21/01/08

Brasil no Oscar: será que é desta?

Foi anunciado os nove filmes finalistas, das 63 candidaturas enviadas ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2008. Entre eles estão «The Counterfeiters» da Áustria, «Days of Darkness» do Canadá, «Beaufort» de Israel, «The Unknown Woman» da Itália, «Mongol» do Cazaquistão, «Katyn», da Polônia, «12» da Rússia e «The Trap» da Sérvia e o brasileiro «O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias» de Cao Hamburguer que estreou em Lisboa na 2ª Mostra de Cinema brasileiro o ano passado. Agora a peneira vai seleccionar os cinco finalistas e alguns críticos já apontam favoritismo entre o austríaco e o brasileiro. O Brasil competiu quatro vezes ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Com «O Pagador de Promessas» em 1963, «O Quatrilho» em 1996, «O que É Isso, Companheiro?» em 1997 e «Central do Brasil» em 1999. Se o Oscar fosse justo, em 97 deveríamos ter levado a estatueta para casa.

19/01/08

Os falsos ídolos

Já falei disso aqui antes mas agora que o Moby vem aí com single e disco novo é preciso espalhar a palavra. Há uma trupe de bandas ou "artistas" que eu costumo chamar lhes na brincadeira entre amigos de «falsos ídolos». São aqueles que editam um único álbum brilhante em toda sua infinita carreira. O processo é mais ou menos assim: Você descobre o àlbum, fica completamente apaixonado e a partir daí, passa a comprar tudo o que este fulan@ fizer nos próximos anos. Até vai a concertos, veja só. Até que um dia, depois de uma infindável colecção de albuns péssimos na estante, você cai na real: mais um falso ídolo. Os falsos ídolos, na verdade, não têm talento nenhum. É tudo uma questão de sorte. Foi assim com o Beck e o revolucionário «Odelay», a inglesinha Imogen Heap e sua brilhante estréia «I Megaphone» os Sneaker Pimps com o belíssimo «Becoming X» e agora, a confirmar definitivamente dentro de alguns meses, de acordo com o novo single «Alice» o carequinha Moby e o único momento de relevância na sua extensa discografia, o genial «Play».

18/01/08

Sras e Srs, Portishead em Portugal.


Ouviram as nossas preces. Em março, os deuses aportam às terras de Camões.26 março Coliseu Porto - 27 março Coliseu Lisboa. Deus seja Louvado.

Concerto mistério hoje as 17hs!


A produtora portuguesa Everything Is New vai anunciar hoje as 17hs em ponto, no seu site , que vai trazer a Portugal «uma das bandas mais aguardadas pelo público português nos últimos anos». No mesmo site, eles já deixam claro que não se trata dos Led Zeppelin nem dos Radiohead. E ainda deixam pistas. Esta banda, já actuou em Portugal, e irá dar dois concertos nos coliseus. Se tudo der certo e a macumba também, aposto todas minhas fichas nos Portishead.

16/01/08

Pandora: vida e morte de uma grande rádio


Tudo o que é bom, dura mesmo pouco. Sábio provérbio este. Há 3 dias quando houve um certo barulho na internet pela volta do projecto Pandora (que há tempos só estava disponível para residentes dos EUA) o novo endereço teve recordes de acessos. Foi o suficiente para tirarem a rádio do ar e acabar com a festa. Desde ontem a noite, quem tenta aceder ao Pandora, depara-se com uma mensagem dizendo que a versão encontra-se desactualizada. O Pandora, na minha opinião sempre foi muito superior ao Last Fm, o seu inevitável e tambem mais popular sucessor. O que faz do Pandora muito superior ao Last Fm, além da simplicidade é a capacidade que ele tem de construir verdadeiras árvores genealógicas das bandas que realmente interessam. Já o LF funciona como uma troca de base de dados, se você gosta de PJ Harvey com certeza irá gostar de Evanescence porque fulano também gosta. Apesar de mais democrático, este método nunca funcionou comigo. Ontem quando entrei no Pandora e digitei «Joni Mitchell» no processo de busca em meia hora ouvi Cat Power, Patti Smith, Shannon Wright, Marianne Faithfull e muitas outras que eu não conhecia. Acho que isto sim, faz todo o sentido.
No momento em que escrevo este post, o portal ainda andava pela sala de operações, e os protestos espalhados pela blogosfera cresciam numa velocidade vertiginosa. Eu aqui faço votos que os cavaleiros Jedi responsáveis consigam derrotar o lado negro da força.

