31/03/07

Arcade Fire no You Tube.

Estos temas se extienden por pura necesidad a otros paralelos... como el devenir de la industria petrolera (quizá me paso en esto pero no hacen más que cantar sobre coches.. Keep the car running, No cars go..)

Comentário de um usuário do YouTube num clipe dos Arcade Fire.

19/03/07

Gossip no Texas segundo Lúcio


...Mas voltando a Beth Ditto e seu Gossip. A mulher é um furacão. Mesmo com seus 200 quilos (estou chutando, mas deve ser por aí), ela pula, dança, corre de um lado para o outro, canta ora como uma diva do Soul, ora grita que parece que vai morrer. Ao anunciar a derradeira música da noite, ela começa a fazer um vocal demente para cantar “Smells Like Teen Spirit”. Vai cantando e não pára mais. Nessa o guitarrista e o baterista já estavam simulando o hino do Nirvana, com o público cantando junto. Então no meio de “Teen Spirit”, meio que mixando, a banda entra pesada com “Standing in the Way of Control”, seu maior hit e um dos começos de música mais ensurdecedor do rock neste século. Beth então enlouqueceu de vez. Ela já tinha arrancado raivosamente o aplique que fazia longo seu cabelo curtinho. Não satisfeita... tirou a roupa. Arrancou o vestido e ficou de calcinha e sutiã pretos. Se você sabe o “tamanho” de Beth Ditto, pode imaginar o que isso significa. Dançando, gritando e pulando “Standing in the Way of Control”, aos gritos principalmente de meninas lésbicas que tomaram o lado direito do palco para conferirem sua musa, Beth Ditto no fim da canção fez um mergulho do palco na platéia... Juro! De onde eu estava não dava para ver direito o resultado do pulo, mas até agora não houve notícias de mortos e feridos no Sxsw. O “momento Beth” continuou inacreditável. Show acabado, a banda já vazando do palco e Beth fazendo o caminho de volta da platéia para o palco, sozinha, calcinha e sutiã, atravessando a barreira, se esforçando para subir no palco, recolhendo suas roupas e dando um tchauzinho para o público ainda berrando por ela, que mostrava um sorriso de satisfeita no rosto, tipo perguntando: “Entende agora porque eu fui considerada a pessoa mais cool no rock, hoje?”


Grande Lúcio sobre o concerto dos Gossip no festival texano South by Southwest

26/01/07

Ele é fodao mas eu sei que sou também!

Graças ao Gonn1000 (sempre ele) fico sabendo que os Cansei de ser Sexy finalmente vem a Lisboa. A má notícia é que é no Lux, uma discoteca «da moda» que de vez em quando dá um chilique e barra o povo na porta, sem mais nem menos. Já fui barrado uma vez e prometi que nao voltava mais. Mas voltei e entrei mais umas quatro (vá entender!). E além disso, eles geralmente nao fazem a venda típica dos bilhetes como em casas de concertos «normais» e quem vai lá só para ver a banda corre o risco de nao conseguir ver. Esta gente que acha que está em Nova York e no Studio 54 me cansa a beleza...

Please don't do me any favor, mr.intentional

Se tivesse que ir para uma ilha deserta e levar apenas dez discos, com certeza este «Miseducation» da Lauryn Hill estaria na mochila. É dos raros discos em que tudo é perfeito. Dos que se gosta na primeira audiçao e em que todas as músicas estão na ordem certa. Nunca escondi uma certa decepçao com o «Unplugged» que veio alguns anos depois. Uma espécie de sentimento de traiçao. Nestas últimas semanas tornei a ouvi-lo e agora, nesta fase da minha vida, parece que faz todo o sentido. Se eu morresse hoje, esta seria a trilha sonora da minha vida.

21/01/07

O melhor de 2006 em 2007

O segundo clipe do disco mais viciante de 2006. Ladies and Gentleman: Jealous Girl!

09/01/07

mais listas

A revista norte-americana Film Comment fez uma lista com os vinte melhores filmes de 2006 que NAO estrearam nos Estados Unidos. Interessante a lista. Mas curioso mesmo, foi ver o portugues «Juventude em Marcha» (Em ingles «Colossal Youth») do Pedro Costa em terceito lugar. Depois do «No quarto de Vanda» cortei relaçoes por tempo indeterminado com este director.

08/01/07

Apocalypse Now

Nunca fui muito com a cara do Mel Gibson. Muito pelo contrário, sempre fui um dos seus detractores mais militantes. Por diversas razoes. Nao gosto das suas opinioes fundamentalistas sobre os nao-católicos e seus filmes megalomaníacos sempre me causaram repulsa (E isto também vale para o senhor Kevin Costner). Tive que engolir isso tudo após sair completamente rendido do seu último filme «Apocalypto». Uma agonizante e espectacular saga sobre o final da civilizaçao maia. O filme tinha todos os ingredientes para ser um desastre completo mas frustrou todas as minhas expectativas. É negro, violento, grandioso e megalomaníaco. E merece ser visto muitas, muitas vezes. «Apocalypto» abre o ano cinematográfico de 2007 em grande.

02/01/07

Melhores de 2006 - descobertas e decepçoes

decepçoes...

Yeah yeah yeah's: Sei que sou um dos poucos a partilhar dessa opiniao, mas este «Show your bones» é o típico-difícil-segundo-álbum-de-uma-banda-com-uma-grande-estréia. O EP «Master» e o début «Fever to tell» de há tres anos foram tao bons que era quase impossível que eles fizessem um disco mau. Pois fizeram. Mesmo após várias audiçoes, só consigo ouvir a faixa de abertura deste álbum, «Gold Lion» (que aliás é muuuuuito parecida com uma música do Love and Rockets «No New Tale to Tell») e nada mais. A decepçao do ano de uma óptima banda.

Artic Monkeys: Claro que este nao é o pior disco de 2006. O facto de ele ocupar a primeira posiçao aqui é mais provocatório que por gosto pessoal. Até acho os rapazes simpáticos e de uma despretensao desconcertante, mas este disquinho insípido parecido com milhoes de outros e com aquele efeito de «variaçoes do mesmo tema» deveria ter sido esquecido na semana seguinte após seu lançamento. Ao invés disso, ocupou o primeiríssimo lugar nas listas das publicaçoes mais respeitadas como o melhor do ano. Ja ouvi dezenas de vezes e nao tem jeito: o disco é mesmo muito, mas muito chato. O conceito de «obra-prima» ainda vai mudar muito com a internet.


...e descobertas

Internet: Um «amém» para quem inventou o Soulseek. Até agora, o melhor programa para partilhar arquivos em mp3 que eu já usei. E eu já usei muitos. Nao troco o Soulseek por nada. Lá tem tudo, inclusive daquela banda Guatemalteca que faz rock progressivo experimental e que ninguém conhece, só voce. E o melhor de tudo: baixa álbuns em minutos!


Série TV: Ainda nao foi desta que uma sitcom tirou «Seinfeld» do topo das séries mais geniais da história. Mas este Extras quase chegou lá. Devorei o DVD com a primeira temporada (6 episódios + disco de extras) em uma noite. Da mesma equipa do «The office», a série conta as peripécias de Andy, um actor frustrado que só faz figuraçao nos filmes porque nunca conseguiu uma fala sequer para decorar. Cada episódio se passa num filme diferente e tem sempre o nome de alguém famoso (que aparece no mesmo). Os episódios «Kate Winslet» e «Samuel L. Jackson» sao a mais perfeita definiçao do que deveria ser o humor televisivo. Im-per-dí-vel!

Melhores de 2006 - os discos


Com tantos discos bons lançados em 2006, também foi difícil chegar ao TOP 5 - álbuns. Acabei por deixar de fora os Cansei de ser sexy. O disco deles é tao viciante que mais parece uma coletanea de singles. Mas já falei tanto deles por aqui que resolvi deixar que outros brilhassem. No resultado final, acabaram por ficar (sem intençao alguma) só as mulheres:

1) The gossip - standing in the way of control
2) The knife - silent shout
3) Pretty girls make graves - Élan vital
4) PJ Harvey - The peel sessions
5) Cat power - the greatest

P.S. Ouvi tanto o disco dos Gossip que já nao posso mais toca-lo. Até meu CD player já rejeita-o. E é incrível como depois do maravilhoso concerto da aula magna, o album da Cat power ficou absurdamente melhor.

