não «bateram».

29/11/07

Um disco que cresce: The Fiery Furnaces


À primeira audição estranha-se mas depois o àlbum cresce e fica cada vez melhor. Gosto de discos heterogéneos, que me surpreendem a cada faixa. «Widow City» é assim, a próxima canção será sempre uma experiência inédita. E a segunda música «Duplexes of the Dead» é tão boa que merece ser tocada em «repeat» pelo menos umas 28 vezes.

28/11/07

Rever os Indies perdidos



Se você é como eu, um(a) desleixado(a) incorrigível e deixou passar, seja por qualquer razão, os melhores títulos do IndieLisboa desse ano, sua chance de se redimir chegou. Entre os dias 3 a 7 de Dezembro, sempre às 18h, na Reitoria da Universidade de Lisboa, haverá uma selecção com alguns dos melhores filmes apresentados na última edição do festival. Eu, que me auto-flagelei por ter perdido «Analog Days» soltei um berro de felicidade. Ah, a entrada é di grátis!!

Programa

3 Dez. – Segunda-feira, 18h I am a sex addict , de Caveh Zahedi
4 Dez. – Terça-feira, 18h Balaou , de Gonçalo Tocha
5 Dez. – Quarta-feira, 18h Analog Days , de Mike Ott
6 Dez. – Quinta-feira, 18h Patterns 3 , de Jamie Travis A Ilha da boa vida , de Mercês Gomes Zepp , de Moritz Laube
7 Dez. – Sexta-feira, 18h Life in Loops: a Megacities Remix , de Timo Novotny

Promessas Perigosas


Acho que o último grande Cronenberg foi mesmo «ExistenZ», aquele exercício kafkiano quase existencialista. Claro que depois teve o belíssimo «Spider» mas aí o caminho do cinema cronenberguiano já havia se desvirtuado. Este «Eastern Promises» recupera o tempo perdido pelo menos inspirado filme anterior e dá uma bela lição de cinema. Não é uma obra-prima mas faz jus ao seu currículo.

27/11/07

Que fim levou?


Ouço os comentários entusiásticos dos meus amigos lá no Brasil que já viram este novo «hype» britânico «This is England» e me pergunto: E Portugal, é para quando?

25/11/07

O passo de dança que mudou o cinema

Depois daquela dança, o cinema independente nunca mais seria o mesmo. É difícil imaginar, olhando para trás agora com a distância necessária (o filme é de 1994) algum filme que tenha influenciado tanto o cinema dos '90. Tarantino não só aperfeiçoava o seu hoje famoso estilo como criava um género. Depois de «Pulp Fiction» a violência nunca foi tão estilizada, tão banalizada, tão sobrevalorizada. Tudo culpa daquele bendito passo de dança.

22/11/07

Indie Lisboa divulga nova imagem

Segundo a newsletter de divulgação, a nova imagem criada pela agência Brandia Central e traduz «a identidade matriz do IndieLisboa: profissional, apaixonada, ambiciosa, independente e de culto» a edição de 2008 acontecerá entre 24 de Abril e 4 de Maio de 2008 e terá mais uma sala à disposição do festival: o teatro Maria Matos.

21/11/07

Interpol/Kosheen: mais que coincidência?

Depois da muito falada semelhança da capa do último álbum dos Interpol «Our love to Admire» ser quase uma cópia idêntica da estréia dos Ola Podrida, eis que esta semana o site Pitchfork descobre mais uma: a artwork do album dos Kosheen «Resist» de 2001. Uma mera infeliz coincidência?

17/11/07

Os 100 melhores discos Indie, ever



Como este blogue está sempre atento às listas alheias, publico aqui a escolha da Revista Blender (última) para os 100 melhores discos indie de todos os tempos. Não curto muito o primeiro lugar não, se tivesse que escolher um Pavement para figurar nessa lista, de certeza que seria o último «Terror Twilight» de 1999 e não o primeiro «Slanted and Enchanted». Um dos álbuns preferidos desse que vos fala, o raríssimo «Exile in Guyville» de Liz Phair, ocupa a posição 35º. Na época muito polémico, pois segundo Phair, seria a resposta feminina a «Exile on Main Street», o clássico dos Rolling Stones. E quando ela disse «resposta» era mesmo a sério. Faixa a faixa.