10/01/08

Breves

Todo ano alguém decreta a morte de alguma coisa. Do rock, do tecno, da moda dos anos '80 e por aí vai... Em 2007 por causa dos Radiohead decretaram a morte da indústria dos discos. E nós acreditamos. Agora em 2008 quando o disco deles (que supostamente todo mundo ja tinha em casa) viu nascer sua edição física, teima em não sair dos tops de venda lá daqueles países. Não entendi nada.

E falta só uma semana. Para o mega-super-extra hypado novo projecto de J.J.Abrams «Cloverfield» estrear em solo norte-americano. A história já nos ensinou que hypes em geral não costumam fazer muito pelos filmes que não têm nada a dizer. Portanto, esqueçamos então que este filme possa ser o arrasa-quarteirão do ano. E que tem por trás o mago criador de «Lost». Assim, ninguém se machuca.

06/01/08

Qualquer semelhança...

Vi aquela «Atlas» dos Battles em montes de listas de melhores músicas do ano e é curioso que ninguém tenha comentado as semelhanças assutadoras com «Beautiful People» do Marilyn Manson. Assim como em 2006 «Gold Lion» dos Yeah Yeah Yeahs era irmã gémea de «No New Tale To Tell» dos Love & Rocktes e ninguém deu por isso. Qualquer semelhança é mera coincidência?

03/01/08

Melhores de 2007 - Os Filmes

1 - Diário de um Escândalo


2 - Pecados Íntimos

3 - Não Digas a Ninguém

4 - Shortbus

5 - Assalto e Intromissão

06 - Apocalypto
07 - Super Baldas (SuperBad)
08 - Contando Ninguém Acredita (Stranger Than Fiction)
09 - Ao Anoitecer (Evening)
10 - Mysterious Skin

27/12/07

Melhores de 2007 - Guilty Pleasures

Eu já tinha feito o ano passado uma coisa parecida escolhendo «My love» do Justin Timberlake para o meu Guilty Pleasure do ano. Esse ano resolvi alargar o top. Claro que é uma forma cínica de eleger músicas deliciosamente pop mas não haveria outra forma de elas figurarem aqui se não fosse assim, e também porque é mais divertido. Alguém vai reclamar com certeza por a M.I.A constar nessa lista, afinal foram as escolhas do ano para muita gente e number one do Ipsilón e da Rolling Stone americana. Mas à mim, ela sempre causou repulsa. Acho que é preciso ser-se brasileiro para entender que Bonde do Rolê, MIA e afins são o truque mais bem fraudado da música pop. Mas graças ao Pedro, dei uma nova chance ao «Kala» e descobri esta maravilha que é «Paper Planes». Mas também é só, mantenho todas as linhas acima.
A Rihanna é outro caso curioso, apesar de ter sido jogada para a prateleira das estrelas pop de plástico, figurou nos tops da «Q» e até da sisuda «Uncut». O problema é que «Umbrella» tocou tanto que já explodiu a paciência. E se não fosse passageiro, até poderia dizer que era o hit certeiro do ano. Senhoras e senhores, os prazeres culpados de 2007.

01 - «Paper Planes» - M.I.A
02 - «Umbrella/Don't Stop the Music» - Rihanna
03 - «One Thing» - Amerie
04 - «Put Your Hands Up For Detroit» - Fedde Le Grand
05 - «Life in Cartoon» - Mika

21/12/07

Steven Seagal e as Armas

Pergunta de 1 milhão de dólares: será que existe algum filme do Steven Seagal em que ele não esteja de arma em punho na capa?

20/12/07

The Kills, o terceiro.

Uma das "novas" bandas novaiorquinas favoritas desse espaço, o duo «The Kills» também prepara edição do terceiro tomo da sua bela discografia. Depois do ríspido «No Wow», a banda que faz um som garageiro tipo White Stripes sem a pretensão e a PJ Harvey dos anos 90, já tem um título extracool para o disco, «Midnight Boom». A data é 18 de março.