Melhores de 2006 - as músicas

Quando acabei de fazer a lista dos melhores singles do ano, ja tinha 28 músicas. Que tarefa cruel foi chegar a estas 10. Mas estao aqui, as dez músicas que mais fizeram minha cabeça este ano. Com destaque para a faixa destruidora do último disco dos Gossip.

01) Standing in the way of control - Gossip
02) Like a pen - The knife
03) Get myself - The rapture
04) Work on you - MSTRKRFT
05) Willie - Cat power
06) Move - Sol Seppy
07) Harrowdown hill - Thom Yorke
08) Lets make love and listen... - Cansei de ser Sexy
09) I was a lover - Tv on the radio
10) Pass the hatched - Yo la tengo

01/01/07

Melhores de 2006 - os filmes


Quando vi a última obra-prima de Woody Allen lááá no comecinho do ano pensei logo «Este é o filme do ano» mas depois já no final, Alfonso Cuarón aparece e salva a pátria com o magnífico «Filhos do Homem». Filme completamente subestimado e ignorado em Portugal, apareceu em muitas listas de «melhores» na imprensa estrangeira. Resolvi escolher só cinco filmes, os filmes que mais me marcaram em 2006. Aqui vao eles:

1) Filhos do Homem - Alfonso Cuarón
2) Match Point - Woddy Allen
3) A Lula e a Baleia - Noah Baumbach
4) A caminho de Guatanámo - Michael Winterbottom
5) Babel - Alejandro González I?árritu

28/12/06

Clássicos esquecidos

Gostei muito de ver «I Wanna hold your hand» (No Brasil «Febre de Juventude») na lista dos cinquenta clássicos esquecidos listados pelo The Observer. Um dos filmes responsáveis pela minha paixao incondicional ao cinema. Foi realizado por Robert Zemeckis (de «Forrest Gump») logo no início da sua carreira, em 1978. E teve produçao assinada por Spielberg. O filme conta a história de alguns adolescentes fanáticos pelos Beatles que os perseguem em digressao pelos Estados Unidos. Lembrei inclusive de uma lista que eu próprio fiz há algum tempo com os meus dez filmes de todos tempos e em que ele ocupava a 4a posiçao. Uma óptima lembrança.

22/12/06

Melhores do 2006 - guilty pleasures

O cinismo nauseabundo e latente me impede de incluí-la nos melhores singles de 2006, entao vai aqui um jeito de dizer que esta foi uma das músicas mais legais que ouvi em 2006. Batida certeira, refraozinho ganchudo e vozinhas em falsete dao todo aquele clima catchy a cançao. Se nao fosse aquele clip cheio de passinhos a Menudo, «My love» seria um clássico, culpado, mas absoluto.

...E Deus fez os Arcade Fire.


Ah, finalmente uma notícia dos deuses. Já anda circulando poraí, a nova música deles, Intervention. E dizem que é linda, maravilhosa, grandiloquente. Fevereiro está aí e o novo álbum «Neon Bible» segundo o disque-disque, é ja para o início do mes. Se viesse o novo Portishead entao, aí eu já poderia morrer feliz. Feliz 2007!

20/12/06

Dia mundial do Orgasmo

«Façam-no! Contra a guerra, pela paz. Para mudar a energia do mundo. Façam-no. Contra as armas de destruiçao maciça. Pela humanidade. Pela igualdade. Façam-no. De manha, a tarde ou a noite nao importa desde que o façam. De pé ou sentados. De joelhos ou deitados. Façam-no. Uma, duas, tres ou mais vezes. As vezes que conseguirem. Sozinhos ou acompanhados. Façam-no. Na cama ou no chao. Contra a parede ou em cima do balcao. Nao interessa desde que o façam. Concentrem-se na paz. Libertem energia positiva enquanto o fazem, mas façam-no. Atinjam o primeiro orgasmo global. Façam-noooooohhh...»

A dica da "balada" é da revista/agenda cultural electrónica Le Cool.

18/12/06

Existem mulheres de todas as cores

tenho medo de virar um radical limitado e simplista. Eu explico: toda vez que entro em algum site de música, numa loja de discos ou folheio uma revista especializada qualquer, dou sempre aquela primeira vista de olhos inicial a procura do habitual: mulheres. Melhor, mulheres no vocal. Discípulas devotas de uma PJ Harvey hedonista ou simplesmente uma excentrica qualquer sussurrando/berrando a frente de um microfone. Nao importa se ela vem sozinha ou acompanhada. O antídoto sao os cromossomas xx e o vício precisa de ser alimentado. É mais forte do que eu, nao consigo evitar. Por mais que eu tenha sempre boa vontade e disposiçao para ouvir os novos Artic Monkeys da semana, as damas, como diria o chavao, always first. Caso isso fosse uma consulta psiquiátrica o analista provavelmente iria dizer que isto era resultado de uma infância povoada pelo universo feminino. Já que lá em casa eram tres (beijos mae e irmas) fora as eventuais empregadas e tias e amigas...Mulheres de todas as raças,de todas as cores, de todos os sabores. E isso foi assim desde sempre. Nada me substituiu o prazer de escutar uma voz feminina, nada. Seja ela (a voz) acompanhada de uma guitarra, um piano, ou até palavras impressas.Mesmo quando leio Virginia Woolf consigo sentir a sua voz. No site da revista Blender deste mes há uma selecçao de grandes mulheres do mundo da música. Mulheres estas (nao todas) que contribuíram para trazer um bocadinho de felicidade as nossas vidas. A estas senhoras, as mulheres da minha vida, eu dedico este texto.

(Sem qualquer ordem especifica, algumas delas: Virginia Woolf, Maria José, Beth Gibbons, Fernanda, Chan Marshall, Cris, Bette Davies, Patrícia Highsmith, Maria José Dupré, Fiona Apple, Marcia Kupstas, Denise, Marcia Fraz?o, Elisangela, Isabelle Huppert, Juliette Lewis, Polly Jean Harvey, Erica, Patricia Marx, Patti Smith, Nilda, Janis Joplin, Meryl Streep, Kathy Bates, Brenda Blethyn, Sylvia Plath, Fernanda Montenegro, Vó Ducinha, Maria da Glória Cardia de Castro, Lygia Fagundes Telles...)

15/12/06

Borat nos Globo de Ouro

Gosto de ver «Borat» naquela lista das indicaçoes ao Globo de Ouro. Nem tanto por seus méritos cinematográficos mas pelas discussoes fundamentalistas e inconsequentes sobre se isto é ou nao «cinema» que apinharam os blogues e alguma imprensa mais purista esta semana. Se ganhasse um óscar entao, aí seria a cereja no topo do bolo. Mas nao tenho nem paciencia para escrever sobre o assunto.

12/12/06

Apelo

Estou há tres dias tentando descobrir o nome da série que a Dois deu no domingo por volta das onze da noite. O episódio que eu vi, tinha a participaçao de Kate Winslet interpretando ela própria em uma roupa de freira. E foi uma das coisas mais engraçadas e geniais que eu já vi em muito tempo. Vi uns quinze minutos da série e fiquei apaixonado. A estaçao de tv, desleixada, nao disponibiliza nem no site o nome da dita cuja. Na programaçao, só consta o vago "Britcom". Se alguém que tiver a ler isto, conhece a série, dá um help aí por favor!

05/12/06

Cat Power na Aula Magna

E foi tudo aquilo que eu esperava e mais alguma coisa . O concerto da Cat Power ontem na Aula Magna foi divinal. Quando a banda entrou ja lá estava ela com seu copinho (alcool?) vagueando pelo palco. E estava maravilhosamente imprevisível como sempre: dançou, pulou, fez macaquices, sapateou (os sapatos novos eram portugueses, informou ela), reclamou do som (que estava mesmo péssimo) e até pediu desculpas pelo último concerto em Portugal (perdi alguma coisa aqui). Depois, alguém tossiu na platéia e ela parou de tocar (piano) de repente e agradeceu por avisarem-na que a música estava entediante. Aí teve música, muita música. A linda Cat nos brindou com sua voz celestial rouca-aveludada, e a Aula Magna, completamente lotada, agradeceu-lhe aplaudindo de pé. Lindo, simplesmente lindo.