O top five ficou assim:

01 - Pavement – Slanted And Enchanted
02 - Sonic Youth – Daydream Nation
03 - The Replacements – Let It Be
04 - R.E.M. – Murmur
05 - Pixies – Surfer Rosa

16/11/07

Goldfrapp novo


E já é conhecida, o tracklist do quarto álbum de originais dos Goldfrapp que nos deixaram decepcionadíssimos com o último «Supernature». Adrian Utley dos Portishead, participa no disco e em alguns concertos ao vivo da banda. Achamos que vem coisa boa poraí.

Seventh Tree:

01 Clowns
02 Little Bird
03 Happiness
04 Road to Somewhere
05 Eat Yourself
06 Some People
07 A&E
08 Cologne Cerrone Houdini
09 Caravan Girl
10 Monster Love


14/11/07

Canções do ano

«Isto, claro não vêm a propósito de nada/É que eu fico tão nervoso quando falo contigo/E tudo o que eu pensei hoje foi em beijar-te/Esse velho sentimento que me faz sentir renovado*»


Iluminado Jens Lekman que provavelmente fez o disco ou a canção do ano «Kanske ar jäg Kar I Dig», essa pérola errante sobre um anti-herói apaixonado.

* Numa tradução bem vagabunda, sorry.

12/11/07

Someone that cannot love

Fiz um comentário no blogue do Nuno Markl que deu para o torto, falei mal do David Fonseca e fui apedrejado por uns quantos. Até o próprio Markl respondeu. Pudera, o homem é um totem inquebrável em Portugal. Nas palavras do Markl, o David continua o mesmo gajo «porreiro, low profile e despretensioso» que ele conheceu há alguns anos. A mim, ele não engana. Continuo a acha-lo exactamente a mesma pessoa desde que o conheci. Como disse um amigo meu, é preciso acabar com alguns cânones.

10/11/07

NME - os mais «cool» de 2007


E o semanário inglês New Music Express que adora uma lista, divulgou na última edição a sua «cool list 2007» numa votação realizada entre seus leitores. Beth Ditto dos Gossip que encabeçava a lista o ano passado, este ano caiu para a nona posição e Lovefoxx dos Cansei de ser Sexy, do décimo para o terceiro. O Top Ten desse ano ficou assim:

01. Frank Carter – Gallows
02. Jamie Reynolds – Klaxons
03. Lovefoxxx – CSS
04. Ryan Jarman – The Cribs
05. Lethal Bizzle
06. Alex Turner – Arctic Monkeys
07. Kate Nash
08. Amy Winehouse
09. Beth Ditto – The Gossip
10. Keith Richards – The Rolling Stones

LITTLE MISS SUNSHINE - 1 ano em cartaz!


A notícia já tem algum tempo mas acabei de a ler e achei que seria engraçado postar isso aqui no blogue. No passado 19 de outubro o filme «Little Miss Sunshine» completou 1 ano em cartaz em São Paulo. Um ano! Teve até especial no Estadão. Me fez lembrar daqueles quase seis meses que «Cidade de Deus» esteve em cartaz por aqui. Como disse o crítico do jornal, a pequena Miss Sunshine ficou mais velha.

08/11/07

30 dias de escuridão


Interessante esta variação independente do filme de zombie. Uma cidade do Alasca onde o sol não aparece durante 30 dias durante o inverno. Uma metáfora pessimista da condição humana, em tons do mais cinzento apocalipse.

04/11/07

Brazil's hottest new act

Deu no blogue do Peter Culshaw, que escreve para o «Guardian» e «The Observer» (e que primeiro levou os Cansei de ser Sexy para a terra da Rainha) os novos Montage, que no final o próprio Culshaw pergunta: «Será Daniel [o vocalista] o Bowie brasileiro do século 21 ou está mais para Sigue Sigue Sputnik?» O artigo na íntegra, aqui.


Ainda sobre «A Invasão»

Uma frase dita por Nicole Kidman à um dos personagens que divaga sobre o quão hipócrita é a sociedade, é uma pérola de sabedoria: «Pela minha experiência quando pessoas falam sobre o que é «a verdade» elas estão a falar mais sobre elas mesmas do que sobre qualquer outra coisa»

O blogue do Fernando Meirelles

«Admiro a capacidade de abstração de diretores que conseguem pensar seus filmes de ponta a ponta com antecedência, diretores que desenham storyboards e depois cumprem à risca o que planejaram. Já tentei fazer isso, mas fico tão focado em fazer o que planejei que acabo não vendo as idéias vivas que acontecem no set. Já filmei muito como um clarinetista que toca seguindo uma partitura, hoje acho que filmo mais como jazz. Você me entende.»

Fernando Meirelles no seu interessantíssimo «Diário de Blindness»

02/11/07

Velvet Underground, cinema português, Nicole Kidman.