19/12/07

Finalmente, Portishead

Ok, parece que eu dormi no ponto. Afinal já há data sim para a edição do novo disco dos Portishead, é dia 31/03/08. E ao contrário do eu pensava, a tão aguardada primeira apresentação deles no festival All Tomorrow Parties aconteceu no último fim de semana e não dia 29/12. Amigos informados me avisam que já existem alguns dos temas novos circulando no Youtube, e eu fui correndo fazer a lição de casa. Atenção à esta «wicca» que tem uma introdução, pasmem, em português... errr, do Brasil :)

17/12/07

Melhores de 2007 - Os Discos e as Canções


OK Computer, eis a minha lista. Devo fazer algumas considerações antes. Diferente do ano passado, 2007 não foi um ano de grandes discos, daqueles que nos ganha à primeira audição. Teve discos que quando os ouvi achei que iam figurar nesse top, como o dos «The Go! Team» e dos «New Young Pony Club» mas o prazo de vencimento deles era demasiado curto e acabaram por ficar no banco de reserva... Por outro lado, teve discos que por puro preconceito, eu fugia como o diabo foge da cruz e que no fim, se revelaram verdadeiras pérolas pop (a Amy e o Mika, por exemplo). Mas enfim, tudo estatísticas. E o ano ainda não acabou, eu sei. Mas como «Portishead» já não vem mais e apesar de eu não ter ouvido o «Burial» todo ainda, não gostei do que já ouvi, então deixo aqui as minhas escolhas para álbuns e canções do ano. Os fab-five que fizeram minha vida mais colorida em 2007.

1. «Neon Bible» - Arcade Fire
2. «Widow City» - The Fiery Furnaces
3. «Back to Black» - Amy Winehouse
4. «Night Falls Over Kortedalla» - Jens Lekman
5. «This Fool Can Die Now» - Scout Niblett

- canções -

Vi alguns blogues botando «No Cars Go» aí nos melhores singles do ano e fiquei tentado e dar-lhe o primeiro lugar. Afinal, é a melhor música dos Arcade Fire ever, ever, ever. Mas não, eu ja conheço aqueles versos há uns bons anos e não ficaria muito bem. E também porque minha versão preferida é aquela que eles fizeram para a BBC (que depois apareceu num bootleg chamado «BBC Sessions») e que no início Win Butler avisa «this is not a wedding!» Também pensei muito em incluir uma das três novas músicas dos Gossip (que soltaram há umas semanas no MySpace) mas como ainda não existe edição física dos singles alguém podia chiar. Mas, what hell, quem escolhe aqui sou eu o quê? Por isso, aqui têm minha lista com os dez singles arrasa-quarteirão do ano. Uma compilação com estas dez músicas valem mais que ouro.

01. «Kanske Ar Jäg Kar I Dig» - Jens Lekman
02. «My Egyptian Grammar» - The Fiery Furnaces
03. «Fake Empire» - The National
04. «Back to Black» - Amy Winehouse
05. «Hide and Seek» - Scoutt Niblett
06. «Don't Lose Yourself» - Laura Veirs
07. «Grip Like a Vice» - The Go! Team
08. «Hiding on the Staircase» - NYPC
09. «Everybody's Got Their Own...» - Shannon Wright
10. «Down Boy» - Yeah Yeah Yeahs

Bee Movie e a animação

Fui ver «A história de uma Abelha» com os amigos e nos divertimos bastante. O filme é bem escrito, tem umas piadas inteligentes aqui e acolá e um visual que enche os olhos. Mas no final, parece que falta alguma coisa... aquele je ne sais quoi que eu não sei explicar. Talvez seja tudo culpa do «Toy Story» que de tão genial e revolucionário que foi deixou todas as animações posteriores no chinelo. Para o infinito e além.

16/12/07

Portishead - the 4th one

Se não fosse a possibilidade de até o final do ano, os Portishead lançarem logo o seu quarto disco, eu já podia publicar aqui minha listinha de melhores do ano.

Mas a esperança é a última que morre, já diziam os sábios.

14/12/07

Da série:Discos que não sabem envelhecer


Eu sempre tive um certo apreço e uma compaixão inexplicável por discos mal-amados. Foi assim com o «Load» dos Metallica, o «Adore» dos Smashing Pumpkins e até o «Pop» dos U2. Na altura quando saiu este «Rock N' Roll» do Ryan Adams não dei muita atenção. Nunca gostei dos discos sobrestimados do rapaz. Mas daí naquela apatia pós revolução Strokes, fui dar uma espreitadela. Foi paixão a primeira vista. O disco certo na hora certa. Nunca gostei tanto de um disco de alguém que eu não curtia como gostei deste. Quase cinco anos depois, o disco soa datado, chato, perdido. Daqueles que quando chega ao final, já se sabe, nunca mais volta a ter utilidade no CD player.