01/12/06

Será que segunda-feira teremos disso?



Cat Power se despedindo do público em concerto.

Estreou «Turistas» lá fora


Hoje estréia nos EUA o filme Turistas. Uma variaçao do terror género «Hostel» só que desta vez, situado naquele país exótico e desconhecido do outro lado do atlântico: o Brazil. Com "Z". O Brasil típico do samba, da caipirinha e de pessoas muito mal-intencionadas. O Washington Post e o New York Times como era de se esperar, destruíram o filme. A classificaçao ficou com um Rated R. Isto é, menores de dezessete anos só acompanhados dos pais. Medo.
__________________

A frase de promoção no trailer é realmente uma incógnita para mim:  «...mas em um país onde vale tudo, tudo pode acontecer» Como assim, vale tudo?

UPDATE: Vi o filme hoje em Lisboa, com vários amigos, todos brasileiros e atravessávamos as paredes do constrangimento cada vez que um personagem brasileiro abria a boca. Para a próxima vez já aprendi: alugo o DVD e vejo escondido em casa.

I see dead people

Só agora fechei o ciclo Shyamalan e vi o único filme que me faltava, o mal-amado «Sinais». Continuo a achar «A vila» a sua obra-prima incontornável mas em «Sinais» estao lá todas as influencias Hitchcockianas do realizador que eu tanto gosto. Desde o genérico incial aquele final em flashbacks, que explicam toda a trama. Claro que o final nao prima pela subtileza mas os temas da fé tao frequentes na sua filmografia aqui ganha um lado mais negro. Com um Mel Gibson (tenho de admitir, em grande performance) na pele de um ex-padre que perde a fé ao mesmo tempo que perde a sua mulher.Um grande filme de um cineasta irregular porém talentoso. E que por vezes, deixa o seu lado magalomaníaco tomar frente a seus projectos, veja-se este último objecto inclassificável que foi «Lady in the Water».

30/11/06

Os mais «cool» de 2006

Até parece que eu só falo dos Cansei de se Sexy por aqui. Mas nao é isso. É que o New Music Express divulgou sua cool list de 2006, isto é, as pessoas mais legais, invejadas e descoladas (desculpa o adjectivo mas é dificil traduzir "cool") do ano e a japonesinha brasuca Love Foxxx ficou com o décimo lugar! Chique nao? Aqui vai o top ten deles:

1. Beth Ditto (The Gossip)
2. Faris Rotter (The Horrors)
3. Lily Allen
4. Jarvis Cocker
5. Karen O (Yeah Yeah Yeahs)
6. Kieren Webster (The View)
7. Kate Jackson (The Long Blondes)
8. Gerard Way (My Chemical Romance)
9. Thom Yorke (Radiohead)
10. Lovefoxxx (CSS)

06/11/06

Coisas que me fazem falta



Uma pequena sugestao para os meus amigos que estao no Brasil e que queiram me presentear:

1) A última ediçao da Plan B
2) A novíssima revista literária piauí
3) A ediçao brasileira da Rolling Stone

02/11/06

Cansei de ser sexy - no mundo

Enquanto vejo os «The Gift» dizerem poraí (le-se revista «Blitz») que agora com o disco «Fácil de entender» se «apaixonaram» pela língua portuguesa, (depois de uma carreira internacional frustrada) é com maior prazer que vejo os conterrâneos Cansei de ser sexy ganhando o mundo afora. A cada dia que passa a lista dos concertos deles lá na página do MySpace tem um lugar novo incluído. Eu que tinha visto «Barcelona» em inícios de Dezembro alimentei alguma esperança da vinda deles a Portugal mas já começo a deixar de fazer figas... O artigo abaixo é da revista «Nylon».

29/10/06

Cat Power & Nine Inch Nails

Graças aos blogues abençoados do gonn e myself respectivamente, fico sabendo dos tręs concertos dos Nine Inch Nails em Lisboa. Dias 10, 11 e 12 de fevereiro no Coliseu dos Recreios. E um pouco antes, a lindíssima Chan Marshall, escondida sobre a alcunha Cat Power dá as caras na Aula Magna dia 04 de Dezembro. Espero ver um concerto dentro dos padrőes dela: que seja imprevisível, cheio de birras, covers do Eminem, etc. E haja bolsos e haja coraçőes!

15/10/06

Lady in the Water


E de repente o ecr? fica negro e eu fico ali, estático quase em estado catatónico tentando digerir as duas horas anteriores passadas naquela sala de cinema. As pessoas começam a levantar-se e eu ainda tenho um fiapo de esperança de que tudo volte, de que seja uma brincadeira do realizador. Mas nada, os créditos continuam a correr e eu finalmente me convenço de que o filme acabou. Assim, num piscar de olhos e sem o famoso twist final ? Shyamalan. E dado um certo momento eu estive sempre a espera dele, a espera de uma explicaçăo, de que algo fizesse sentido ŕ todas aquelas imagens desconexas e pertubadoras (de certo modo) que eu acabava de presenciar. A certa altura do filme a personagem de Shyamalan (o próprio) pergunta «E se ele for tăo importante e mudar o mundo a ponto de năo ser compreendido no seu tempo?» «ele» no filme, é o livro que a personagem está a escrever, «ele» para nós espectadores é o «filme» que estamos a presenciar. Se era esta a pergunta que Shyamalan queria nos debitar, parece-me auto-indulgente demais.

Música Pop

E a Beyoncé ganhou capas das mais variadas publicaçőes este męs, inclusive de algumas muito respeitadas como a minha revista estrangeira favorita, a Blender. Aqui em Portugal foi capa do quarto número da Blitz e no Y de há duas semanas (capa: Justin Timberlake) ganhou destaque especial, junto a outras estrelas pop: Justin, Aguilera, Paris Hilton e Kelis. No artigo do Y, Vitor Belanciano, analisava cada álbum sem um pingo de arrogancia intelectual. Abria ja polémico, dizendo que Timberlake ia «revolucionar a música pop». Depois, atribuía nota sete (7/10) ao disco da Beyoncé e que a estréia da Paris Hilton «famosa por existir» năo era assim tăo mau. Eu, céptico por natureza, fui curioso ouvir os disquinhos aos quais ele tanto falava. Excepto Aguilera e Paris Hilton, claro. Porque ninguém é de ferro.O Veredicto? o album do Justin realmente tem seus méritos, năo encontrei os oito potenciais singles que o Belanciano diz mas pelo menos tręs músicas bacanas tem. Uma delas, a deliciosamente pop «I Love you». Beyoncé: disco produzido demais, gritado demais. É dificil encontrar alguma diferença entre este álbum e qualquer outro que passe na MTV, salva-se o groove do single de estréia: «Deja vu». Kelis: Realmente, năo é o tipo de som que faz minha cabecinha preconceituosa, achei que eram todas versőes da mesma música e ninguém se deu conta...


E por falar nisso...


Alguém ja reparou que em todo «dueto» que a Beyoncé faz com Jay-Z («Deja vu», «Crazy in love» etc..) antes da música começar, um deles pergunta ao outro «Are you ready?» ?! Pérai, como assim?? Eles já năo ensaiaram aquilo exaustivamente antes?


UM GRANDE WOODY ALLEN



Chris: «Mas ela [a irmă] é tăo bonita quanto vocę?»

Nola: «Eu năo sou bonita, sou sexy»


Ah, que bom ver um grande filme do Woody Allen de novo. Sem aqueles histerismos e neuroses existenciais que lhe é tăo comum.«Match Point» é um magnifíco filme, um belo tratado sobre a culpa e a moral ou o «crime sem castigo» como disse alguém. Depois daquele fiasco horroroso do ano passado «Melinda e Melinda» ninguém esperava que ele voltaria em tăo bela forma. É Woody Allen sério, tăo soturno quanto o Woody de «Another woman».