Essa semana ando ouvindo muito «Velvet Underground & Nico» o maravilhoso disco estréia da banda do Lou Reed. A propósito dos seus 40 anos. Parece lugar comum dizer que ouvi-lo hoje é redescobrir um disco novo, urgente, vanguarda mas é mesmo isso. A revista Blitz desse mês lhes dedica um artigo especial muito interessante, há muito tempo que não lia um artigo tão bom na revista. Para redescobrir com urgência.



Fui ver a ante-estréia desse filme português que vem ganhando prémios em festivais de cinema pelo mundo «A outra Margem» e saí de lá com a mesma opinião de todos os filmes portugueses que vi antes.Em linhas gerais, a história da amizade de um travesti com o sobrinho, um garoto de 15 anos com síndrome de Down. A premissa até é interessante e a mise-en-scène parece funcionar muito bem. Até que aparecem os actores para estragar tudo. Porque ver um bando de robôs fingindo emoções, sempre a espera de suas falas é penoso demais para se ver fechado numa sala durante duas horas. Acho que os cineastas portugueses deveriam tentar fazer cinema mudo para ver se adianta alguma coisa e parar com essa coisa irritante de achar que estão sempre fazendo «arte».
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E quando acabou a projecção de «A Invasão» com a Nicole Kidman me peguei pensando se a falta de qualquer emoção do filme era deliberada ou mera coinciência...


Radiohead, Polly Jean Harvey, Portishead e etc.

Confesso que não paguei nada pelo disco dos Radiohead «In Rainbows ». Até fui ao site e peguei o visa da carteira...mas na hora de desembolsar o dinheiro (ia dar 5€ pelo download) me senti tão manipulado pela campanha marketeira deles que desisti. É uma estupidez, claro. Mas eles foram muito mais espertos do que qualquer um nesse lance de "pague quanto você quiser", nos envolvendo nessa campanha pretensamente visionária aproveitando-se da imagem de culto criada em torno deles. E o disco até é bacana, mas eu gostava muito mais dos Radiohead antes dessa «fase» megalomaníaca, antes de todos esses clichés de «génio atormentado» que o Thom Yorke faz questão de alimentar.É uma pena que uma banda tão talentosa tenha de viver sob a sombra do disco mais importante dos anos 90. Que seja o próximo, Thom, por favor.

E ja que o assunto é decepção, aproveito para falar do disco da PJ Harvey, que em todas as entrevistas de divulgação do disco decorou uma única frase e repetiu à exaustão: « Não queria me repetir ». Não me entendam mal, eu gosto muito do disco, etéreo, delicado, contido. Mas é estranho para nós que estavamos tão acostumados com luxúria, hedonismo e rock n' roll um disco intimista de canções ao piano. É aquele típico caso que as (supostas) boas intenções já ultrapassam a música. E PJ Harvey é talentosa demais para se transformar na nova Bjork.

E segundo o blogue do Geoff Barrow, o próximo e tão esperado 4º disco dos Portishead parece que já está pronto, só falta a mixagem final. Por mais que eu tente não contar os dias minhas expectativas já estão lá na estratosfera. Entretanto para o próprio Geoff o disco está diferente de tudo o que eles ja fizeram antes. Só de imaginar que a melhor banda do mundo vai voltar dez anos depois me dá até calafrios na espinha. E agora imagine os fãs mais xiitas.


30/05/07

Alanis vs Black Eyed Peas

Eu cada vez gosto mais daquela paródia da Alanis Morissette para «My humps» dos Black Eyed Peas que muita gente anda destruindo pelos blogues da vida. Conseguir transformar os versos «What you gonna do with all that ass? All that ass inside that jeans? em boa música não é para qualquer um. Thank you, India.



31/03/07

Arcade Fire no You Tube.

Estos temas se extienden por pura necesidad a otros paralelos... como el devenir de la industria petrolera (quizá me paso en esto pero no hacen más que cantar sobre coches.. Keep the car running, No cars go..)

Comentário de um usuário do YouTube num clipe dos Arcade Fire.