12/12/07

Que fim levou? «Prey for Rock N' Roll»


O filme já é de 2003 mas nunca estreou em Portugal, nem mesmo em DVD. No Brasil, foi directo para a televisão por cabo. «Prey for Rock N' Roll» ja nasceu destinado a virar filme de culto. Produzido por Stephen Trask do fabuloso «Hedwig & The Angry Inch» e pela própria Gina Gershon (que protagoniza e canta na banda sonora) «Prey for Rock N' Roll» é a história real de Cheri Lovedog (a autora do livro que deu origem ao filme) uma punk rocker de Los Angeles que sente frustrada a tentativa de fazer sua banda, as Clam Dandy , de acontecer. Cheri chegou a afirmar que se chegasse aos 40 sem sucesso, largava tudo e desistia da música. E foi o que fez. Somente após a adaptação do seu livro para o cinema, é que Cheri finalmente ganhou algum dinheiro. A banda sonora, só tem estrelas: Samantha Maloney (Hole), Sara Lee (B-52's,Gang of Four), Gina Volpe (Lunachicks) etc. e as cenas das apresentações que aparecem no filme foram todas filmadas no extinto CBGB. Um filme que tinha todos os ingredientes para fazer uma bela carreira mas que infelizmente, pelo menos por aqui, não vingou. Aquele famoso caso de quando a vida imita a arte.

10/12/07

Juno: o próximo « Little Miss Sunshine » ?


Uma amiga me alertou «vai ser o próximo Little Miss Sunshine» e eu fui atrás. Acho que ela pode ter razão. «Juno» parece ter todos os ingredientes para ser o hit independente de 2008 (já que o filme só deve estrear por estas bandas no próximo ano...). É a segunda obra do realizador canadense Jason Reitman que no ano passado estreou-se com o elogiado «Obrigado por fumar» e tem coleccionado prémios pelos festivais afora.«Juno» conta a história da gravidez não planeada de uma garota de 16 anos que prentende encontrar os «pais ideiais» para o seu rebento. O filme, que venceu o prémio principal do Festival de Roma deste ano, conta ainda com Michael Cera, um dos garotos protagonistas do hilariante «Superbad». A comunidade cinéfila aguarda ansiosamente.

07/12/07

The Gossip - músicas novas


Se alguém aí adora The Gossip tanto quanto eu, não pode deixar de dar uma espreitadela no MySpace do trio maravilha. Desde semana passada que três músicas novas já estão lá quentinhas à espera de serem degustadas. São elas «8th wonder version» «spare me from the world» e «heavy kross». Esta última, séria candidata a figurar no meu TOP 5 músicas do ano!

05/12/07

«Laços» vence Project Direct

Eu já estava para postar aqui há um tempão a belíssima curta «Laços» que havia ficado entre os finalistas do concurso Project Direct, promovido pelo YouTube. Participaram do concurso filmes dos Estados Unidos, Brasil, Canadá, França, Itália, Espanha e Reino Unido. «Laços» havia sido o único finalista brasileiro seleccionado e ontem foi escolhido para o prémio principal por um júri presidido pelo cineasta Jason Reitman de «Obrigado por Fumar». O filme, que custou míseros 1500 reais (700 euros) receberá US$ 5.000 como prémio e será exibido no Sundance Festival que acontece no mês que vem. A curta, de uma sensibilidade e beleza desconcertantes, deixo aqui.

04/12/07

Hot Fuzz

Parece que fica até mal não gostar desse filme. Quando algumas cabeças influentes fizeram barulho para que o filme estreasse em Portugal, o estrago ja estava feito. Não sei se foram das expectativas (demasiado) elevadas ou do filme que é mesmo fraquinho... O que é certo é que não faz justiça ao hype. Com certeza que «Hot Fuzz» faria muito melhor carreira em DVD, igualando o culto do bem conseguido filme anterior da dupla, «Shaun of the Dead» . Na sala escura, o filme perde o ritmo, perdido algures entre citações à filmes americanos de acção e gags de humor à british. No final, fica um filme simpático que provoca bons risos mas nunca gargalhadas. E só.