SEM MELHORES DE 2005 [em 09-01-06]


Resolvi năo fazer lista de melhores este ano. Num ano em que os Arcade Fire foram unânimes em quase toda lista, seria redundante dizer que eles fizeram o disco mais vibrante em anos: Funeral. Eu năo me empolgava assim com um disco desde Stories from the city... da deusa PJ Harvey e isso foi no ano de 2000. Acho que Funeral é aquilo que os críticos brasileiros gostam de chamar de "divisor de águas" aqueles discos que balançam tudo e definem uma época. Assim foi Nervermind dos Nirvana ou OK Computer dos Radiohead. Depois aparecem mil e duzentas bandas iguais e tudo volta ao normal. Posso estar falando uma grande bobagem mas se os Arcade Fire acabassem agora eles seriam lembrados como mitos, a maravilhosa banda que arriscou tudo e ousou fazer um disco perfeito, um legado para história do rock. Mas só o tempo será justo com eles.
Também năo vou fazer lista de filmes. Por duas razőes: Nem Brokeback Mountain do Ang Lee nem A History of Violence do Cronenberg estrearam ainda em Portugal. Acho injusto fazer uma lista com títulos que deram nas vistas em 2005 sem ter visto pelo menos estes dois. Caché de Michael Haneke era outro ao qual tinha grandes expectativas mas que, finalmente já amanhă estreia por cá. Queria só chamar a atençăo para dois filmes que saíram em DVD recentemente e năo tiveram muita atençăo da imprensa mas que merecem serem vistos:
O Fardo Amor - A adaptaçăo do livro homónimo de Ian McEwan onde depois de presenciar um acidente de balăo, a vida de um homem comum se transforma num verdadeiro caos.
O Restaurante - O dia-a-dia dos empregados de um restaurante que está prestes a fechar as portas e a luta de cada um a tentar seguir com a vida para frente. Uma maravilha de diálogos em um filme sublime de baixo orçamento e filmado com camera digital.
P.S. Para năo dizer que só ouvi Arcade Fire este ano, Antony and the Johnsons e Julliette & the Licks também habitaram meu CD player este ano.
A FRAQUEZA DO PENSAMENTO
«Oh, meu Deus,o mistério da vida - a fraqueza do pensamento! A ignorância da humanidade! Vou contar algumas das coisas que tenho perdido,o que basta para mostrar como controlamos pouco o que possuímos - como é precária a nossa vida após todos estes séculos de civilizaçăo; dessas coisas perdidas misteriosamente - que gato as teria levado,que rato as terá roído? ...»
Virginia Woolf em «A Marca na Parede»


COINCIDĘNCIAS
Sabe quando alguém te fala sobre algo ao qual vocę nunca tinha reparado antes e de repente isso começa a lhe saltar ŕs vistas a todo instante? A primeira reacçăo óbvia e crédula é pensar: «Talvez isso seja um sinal». E talvez seja mesmo. Comigo isso acontece incessantemente, esta semana foi com Jane Austen e o seu «Orgulho e Preconceito». E depois deste texto AQUI acho que tenho mesmo de lę-lo.É agora ou nunca.
A DESCIDA - para morrer (mesmo) de medo.
Qualquer cinéfilo que como eu, passou a infância vendo filmes de terror escondido dos pais, tęem hoje um certo culto por filmes do género. Claro que o cinismo as vezes impede de assumir mas a verdade é que todo fă de cinema adora um levar uns bons sustos, daqueles de fazer perder noites de sono. Há última vez que isso aconteceu comigo foi há anos, com The Blair Witch Project, filme de muito culto e ódios de estimaçăo que, lembro-me na época, ter me deixado impressionadíssimo com o seu realismo. Dia 29/12 (para fechar um ano de vacas magras com chave de ouro) fui ver a estreia de A Descida, a segunda obra do realizador inglęs Neil Marshall. O filme que, a partida tem uma história banal que se conta em duas linhas, revela-se uma teia de intrigas e relaçőes humanas que săo postas ŕ prova ao limite do insuportável. O Clima de claustrofobia e tensăo que o realizador cria é perturbador e de fazer se contorcer na cadeira. Estreou timidamente em uma sala do Alvaláxia e esta semana já está em duas delas. É um daqueles filmes que só o boca-a-boca lhe fará a devida justiça apesar da sensaçăo que esta causando em alguns festivais de cinema pelo mundo. Para descobrir urgentemente e se preparar para morrer de medo. [em 09.01.06]
» Consegue imaginar Almodóvar a fazer filmes pornográficos? Acho que seria algo do calibre disso.
8.01.06 - ODETE o grande embuste do ano
Para quem viu O Fantasma a obra anterior de Joăo Pedro Rodrigues năo custa tanto o visionamento desta sua segunda (e badalada) longa-metragem. O problema de Odete é que tudo parece demasiado mecânico e superficial quase beirando a caricatura. A cena final é tăo patética que é dificil controlar os risos. Uma coisa que me incomoda muito no cinema portuguęs é aquela actuaçăo robotizada, inverossímel como se estivessem todos ŕ espera das suas falas. Em Odete há uma colecçăo delas, principalmente da sua actriz principal. E lá pelas tantas já se sabe como vai acabar este filme tirado dos manuais-de-filmes-de-autor. Mas nem tudo é mau nesta fita, há alguns planos interessantes (como os iniciais no supermercado) mas o esforço cabotino de se "fazer cinema" cansa. Rodrigues disse ŕ Premiere que aprende-se fazer cinema vendo filmes, acho que ele ainda năo viu filmes suficientes.
25.12.05 - "O ESTILO GAY" segundo a REVISTA SÁBADO


Revistas semanais de opiniăo săo quase sempre tendenciosas e as vezes até sensacionalistas. Muitas vezes resultam melhor como peça de consultório odontológico do que como fonte informativa. Claro que a discussăo năo é tăo estreita assim quanto parece, mas a verdade é que com a massificaçăo da internet muitas delas tem de caçar agulha em palheiro para sobreviver ao bombardeio diário de informaçőes. Sempre fico irritado quando as revistas năo tem assunto e metem lá uma chamada bombástica de capa: "Portugueses săo os mais infelizes da Europa". Esta semana pela primeira vez li a Sábado, revista semanal que por vezes lembra a Veja (quando esta se leva muito a sério). E lá estava outra chamada sensacionalista alegando um suposto estilo de vida homossexual: "O Estilo gay está na moda" Por momentos tive a sensaçăo de estar lendo publicidade paga pelos proprietários do Lux (que também săo donos do Papaçorda, Bica do Sapato e Frágil todos muito citados na "matéria de capa") mas năo da para levar demasiado a sério artigos de opiniăo como este.


O Lobby Gay, segundo a revista Sábado:


«Nas novas geraçőes,a integraçăo dos homossexuais năo se está a fazer pela via política mas antes por dois eixos básicos do capitalismo:o consumo e a imagem»

«Na verdade a nova cultura gay năo é assim tăo exibicionista. E năo se limitou a contagiar os hábitos de beleza dos heteros portugueses (...) Tem a ver com quem se dăo e onde văo»

« Há uma catedral em Lisboa para esta nova síntese urbana: a discoteca Lux...»

«...Os heterossexuais que cultivam a modernidade e o espírito progressista querem estar lá [No Lux] para se banharem na onda de glamour.Lá onde, segundo o jornal inglęs The Guardian, os truly gorgeous se juntam (...) e bebem gim tónico e vodca-limăo»

«É o universo homossexual que define hoje o que é a beleza (...) É verdade que săo os gays que impőem um certo look helénico que está em voga»


Só uma coisa irrita mais do que o militante fanático, săo os clichés-ambulantes que andam poraí a escrever bobagens como esta.