19/03/07

Gossip no Texas segundo Lúcio


...Mas voltando a Beth Ditto e seu Gossip. A mulher é um furacão. Mesmo com seus 200 quilos (estou chutando, mas deve ser por aí), ela pula, dança, corre de um lado para o outro, canta ora como uma diva do Soul, ora grita que parece que vai morrer. Ao anunciar a derradeira música da noite, ela começa a fazer um vocal demente para cantar “Smells Like Teen Spirit”. Vai cantando e não pára mais. Nessa o guitarrista e o baterista já estavam simulando o hino do Nirvana, com o público cantando junto. Então no meio de “Teen Spirit”, meio que mixando, a banda entra pesada com “Standing in the Way of Control”, seu maior hit e um dos começos de música mais ensurdecedor do rock neste século. Beth então enlouqueceu de vez. Ela já tinha arrancado raivosamente o aplique que fazia longo seu cabelo curtinho. Não satisfeita... tirou a roupa. Arrancou o vestido e ficou de calcinha e sutiã pretos. Se você sabe o “tamanho” de Beth Ditto, pode imaginar o que isso significa. Dançando, gritando e pulando “Standing in the Way of Control”, aos gritos principalmente de meninas lésbicas que tomaram o lado direito do palco para conferirem sua musa, Beth Ditto no fim da canção fez um mergulho do palco na platéia... Juro! De onde eu estava não dava para ver direito o resultado do pulo, mas até agora não houve notícias de mortos e feridos no Sxsw. O “momento Beth” continuou inacreditável. Show acabado, a banda já vazando do palco e Beth fazendo o caminho de volta da platéia para o palco, sozinha, calcinha e sutiã, atravessando a barreira, se esforçando para subir no palco, recolhendo suas roupas e dando um tchauzinho para o público ainda berrando por ela, que mostrava um sorriso de satisfeita no rosto, tipo perguntando: “Entende agora porque eu fui considerada a pessoa mais cool no rock, hoje?”


Grande Lúcio sobre o concerto dos Gossip no festival texano South by Southwest

26/01/07

Ele é fodao mas eu sei que sou também!

Graças ao Gonn1000 (sempre ele) fico sabendo que os Cansei de ser Sexy finalmente vem a Lisboa. A má notícia é que é no Lux, uma discoteca «da moda» que de vez em quando dá um chilique e barra o povo na porta, sem mais nem menos. Já fui barrado uma vez e prometi que nao voltava mais. Mas voltei e entrei mais umas quatro (vá entender!). E além disso, eles geralmente nao fazem a venda típica dos bilhetes como em casas de concertos «normais» e quem vai lá só para ver a banda corre o risco de nao conseguir ver. Esta gente que acha que está em Nova York e no Studio 54 me cansa a beleza...

Please don't do me any favor, mr.intentional

Se tivesse que ir para uma ilha deserta e levar apenas dez discos, com certeza este «Miseducation» da Lauryn Hill estaria na mochila. É dos raros discos em que tudo é perfeito. Dos que se gosta na primeira audiçao e em que todas as músicas estão na ordem certa. Nunca escondi uma certa decepçao com o «Unplugged» que veio alguns anos depois. Uma espécie de sentimento de traiçao. Nestas últimas semanas tornei a ouvi-lo e agora, nesta fase da minha vida, parece que faz todo o sentido. Se eu morresse hoje, esta seria a trilha sonora da minha vida.

21/01/07

O melhor de 2006 em 2007

O segundo clipe do disco mais viciante de 2006. Ladies and Gentleman: Jealous Girl!

09/01/07

mais listas

A revista norte-americana Film Comment fez uma lista com os vinte melhores filmes de 2006 que NAO estrearam nos Estados Unidos. Interessante a lista. Mas curioso mesmo, foi ver o portugues «Juventude em Marcha» (Em ingles «Colossal Youth») do Pedro Costa em terceito lugar. Depois do «No quarto de Vanda» cortei relaçoes por tempo indeterminado com este director.

08/01/07

Apocalypse Now

Nunca fui muito com a cara do Mel Gibson. Muito pelo contrário, sempre fui um dos seus detractores mais militantes. Por diversas razoes. Nao gosto das suas opinioes fundamentalistas sobre os nao-católicos e seus filmes megalomaníacos sempre me causaram repulsa (E isto também vale para o senhor Kevin Costner). Tive que engolir isso tudo após sair completamente rendido do seu último filme «Apocalypto». Uma agonizante e espectacular saga sobre o final da civilizaçao maia. O filme tinha todos os ingredientes para ser um desastre completo mas frustrou todas as minhas expectativas. É negro, violento, grandioso e megalomaníaco. E merece ser visto muitas, muitas vezes. «Apocalypto» abre o ano cinematográfico de 2007 em grande.

02/01/07

Melhores de 2006 - descobertas e decepçoes

decepçoes...