30/11/07

Discos que vão estar nas listas de melhores do ano de muita gente mas NÃO na minha


São só previsões mas garanto que estes discos vão figurar nas listas de muita (boa) gente poraí. E só mesmo um milagre fará eu incluir algum deles na minha. Porquê? Ah, porque simplesmente não «bateram».

29/11/07

Um disco que cresce: The Fiery Furnaces


À primeira audição estranha-se mas depois o àlbum cresce e fica cada vez melhor. Gosto de discos heterogéneos, que me surpreendem a cada faixa. «Widow City» é assim, a próxima canção será sempre uma experiência inédita. E a segunda música «Duplexes of the Dead» é tão boa que merece ser tocada em «repeat» pelo menos umas 28 vezes.

28/11/07

Rever os Indies perdidos



Se você é como eu, um(a) desleixado(a) incorrigível e deixou passar, seja por qualquer razão, os melhores títulos do IndieLisboa desse ano, sua chance de se redimir chegou. Entre os dias 3 a 7 de Dezembro, sempre às 18h, na Reitoria da Universidade de Lisboa, haverá uma selecção com alguns dos melhores filmes apresentados na última edição do festival. Eu, que me auto-flagelei por ter perdido «Analog Days» soltei um berro de felicidade. Ah, a entrada é di grátis!!

Programa

3 Dez. – Segunda-feira, 18h I am a sex addict , de Caveh Zahedi
4 Dez. – Terça-feira, 18h Balaou , de Gonçalo Tocha
5 Dez. – Quarta-feira, 18h Analog Days , de Mike Ott
6 Dez. – Quinta-feira, 18h Patterns 3 , de Jamie Travis A Ilha da boa vida , de Mercês Gomes Zepp , de Moritz Laube
7 Dez. – Sexta-feira, 18h Life in Loops: a Megacities Remix , de Timo Novotny

Promessas Perigosas


Acho que o último grande Cronenberg foi mesmo «ExistenZ», aquele exercício kafkiano quase existencialista. Claro que depois teve o belíssimo «Spider» mas aí o caminho do cinema cronenberguiano já havia se desvirtuado. Este «Eastern Promises» recupera o tempo perdido pelo menos inspirado filme anterior e dá uma bela lição de cinema. Não é uma obra-prima mas faz jus ao seu currículo.

27/11/07

Que fim levou?


Ouço os comentários entusiásticos dos meus amigos lá no Brasil que já viram este novo «hype» britânico «This is England» e me pergunto: E Portugal, é para quando?

25/11/07

O passo de dança que mudou o cinema

Depois daquela dança, o cinema independente nunca mais seria o mesmo. É difícil imaginar, olhando para trás agora com a distância necessária (o filme é de 1994) algum filme que tenha influenciado tanto o cinema dos '90. Tarantino não só aperfeiçoava o seu hoje famoso estilo como criava um género. Depois de «Pulp Fiction» a violência nunca foi tão estilizada, tão banalizada, tão sobrevalorizada. Tudo culpa daquele bendito passo de dança.

22/11/07

Indie Lisboa divulga nova imagem

Segundo a newsletter de divulgação, a nova imagem criada pela agência Brandia Central e traduz «a identidade matriz do IndieLisboa: profissional, apaixonada, ambiciosa, independente e de culto» a edição de 2008 acontecerá entre 24 de Abril e 4 de Maio de 2008 e terá mais uma sala à disposição do festival: o teatro Maria Matos.

21/11/07

Interpol/Kosheen: mais que coincidência?

Depois da muito falada semelhança da capa do último álbum dos Interpol «Our love to Admire» ser quase uma cópia idêntica da estréia dos Ola Podrida, eis que esta semana o site Pitchfork descobre mais uma: a artwork do album dos Kosheen «Resist» de 2001. Uma mera infeliz coincidência?

17/11/07

Os 100 melhores discos Indie, ever



Como este blogue está sempre atento às listas alheias, publico aqui a escolha da Revista Blender (última) para os 100 melhores discos indie de todos os tempos. Não curto muito o primeiro lugar não, se tivesse que escolher um Pavement para figurar nessa lista, de certeza que seria o último «Terror Twilight» de 1999 e não o primeiro «Slanted and Enchanted». Um dos álbuns preferidos desse que vos fala, o raríssimo «Exile in Guyville» de Liz Phair, ocupa a posição 35º. Na época muito polémico, pois segundo Phair, seria a resposta feminina a «Exile on Main Street», o clássico dos Rolling Stones. E quando ela disse «resposta» era mesmo a sério. Faixa a faixa.