12.12.05 - NÁRNIA

Quase obrigado fui ver "As Crônicas de Narnia" na sexta-feira com alguns amigos. E digo quase obrigado năo por achar que "năo era filme para mim", mas porque eu năo sabia absolutamente nada sobre o filme e pelas fotos pensei se tratar de uma ficçăo-científica ambiciosa e histérica.Coisa para a qual năo tenho pacięncia nenhuma. Na primeira hora fico impressionadissímo com o lirismo lúdico do filme e "O feiticeiro de Oz" ja me vem ŕ cabeça. O cuidado técnico das animaçőes, aquele tom onírico de fábula...O cepticismo habitual ja tinha ido para o espaço. Mas da segunda metade para o final o filme revela toda sua fragilidade de argumento e se arrasta por mais algumas dezenas de (intermináveis) minutos. Aquela batalha final é totalmente despropositada, e a măo pesada da Disney está bem assente naquela cena da "beatificaçăo" dos "reizinhos" (Aquilo podia funcionar bem no Rei Arthur...). Deve ser por isso que o autor dos livros nunca autorizou a adaptaçăo para o cinema dos seus contos. Acho que na măo de Tim Burton isto seria muito mais que um espectáculo cinematográfico de encher os olhos.


4.12.05 - AS LISTAS


Fim do ano se aproximando e ja começam a pulular listas por todo o lado. Sem ser propriamente uma lista de melhores mas (a desconstruçăo do cinismo) sobre elas, é com imenso prazer que leio a coluna do Ricardo Calil no site no mínimo sobre a presunçăo dos que nos impőem os seus "melhores filmes de sempre" ignorando a sua própria história. Devo dizer que "Willy Wonka & the Chocolate Factory" (o primeiro de 1971) assim como para o Ricardo é também o meu "Pontenkim" pessoal. O texto todo dá para ler clicando AQUI.

2.12.05 PROOF - ENTRE O GÉNIO E A LOUCURA

Nos primeiros dez minutos de filme ja armei a crista:Porque é que todo suposto gęnio (incompreendido,claro) tem de ser sisudo, depressivo a beira da loucura e todo o universo a sua volta năo fazer o menor sentido? Nenhum realizador, mesmo com as melhores intençoes, consegue fazer engolir esta balela pela septuagésima vez. Nem Gwyneth Paltrow (com sua sensualidade assexuada) nem Jake Gyllenhaal (em piloto automático) dăo alguma dignidade a este filme presivível e com óbvias pretensőes a oscar. O que resta entăo ? Nada. Lamentar que ainda existam projectos insólitos e acéfalos como este, em que duas horas de suposto entretenimenmto acabem por ser aborrecimento a brava.


MICKYBO E EU

Ontém vi toda minha infância passar num pequeno e belo filme (que acaba de sair em DVD) vindo da Irlanda: Mickybo & Eu. Năo passou pelos cinemas em Portugal e vai continuar a ser ignorado nos clubes de vídeo da vida. Mickybo & Eu conta a história de uma amizade entre dois meninos que moram na mesma cidade (Belfast) mas separados por uma ponte da discórdia: de um lado católicos, do outro protestantes e é neste cenário que cresce uma grande relaçăo entre os dois. Mickybo é pura pólvora, enérgico,corajoso, pronto a explodir. Jonjo é introspectivo, inseguro e ingęnuo. Um dia vęm Butch Cassidy and the Sundance Kid e tudo muda. Uma pequena pérola cinematográfica a ser descoberta.

27.11.05 - LIVROS E BRITNEY SPEARS
No DNA de duas sextas atrás, o seu editor, Pedro rolo Duarte, proferiu um editorial, no mínimo curioso. Disse que sabia que a frase era desarmante mas que "năo lia imenso". Começava a ler um livro e se encontrasse outro mais interessante parava de ler este e começava outro. As vezes nem retornava ŕ leitura do anterior. E eu que me sentia péssimo quando tentava pela nonagésima vez acabar A Náusea do Sartre agora estou muito mais aliviado... Por falar em livros, um dia deste li uma critica a propósito de um cd qualquer, que dizia que uma banda nunca devia por uma grande música no início de um álbum porque as expectativas para as restantes faixas seriam bem maiores. Isso fez-me lembrar do Michael Cunningham que acabou de pôr livro novo nos escaparates. Quando acabei de ler As horas pensei: Tenho que ler tudo o que este senhor ja escreveu. E lá fui eu me aventurar nos seus dois romances anteriores, Sangue do meu Sangue e Uma casa no fim do mundo (este último, uma bela e ignorada adaptaçăo para o cinema). E parecem todos variaçőes do mesmo livro.Cunningham consegue como poucos descrever o abismo de emoçoes que é a natureza humana mas escreve pesado, nota-se um imenso esforço em se parecer grande. Tenho a impressăo de que As Horas năo seria o fabuloso livro que é se năo existisse Mrs Dalloway por trás. Parece que está sempre sob a sombra deste. No seu último Dias Exemplares (que demorou sete anos a ser escrito, assim como Uma Casa..) há também um importante autor na penumbra:Walt Whitman. Perguntado pelo DN:"Teve Virginia Wolf n`As Horas.Agora Walt Withman. Vai precisar de outro escritor no próximo livro?" ele respondeu: "Năo. É como as mulheres a fazer bolos em As Horas e Uma Casa...Só faço estas coisas duas vezes. Năo me repito mais...É a minha conta!" Entăo tá.
***
Dia destes encontrei o vocalista de uma nova banda emergente do mundinho "indie" portuguęs numa outra actividade laboral minha a qual ele frequenta. Quis fazer uma social e soltei esta: "Ouvi o teu disco,gostei. Muito bem produzido" e ele com a maior cara de indiferença superstar do mundo respondeu... "Fixe" e me deixou com cara de palhaço em pose de tiro ao alvo. Nunca demorei tanto a me arrepender das asneiradas que falo mas desta vez năo passei dos tręs segundos...
E fiquei chocado quando vi que a Britney já tem filho! Ela năo era virgem?? Năo foi ontém que ela beijou a Madonna? De onde veio este filho? Alguém a viu grávida? Respostas para o meu e-mail por favor.
AS CONFISSŐES DE MADONNA
Năo consigo passar da faixa cinco do último disco da Madonna. A primeira metade do disco é tăo boa que podiam tirar as outras sete faixas restantes. Na primeira audiçăo torci o nariz, mas ja me deixei render pelos loops setentistas do álbum. O melhor de tudo foi um trecho da crítica que saiu na FOLHA e que transcrevo aqui:
«Confessions on a Dance Floor» năo parece um disco feito por uma mulher de 47 anos, măe de dois filhos, casada com um cineasta medíocre e que vive num castelo no interior da Inglaterra e passa o tempo escrevendo livros infantis. "Confessions on a Dance Floor" parece um disco feito por uma jovem cantora saída da puberdade, hedonista, casada com Sean Penn, freqüentadora dos clubes nova-iorquinos e alvo da Igreja ao cantar "Like a Virgin" com um vestido de noiva.

10.11.05 - CANTAR EM INGLĘS
Para qualquer brasileiro, minimamente interessado em música, que caia de pára-quedas em Portugal, constatar que 90% das bandas pop/rock portuguesas cantam em inglęs é no mínimo a coisa mais estranha do mundo. Soa como uma espécie de traiçăo: como se os "pais" da nossa língua mestre (e peço perdăo pelo lugar-comum) nos desse uma apunhalada pelas costas. Năo quero que isto pareça um planfeto fundamentalista da língua portuguesa, năo sou nenhum purista, estou longe disso mas acho que cantar em inglęs para se divertir, fazer covers etc. é completamente diferente de compôr (pensar) em uma lingua que năo é a nossa. O "Y" da semana passada deu capa ŕquele sujeito que cantava nos Silence 4, David Fonseca, a respeito do seu segundo disco a solo Our hearts will beat as one. A entrevista é uma piada: o homem fala empolado, respira pretensăo (sim, este maldito adjectivo) e tem aquele discurso elitista de "só a arte me interessa". Abaixo, seleccionei algumas das suas pérolas: "...Se a lucidez se perder, pode-se cair na tentaçăo de fazer coisas a que năo se compreendam muito bem o que săo.No limite, tornam-se um exercicio de estilo." "...Muitas bandas gostam de álbuns mais abertos no ínicio,mais fechados no meio e abertos novamente no fim.Eu gosto mais de montanhas." "...Năo tenho muita criatividade para inventar personagens.Acho mais divertido subverter o artista que está aqui" "Ainda hoje năo sei como é possível que as pessoas tenham tanto acesso ŕ minha música e que gostem dela, porque minha atitude năo é tăo facilitista quanto a maior parte do que se encontra num meio mainstream" "Sou horrível a ver DVDs. Se estiver com mais pessoas e passar por uma cena que me interesse, paro tudo e volto atrás para perceber como foi montada. Por vezes gostava de ver cinema como alguns amigos meus, que absorvem simplesmente a história.Eu presto atençăo a vários factores,o que é inevitavel, dado que os estudei" Como dizem lá no Brasil: Ninguém merece.
CARTAZ NO MCDONALDS
E um amigo que veio de férias da Alemanha ficou pasmo com o cartaz que exibia o McDonalds: "GOD SAVE THE DRAG QUEENS".