Yeah yeah yeah's: Sei que sou um dos poucos a partilhar dessa opiniao, mas este «Show your bones» é o típico-difícil-segundo-álbum-de-uma-banda-com-uma-grande-estréia. O EP «Master» e o début «Fever to tell» de há tres anos foram tao bons que era quase impossível que eles fizessem um disco mau. Pois fizeram. Mesmo após várias audiçoes, só consigo ouvir a faixa de abertura deste álbum, «Gold Lion» (que aliás é muuuuuito parecida com uma música do Love and Rockets «No New Tale to Tell») e nada mais. A decepçao do ano de uma óptima banda.

Artic Monkeys: Claro que este nao é o pior disco de 2006. O facto de ele ocupar a primeira posiçao aqui é mais provocatório que por gosto pessoal. Até acho os rapazes simpáticos e de uma despretensao desconcertante, mas este disquinho insípido parecido com milhoes de outros e com aquele efeito de «variaçoes do mesmo tema» deveria ter sido esquecido na semana seguinte após seu lançamento. Ao invés disso, ocupou o primeiríssimo lugar nas listas das publicaçoes mais respeitadas como o melhor do ano. Ja ouvi dezenas de vezes e nao tem jeito: o disco é mesmo muito, mas muito chato. O conceito de «obra-prima» ainda vai mudar muito com a internet.


...e descobertas

Internet: Um «amém» para quem inventou o Soulseek. Até agora, o melhor programa para partilhar arquivos em mp3 que eu já usei. E eu já usei muitos. Nao troco o Soulseek por nada. Lá tem tudo, inclusive daquela banda Guatemalteca que faz rock progressivo experimental e que ninguém conhece, só voce. E o melhor de tudo: baixa álbuns em minutos!


Série TV: Ainda nao foi desta que uma sitcom tirou «Seinfeld» do topo das séries mais geniais da história. Mas este Extras quase chegou lá. Devorei o DVD com a primeira temporada (6 episódios + disco de extras) em uma noite. Da mesma equipa do «The office», a série conta as peripécias de Andy, um actor frustrado que só faz figuraçao nos filmes porque nunca conseguiu uma fala sequer para decorar. Cada episódio se passa num filme diferente e tem sempre o nome de alguém famoso (que aparece no mesmo). Os episódios «Kate Winslet» e «Samuel L. Jackson» sao a mais perfeita definiçao do que deveria ser o humor televisivo. Im-per-dí-vel!

Melhores de 2006 - os discos


Com tantos discos bons lançados em 2006, também foi difícil chegar ao TOP 5 - álbuns. Acabei por deixar de fora os Cansei de ser sexy. O disco deles é tao viciante que mais parece uma coletanea de singles. Mas já falei tanto deles por aqui que resolvi deixar que outros brilhassem. No resultado final, acabaram por ficar (sem intençao alguma) só as mulheres:

1) The gossip - standing in the way of control
2) The knife - silent shout
3) Pretty girls make graves - Élan vital
4) PJ Harvey - The peel sessions
5) Cat power - the greatest

P.S. Ouvi tanto o disco dos Gossip que já nao posso mais toca-lo. Até meu CD player já rejeita-o. E é incrível como depois do maravilhoso concerto da aula magna, o album da Cat power ficou absurdamente melhor.

Melhores de 2006 - as músicas

Quando acabei de fazer a lista dos melhores singles do ano, ja tinha 28 músicas. Que tarefa cruel foi chegar a estas 10. Mas estao aqui, as dez músicas que mais fizeram minha cabeça este ano. Com destaque para a faixa destruidora do último disco dos Gossip.

01) Standing in the way of control - Gossip
02) Like a pen - The knife
03) Get myself - The rapture
04) Work on you - MSTRKRFT
05) Willie - Cat power
06) Move - Sol Seppy
07) Harrowdown hill - Thom Yorke
08) Lets make love and listen... - Cansei de ser Sexy
09) I was a lover - Tv on the radio
10) Pass the hatched - Yo la tengo

01/01/07

Melhores de 2006 - os filmes


Quando vi a última obra-prima de Woody Allen lááá no comecinho do ano pensei logo «Este é o filme do ano» mas depois já no final, Alfonso Cuarón aparece e salva a pátria com o magnífico «Filhos do Homem». Filme completamente subestimado e ignorado em Portugal, apareceu em muitas listas de «melhores» na imprensa estrangeira. Resolvi escolher só cinco filmes, os filmes que mais me marcaram em 2006. Aqui vao eles:

1) Filhos do Homem - Alfonso Cuarón
2) Match Point - Woddy Allen
3) A Lula e a Baleia - Noah Baumbach
4) A caminho de Guatanámo - Michael Winterbottom
5) Babel - Alejandro González I?árritu