O top five ficou assim:

01 - Pavement – Slanted And Enchanted
02 - Sonic Youth – Daydream Nation
03 - The Replacements – Let It Be
04 - R.E.M. – Murmur
05 - Pixies – Surfer Rosa

16/11/07

Goldfrapp novo


E já é conhecida, o tracklist do quarto álbum de originais dos Goldfrapp que nos deixaram decepcionadíssimos com o último «Supernature». Adrian Utley dos Portishead, participa no disco e em alguns concertos ao vivo da banda. Achamos que vem coisa boa poraí.

Seventh Tree:

01 Clowns
02 Little Bird
03 Happiness
04 Road to Somewhere
05 Eat Yourself
06 Some People
07 A&E
08 Cologne Cerrone Houdini
09 Caravan Girl
10 Monster Love


14/11/07

Canções do ano

«Isto, claro não vêm a propósito de nada/É que eu fico tão nervoso quando falo contigo/E tudo o que eu pensei hoje foi em beijar-te/Esse velho sentimento que me faz sentir renovado*»


Iluminado Jens Lekman que provavelmente fez o disco ou a canção do ano «Kanske ar jäg Kar I Dig», essa pérola errante sobre um anti-herói apaixonado.

* Numa tradução bem vagabunda, sorry.

12/11/07

Someone that cannot love

Fiz um comentário no blogue do Nuno Markl que deu para o torto, falei mal do David Fonseca e fui apedrejado por uns quantos. Até o próprio Markl respondeu. Pudera, o homem é um totem inquebrável em Portugal. Nas palavras do Markl, o David continua o mesmo gajo «porreiro, low profile e despretensioso» que ele conheceu há alguns anos. A mim, ele não engana. Continuo a acha-lo exactamente a mesma pessoa desde que o conheci. Como disse um amigo meu, é preciso acabar com alguns cânones.

10/11/07

NME - os mais «cool» de 2007


E o semanário inglês New Music Express que adora uma lista, divulgou na última edição a sua «cool list 2007» numa votação realizada entre seus leitores. Beth Ditto dos Gossip que encabeçava a lista o ano passado, este ano caiu para a nona posição e Lovefoxx dos Cansei de ser Sexy, do décimo para o terceiro. O Top Ten desse ano ficou assim:

01. Frank Carter – Gallows
02. Jamie Reynolds – Klaxons
03. Lovefoxxx – CSS
04. Ryan Jarman – The Cribs
05. Lethal Bizzle
06. Alex Turner – Arctic Monkeys
07. Kate Nash
08. Amy Winehouse
09. Beth Ditto – The Gossip
10. Keith Richards – The Rolling Stones

LITTLE MISS SUNSHINE - 1 ano em cartaz!


A notícia já tem algum tempo mas acabei de a ler e achei que seria engraçado postar isso aqui no blogue. No passado 19 de outubro o filme «Little Miss Sunshine» completou 1 ano em cartaz em São Paulo. Um ano! Teve até especial no Estadão. Me fez lembrar daqueles quase seis meses que «Cidade de Deus» esteve em cartaz por aqui. Como disse o crítico do jornal, a pequena Miss Sunshine ficou mais velha.

08/11/07

30 dias de escuridão


Interessante esta variação independente do filme de zombie. Uma cidade do Alasca onde o sol não aparece durante 30 dias durante o inverno. Uma metáfora pessimista da condição humana, em tons do mais cinzento apocalipse.

04/11/07

Brazil's hottest new act

Deu no blogue do Peter Culshaw, que escreve para o «Guardian» e «The Observer» (e que primeiro levou os Cansei de ser Sexy para a terra da Rainha) os novos Montage, que no final o próprio Culshaw pergunta: «Será Daniel [o vocalista] o Bowie brasileiro do século 21 ou está mais para Sigue Sigue Sputnik?» O artigo na íntegra, aqui.