GIRL FROM IPANEMA GOES TO GREENLAND

Năo percebo a histeria em torno do filme "Alice". Parece até heresia esboçar qualquer comentário depreciativo sobre o filme mas a verdade é que este filme está longe da genialidade que estăo a lhe conferir. Acho que vou ser crucificado por escrever isto, mas este barulho todo me cheira a um certo orgulho ferido que quer fazer justiça com este pequeno ovni que aterrou no meio de tanta porcaria que o cinema portuguęs produz. E as listas năo param: a revista americana Total Film elegeu "Goodfellas" de Scorsese como o melhor filme de sempre. Uma outra revista também escolheu o filme mais assustador de sempre "The texas chainsaw massacre" de Tobe Hopper. Este sim (justiça seja feita) o objecto mais aterrador da história do cinema. O seu recente remake repleto de carinhas bonitas năo tem um décimo da perversidade do original. Há dois anos, passou nas sessőes da meia-noite do Cinema Paraíso antes de este (voltar) especializar-se em cinema pornográfico. E por falar em pornografia, parece que a gorvenadora do Rio de Janeiro encontrou a soluçăo definitiva para acabar com o turismo sexual: acabaram-se os postais com mulheres nuas e bronzeadas. A governadora tem 30 dias para decidir se aprova ou năo o projecto redigido pela assembléia do estado. Finalmente, a prostituiçăo está com seus dias contados!

29.10.05 - A MELHOR MÚSICA DE TODOS OS TEMPOS
Há pouco tempo o vocalista dos Coldplay,Chris Martin disse a um jornalista brasileiro que provavelmente "Rebellion lies" dos Arcade Fire era a melhor música de todos os tempos. Claro que é um bocado exagero dizer isto assim sem pestanejar, mas é quase isto. Năo é a melhor, mas quando estou a ouvi-la penso: "Esta é a melhor música do mundo". Pus-me a pensar qual seria a MELHOR música para mim e cheguei a conclusăo que precisaria defender uma tese para tal. Mas como năo podia deixar de ser, pensei em dez músicas, as minhas dez melhores, as dez melhores de todos os tempos da última semana.
01) Venus in furs - Velvet Underground
02) Free money - Patti Smith
03) Sour times - Portishead
04) For no one - Beatles
05) There goes my gun - Pixies 0
06) A Perfect Day Elise - PJ Harvey
07) Bodies - Smashing Pumpkins
08) Last Goodbye - Jeff Buckley
09) Rock lobster - B-52`s
10) Closer - Nine Inch Nails

28.10.05 - PRIMAL SCREAM vs NIRVANA
Em 1991 os Primal Scream lançaram o que muitos consideram o álbum responsável por aquela fusăo rock/electronica que defi- niu a música dita "alternativa" nos anos 90 e poraí afora. O disco era screamadelica e eu era apenas um rapazinho de 10 anos que assistia Xou da Xuxa. Em novembro do ano passado os PS abriram o maravilhoso concerto da deusa PJ Harvey em Săo Paulo e saí de lá com a impressăo de que eles tocaram 38 versőes da mesma música. Hoje estava lendo um texto muito interessante num e-zine sobre os discos que mudaram a história do rock e este screamadelica vinha logo após o petardo revolucionário que foi Nevermind. Eu fiquei pensando no abismo que separam os dois discos e as duas bandas. Enquanto os Nirvana deixaram um legado para a história do rock,uma espécie de Pixies em upgrade, um álbum inovador em todos os sentidos e que influęnciou uma data de bandas, para o bem ou para o mal , os PS produzem discos que requentam fórmulas anteriores e envelhecem a cada estaçăo. Moral da história? Năo basta ser diferente tem de ter talento.
16.10.05 - BONS, NOVOS E MAUS
Parece que o Madonna novo vai ter uma premiere em Lisboa no evento da MTV que acontece no Pavilhăo dia 03. A música, como disse um site brasileiro, parece "As 7 melhores da Pan" E o novo filme (?) do Gus Van Sant Last Days que se inspira nos últimos dias de Kurt Cobain é um grande teste de pacięncia. Os năo-iniciados que esperam encontrar uma narrativa convencional que se preparem. Basta ver Elephant e Gerry do mesmo realizador para ter uma idéia do que o espera. Ah, e os Arcade Fire... o que săo aquela gente?! Eles provavelmente fizeram o disco mais sensacional (me falta o adjectivo aqui) dos últimos anos! Eu vi o concerto deles aqui em Portugal pela net (ah, as maravilhas que a internet proporciona) e fiquei estarrecido com a insanidade deles ao vivo. Săo um septeto, canadenses e completamente geniais. O jornalista brasileiro Alvaro Pereira Júnior definiu bem "Acostume-se a esta mistura de Pixies com Talking Heads com fanfarra escolar".Esta banda vale ouro.
MARIA QUEM? (ou o preço da fama em Portugal)
Semana passada presenciei uma cena que jamais aconteceria no Brasil. Aquela actriz que ficou famosa lá na minha terra, a Maria Joăo Bastos,aparece aos berros ao telemóvel numa agęncia dos correios completamente cheia de gente. Estava um bocado estressada e gritava com quem estava do lado de lá do telefone. Ao fundo, um pôster imenso na parede com uma foto sua a fazer propaganda para uma nova modalidade de enviar cartas.E ninguém, ninguém olhou para ela.
MOVIES OF THE 90`S

Caiu em minhas măos a última ediçăo da Taschen para os movies of the que abrangeu as décadas de 70 e 80. Agora numa ediçăo de formato um bocado menor que as outras e por um preço convidativo (8,99 ) saiu a década Tarantinesca. Os 90 que ele ajudou a definir tăo bem com o seu Pulp Fiction. Talvez o filme mais importante (e mais copiado) desta década. Curiosamente a capa (e o destaque) foi para o "O Silencio dos inocentes" o thriller psicológico de Jonathan Demme.Claro que listas como estas săo sempre complicadas porque săo muito subjectivas,mas fez falta o sublime "Segredos e Mentiras" do Mike Leigh. Um dos mais belos filmes de sempre.


6.9.05 A MÚSICA DO DIA


Nada como uma música daquelas acachapantes que năo te batia há décadas. Daquelas de fazer valer o dia. Hoje ouvi "Triumphant" a faixa que abre o último disco dos noruegueses Royksopp.É linda, urgente, dramatica. As notas do piano sobem e vocę sabe que está lá.E que vem vindo. Banda sonora para coraçőes despedaçados. Linda, Linda, Linda.


DE TANTO BATER MEU CORAÇĂO PAROU

Tom, 28 anos, melómano e agente imobiliário. Um encontro com um antigo professor o faz despertar ao passado (que o tirou a măe):ser um grandiodo pianista como ela era. Através de aulas com uma chinesa que năo fala uma palavra em francęs,Tom, as vezes brutal as vezes sublime,só tem a música como forma de comunicaçăo. De tanto bater meu coraçăo parou é um pequeno belo filme que começa em grande e depois cede aos clichęs do suspense nos minutos finais. Mas com um título belo e poético como este todos os pecados săo perdoados.

5.9.05 AMOR DE VERĂO (MY SUMMER OF LOVE)
Hoje vi o tăo aclamado filme que encerrou o Indielisboa deste ano. Aliás, constar na programaçăo do festival já era um "passaporte" para chegar até o filme. Que grande Ilusăo. O filme segue os mesmos passos do Heavenly Creatures (Literalmente:a cena final no lago) mas năo tem um décimo da subtileza do filme de Peter Jackson. A Direcçăo é pesada, o filme se arrasta por uma hora e meia e a aquela crítica social simplista ja năo funciona. Amor de Verăo é um sério candidato a filme-bocejo do ano.
NOVO FIONA!