Ainda sobre «A Invasão»

Uma frase dita por Nicole Kidman à um dos personagens que divaga sobre o quão hipócrita é a sociedade, é uma pérola de sabedoria: «Pela minha experiência quando pessoas falam sobre o que é «a verdade» elas estão a falar mais sobre elas mesmas do que sobre qualquer outra coisa»

O blogue do Fernando Meirelles

«Admiro a capacidade de abstração de diretores que conseguem pensar seus filmes de ponta a ponta com antecedência, diretores que desenham storyboards e depois cumprem à risca o que planejaram. Já tentei fazer isso, mas fico tão focado em fazer o que planejei que acabo não vendo as idéias vivas que acontecem no set. Já filmei muito como um clarinetista que toca seguindo uma partitura, hoje acho que filmo mais como jazz. Você me entende.»

Fernando Meirelles no seu interessantíssimo «Diário de Blindness»

02/11/07

Velvet Underground, cinema português, Nicole Kidman.

Essa semana ando ouvindo muito «Velvet Underground & Nico» o maravilhoso disco estréia da banda do Lou Reed. A propósito dos seus 40 anos. Parece lugar comum dizer que ouvi-lo hoje é redescobrir um disco novo, urgente, vanguarda mas é mesmo isso. A revista Blitz desse mês lhes dedica um artigo especial muito interessante, há muito tempo que não lia um artigo tão bom na revista. Para redescobrir com urgência.



Fui ver a ante-estréia desse filme português que vem ganhando prémios em festivais de cinema pelo mundo «A outra Margem» e saí de lá com a mesma opinião de todos os filmes portugueses que vi antes.Em linhas gerais, a história da amizade de um travesti com o sobrinho, um garoto de 15 anos com síndrome de Down. A premissa até é interessante e a mise-en-scène parece funcionar muito bem. Até que aparecem os actores para estragar tudo. Porque ver um bando de robôs fingindo emoções, sempre a espera de suas falas é penoso demais para se ver fechado numa sala durante duas horas. Acho que os cineastas portugueses deveriam tentar fazer cinema mudo para ver se adianta alguma coisa e parar com essa coisa irritante de achar que estão sempre fazendo «arte».
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E quando acabou a projecção de «A Invasão» com a Nicole Kidman me peguei pensando se a falta de qualquer emoção do filme era deliberada ou mera coinciência...


Radiohead, Polly Jean Harvey, Portishead e etc.

Confesso que não paguei nada pelo disco dos Radiohead «In Rainbows ». Até fui ao site e peguei o visa da carteira...mas na hora de desembolsar o dinheiro (ia dar 5€ pelo download) me senti tão manipulado pela campanha marketeira deles que desisti. É uma estupidez, claro. Mas eles foram muito mais espertos do que qualquer um nesse lance de "pague quanto você quiser", nos envolvendo nessa campanha pretensamente visionária aproveitando-se da imagem de culto criada em torno deles. E o disco até é bacana, mas eu gostava muito mais dos Radiohead antes dessa «fase» megalomaníaca, antes de todos esses clichés de «génio atormentado» que o Thom Yorke faz questão de alimentar.É uma pena que uma banda tão talentosa tenha de viver sob a sombra do disco mais importante dos anos 90. Que seja o próximo, Thom, por favor.

E ja que o assunto é decepção, aproveito para falar do disco da PJ Harvey, que em todas as entrevistas de divulgação do disco decorou uma única frase e repetiu à exaustão: « Não queria me repetir ». Não me entendam mal, eu gosto muito do disco, etéreo, delicado, contido. Mas é estranho para nós que estavamos tão acostumados com luxúria, hedonismo e rock n' roll um disco intimista de canções ao piano. É aquele típico caso que as (supostas) boas intenções já ultrapassam a música. E PJ Harvey é talentosa demais para se transformar na nova Bjork.

E segundo o blogue do Geoff Barrow, o próximo e tão esperado 4º disco dos Portishead parece que já está pronto, só falta a mixagem final. Por mais que eu tente não contar os dias minhas expectativas já estão lá na estratosfera. Entretanto para o próprio Geoff o disco está diferente de tudo o que eles ja fizeram antes. Só de imaginar que a melhor banda do mundo vai voltar dez anos depois me dá até calafrios na espinha. E agora imagine os fãs mais xiitas.


30/05/07

Alanis vs Black Eyed Peas

Eu cada vez gosto mais daquela paródia da Alanis Morissette para «My humps» dos Black Eyed Peas que muita gente anda destruindo pelos blogues da vida. Conseguir transformar os versos «What you gonna do with all that ass? All that ass inside that jeans? em boa música não é para qualquer um. Thank you, India.