Segundo o site oficial o álbum novo, Extraordinary Machine, sai a 04 de outubro. As faixas, para desespero da bela Fiona, já estăo todas na net. Segundo li, as críticas a estas cançőes disponiveis online foram muito boas. Eu confesso que ainda năo me rendi ao novo disco, o meu lado xiita estava a espera de algo tăo bom quanto o seminal Tidal. Esperta, a gravadora já mandou avisar que as faixas ainda năo estavam acabadas e blá blá blá. Caso semelhante aconteceu ao Hail to the thief dos Radiohead, o album já estava todo na internet meses antes do seu lançamento, mas quando o álbum oficial saiu era exactamente igual ŕs faixas pirateadas.
FREE WINONA FRANCHISING


Pobre Tom.
Depois de fazer umas figuras de parvo na tv por conta do seu último grande amor, a actriz Katie Holmes, tem sido alvo de piadas de todo tipo e de toda gente. A última, veio da fulana de tal que, inspirada no caso mediático de 2002 quando a actriz Winona-cola-nas-măos-Ryder foi presa, lançou a "campanha" FREE KATIE em dezenas de T-shirts e até um site, que ja se tornou em um dos mais visitados da rede. É o tal preço da fama. Literalmente .

27.8.05 - O MEU BLOG FAVORITO
- Mamăe, esta digital é genial.Vamos fazer um fotolog para colocar as fotos de nossas viagens. Papai vai amar!
- Năo fode, Gabriela!
JULIETTE & THE LICKS
E o disco da Juliette & The Licks esta bombamdo no meu CD player. Parece uma mistura de PJ Harvey dos infernos com Yeah Yeah Yeahs comportado (percebeu?). E eu andava a procura daquele filme Strange Days em que ela canta uma música (linda, linda) da PJ e ontém finalmente assiti. Queria ver só a tal e cena e pimba! fiquei agarrado ao filme. Nova Iorque apocaliptico, mulheres poderosas, perseguiçőes espectaculares... Valeu a pena desenterrar aquela cópia velha empoeirada das trevas. Ô se valeu.
25.8.05 - PJ & JOSH
Eu, cada vez eu fico mais viciado naquele disquinho danado de bom que é o Desert sessions 9 & 10 que tem a ultrameganinfodeusa PJ HARVEY (sim, em maiúsculas) e o Josh Homme dos Queens of the Stone Age. E nada me tira da cabeça que o Josh ta fazendo a Polly. Filho da măe.
[ Seg, Nov 22, 2004 ] O PREPUCIO TÁ DE FÉRIAS NO BRASIL, TA PENSANDO O QUE?

Quer o quę? também sou filho de, ops... Deus. Caralho! Caralho năo, meu nome é Zé Pequeno, porra!! E um amigo meu ja tinha avisado antes de eu embarcar: "Se prepara para o choque!" já sei do que ele estava falando: uma coxinha tá custando R$2! E imigrante sofre...é foda! Fiquei 1 hora correndo debaixo de chuva torrencial,no melhor estilo Magnólia, por Săo Paulo atrás de fotos 3x4... porque as que eu trazia (5x7) năo serviam... Imigrante sofre. Até no próprio país! E Săo Paulo esta mais cara do que nunca...alguém aí ja pagou 15 paus por um cinema?! Nem eu!! Mas o concerto da Pj Harvey foi ma-ra-vi-lho-so. Ela até falou. E foi impressăo minha (ou ignorancia mesmo) ou o Primal Scream cantou 36 versőes da mesma música? Cd's do Primal de presente por favor!! E o melhor título para a resenha de um filme que eu li aqui, foi o do site nominimo para o filme "Nina": Dotoiévski fashion week. Genial. Entăo ficamos assim, se eu năo aparecer por aqui até o fim do męs, estarei lá,do outro lado, dia 05. E faça como a Danuza Leăo:năo me peça relatório de viagem. Por favor!
LISTINHA! LISTINHA! OS MELHORES DO ANO, CLARO.
Năo via a hora de eleger os meus melhores de 2004. Já andei espreitanto as listas alheias e acho que andei vendo e ouvindo coisas erradas este ano. Porque é que todo o mundo diz que o album dos Franz Ferdinand foi o melhor do ano?
CINEMA
Bom, quanto aos filmes acho que 2004 foi um ano de graça, muita coisa boa no cinema, com destaque para o 2ş semestre de onde vieram as melhores películas. O meu top 5 do ano, depois de muita escolha, ficou assim:
Despertar da mente (Eternal sunshine of the Spotless Mind) de Michel Gondry
Antes do Anoitecer (Before Sunset) de Richard Linklater
Pedaços de uma vida (Pieces of April)
Os Sonhadores (The Dreamers) de Bernardo Bertolucci
Os Friedman (Capturing the Friedmans) documentário.
DISCOS
O melhor album do ano para mim, só foi ouvido um unica vez e ja esta no topo da lista. A propósito, eu nem o tenho ainda. Se alguém quiser aproveitar que o Natal esta aí e tal...
1ş "Soul Strata" I Wolf
2ş "Talkie Walkie" Air
3ş "Sonic Nurse" Sonic Youth
4ş "Uh huh her" PJ Harvey (e o melhor concerto do ano também em Săo Paulo)
5ş "Fever to tell" Yeah, yeah yeahs
MÚSICAS
Se existir música mais linda do que aquela versăo que o Beck fez para o filme do Charlie kauffman, mande avisar, por favor.
Everybody gotta learn sometimes - Beck
A sorta fairytale - Tori Amos
The letter - PJ Harvey
Positivity - I Wolf
Cherry blossom girl - Air
...E OS PIORES TAMBÉM
Năo resisti, tinha que meter o pau também. Como disse o grande Diogo Mainardi na Trip "É melhor destruir do que construir algo". Brazilian humour, of course!
concerto: Pixies no Tejo (dói dizer isso, mas essa volta caça-níqueis deles năo enganou a ninguém).
final de livro: as duas últimas páginas do "Código da Vinci" conseguem destruir toda a engenhosidade das 533 anteriores.
humor: É vanguarda e muito genial ou "Levanta-te e ri" é a coisa mais pirosa e sem-graça da década?
loja de disco: Na verdade, a CARBONO ainda é a minha loja de discos preferida, mas já nao tenho paciencia para a arrogância e falta de educaçăo do povo que trabalha lá. Se a NEON RECORDS tivesse um bom acervo de usados...
disco inaudível do ano: Bjork, nós te amamos, mas esse foi difícil de engolir.
PORTUGUĘS DE PORTUGAL
Estava hoje eu a ler a coluna do grande conterrâneo Luís fernando Verissímo que sai aos sábados no Expresso e que falava sobre "apelidos" e fiquei a me perguntar quantas pessoas iriam perceber que o "apelido" do qual ele falava năo era o mesmo "apelido" daqui de Portugal: sobrenome. Poisé, o nosso apelido aqui é "alcunha". Lembrei-me um episódio hilário que aconteceu comigo e com uma amiga, a Denise, na nossa primeira semana em terras lusas. Estavamos preenchendo algumas fichas para emprego e onde pediam "apelido" năo exitamos nem um minuto: "Well" e "Dę".
TODO O MUNDO TEM UM BLOG
Ainda năo percebi o repudio da imprensa portuguesa,dos jornalistas ditos "sérios" em relaçăo aos blogues. Sim, porque um blogue năo passa de um fanzine... electrônico. Porque é que só começou a incomodar quando passou do papel para a rede?? Năo entendo aquelas crônicas inquisidoras que leio constantemente nos jornais...Algumas só faltam acabar com um "No tempo do Salazar as coisas eram diferentes!" Até o Tarantino tem um blogue! olha lá: www.qtdiary.blogspot.com
[ Qui, Dez 16, 2004 ] UM CD NOVO E INTRIGANTE E OS MELHORES DO ANO
Hoje saí de casa com idéia fixa: comprar um cd para fazer valer o dia. Fui até minha loja preferida,a carbono (que năo deixo link porque ainda săo muito esnobes e arrogantes) e pensei: tem que ser cantado por mulher (e ela tem de ser perturbada, feia e escrever as letras) tem que ter guitarra (nada indie, nada hardcore) e năo pode se parecer com nada. Claro que năo encontrei. Saí de lá com um disco dos Kent, outro da Tori Amos e um dos Mono, que é uma mistura de Portishead com Hooverphonic. Năo ganhei o dia mas pelo menos descobri o melhor disco deste ano: "Soul Strata" dos I Wolf. Năo sei quem săo, nem de onde vieram. Mas é bom, muito bom. Bom demais para ser verdade.
[ Sex, Jul 30, 2004 ] País de merda
Mando um texto que saiu na Trip por e-mail para vários amigos brasileiros. Era um artigo escrito na primeira pessoa sobre a burguesia brasileira e uma nova mania elitista que é a de se exibir mostrando ser um bom entendedor de vinhos. O colunista (que mora em Londres e esteve de férias no Brasil) disparava sua metralhadora giratória contra os próprios amigos e chamava o Brasil, entre outras coisas, de "país de merda". Qual é a minha surpresa quando, uns dias depois, vários amigos me respondem, alguns muitos ofendidos outros nem tanto me criticando, porque pensaram que fui eu o autor do texto. Um até me perguntou "vocę esteve no Brasil e năo veio falar comigo?". Aí fui checar nos meus e-mails enviados e estava lá no final do texto enviado:"Henrique Goldman, 40 anos.É cineasta, mora em Londres e é colunista da Trip." E tive a certeza de que a preguiça năo deixou (quase) ninguém ler o texto até o final...

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Leio na Veja que acaba de estrear no Brasil o maravilhoso "Eternal sunshine of the spotless mind" com o Jim Carrey e a Kate Winslet como protagonistas. Aliás, o titulo em portuguęs de lá faz jus ao poético original em inglęs, ao contrário daqui em Portugal que lhe despacharam um preguiçoso "O Despertar da Mente". O filme que tem argumento do quase sempre genial Charlie Kauffman e direcçăo do francęs Michel Gondry (dos clipes da Bjork) é uma estranha história de amor sobre solidăo,coraçőes despedaçados e amores eternos. Jim Carrey, numa interpretaçăo que merece todos os pręmios do ano, decide apagar da memória a ex-namorada (Kate Winslet) que destroçou seu coraçăo apaixonado e no meio do processo descobre que quer manter algumas memórias dela e decide abortar a operaçăo a meio. Claro que o argumento é bem mais complexo do que isso, como toda boa história contada por Kauffman mas revelar mais algum detalhe sobre o filme é estragar todo o prazer de ve-lo. Fui ver com um amigo que estava relutante no início por causa do Carrey e quando o filme acabou ele estava com os olhos todos vermelhos. Perguntei o que tinha achado do filme, aí ele abriu bem os olhos,respirou fundo e disse: "Ufa..." Năo perca por nada neste mundo. Ah, e preste atençăo na música acachapante que o Beck regravou exclusivamente para o filme, "Everybody gotta learn sometimes".

The Lisbon Girafe is gone A autora de um dos blogs mais originais que ja li, Diario de Lisboa, foi-se embora para o Brasil. Ela, tradutora e brasileirissíma, morava em Lisboa e tinha duas girafas como vizinhas (!!), escrevia um delicioso diário sobre o cotidiano lisboeta. Uma pena que ela se foi, porque queria muito conhece-la. Uma vez trocamos e-mails mas nunca mais entramos em contacto.Descobri o blog através do No Minimo, na seçăo dos blogs preferidos deles.Longa vida a Girafa!
[ Qua, Jul 21, 2004 ] Madonna em Lisboa
Pode ser ou quer que embrulhe ? Recebo e-mail de amigo do Brasil fă de Madonna dizendo que estava confirmadissimo o concerto para Portugal e já constava na página oficial e tudo: Madonna no Pavilhăo Atlântico dia 13/09! Há até uma notinha no "current news" informando que a data originalmente de 12/09 foi mudada para o dia seguinte. Eu só acredito quando ver os bilhetes a venda.
[ Terça-feira, Julho 20, 2004 ] Tręs coisas, tręs perguntas
Acabei de ver "Encurralada" (trapped) com a Charlize, a Courtney Love e o Kevin Bacon fazendo o mau da fita pela pentelhésima vez. O filme é um suspense interessante até. Uma coisa me chamou a atençăo nos créditos: o nome de Glen Ballard como produtor executivo! Será o mesmo Glen Ballard produtor dos discos da Alanis? Năo sabia que ele também produzia filmes...
***
Encontrei um blog estes dias que dizia mais ou menos assim:"Se vocę nasceu em 80 e assistia Anos Incriveis,Vocę vai adorar isto" e havia um link para uma pagina vivatheighties ponto-qualquer-coisa mas parece que estava fora do ar. Agora nem encontro o endereço do maldito blog onde vi isto. Fiquei curiosissimo para ver o tal "viva the eighties", se alguém souber algo sobre isso e puder me mandar o link eu agradeço.
***
Será que só eu năo conhecia essa nova febre da Internet, o tal do Orkut? Já tem até o "Orkut Brasil" e eu só descobri o negócio há 1 semana! Mas eu nem arrisco a falar muito sobre porque como ainda năo estou familiarizado com a parada tenho medo de falar besteiras. Mas năo entendi o "hype" ainda... Aliás, qual é a diferença entre o Orkut e o ICQ?
[ Seg, Jul 12, 2004 ] QUE MELHORES LISTAS?
Eu confesso que sempre gostei de listas. Ao contrário de muita gente que năo o admite. Lista para tudo. Melhores filmes, músicas,discos, livros,fotografias etc. Surfando na web estes dias encontrei o ABCine, que é um blog sobre blogs que escrevem sobre cinema (percebeu?). Entăo para "inaugurar" o espaço eles pediram aos seus membros (eles chamam os outros blogs de "membros") para escolher os 100 melhores filmes de sempre. Exactamente como o American Film Institute fez há alguns anos e que causou o maior rebuliço. Mas esta lista é totalmente arbitrária e idiossincrática. Para já, a lista começa óbvia e previsível:Citizen Kane em 1ş lugar é a coisa mais bocejante e clichę de qualquer lista. Tenho a impressăo que muita gente tem medo de dizer que o filme do Orson Wells năo é o melhor de todos os tempos sob a ameaça de ser apedrejado em praça pública. Ó meus senhores estamos em pleno século XXI e as vossas listas năo mudam nunca? É uma tremenda coincidęncia ou todo mundo tem o mesmo gosto ? Mas depois, a lista começa a ficar completamente insana e divertida: "Pulp Fiction" em 3ş lugar e "Seven" em 7ş, muito ŕ frente do "One flew over the cuckoos nest" do Millos Forman que está na posiçăo 70ş (!!). Dois filmes brasileiros (Central do Brasil, Cidade de Deus), muita coisa dos anos 90, algumas (boas) surpresas (Gattaca , Boogie Nights),tręs do Kubrick, tręs do Chaplin,muitos italianos e dois aliens:o que faz "E tua măe também" e "Quase Famosos" em uma relaçăo de 100 melhores filmes de sempre? Como era inevitavel, eu também preparei uma listinha com os meus dez de sempre. Sem qualquer critério de selecçăo ,sem pensar muito nem fazer pesquisas, foram os dez que me ocorreram no momento. Semana que vem eu mudo de opiniăo. (Pelo título original por causa da diferença de traduçăo Brasil-Portugal) :
01- One flew over the cuckoos nest (de Millos Forman)
02- Secrets and Lies (de Mike Leigh)
03- Willy wonka & the Chocolate Factory (de Mel Stuart)
04- I Wanna hold your hand (de Robert Zemeckis)
05- The Lady Vanishes (de Alfred Hitchcock)
06- Noises off... (de Peter Bogdanovich)
07- Amarcord (de Federico Fellini)
08- The Rocky horror picture show (de Jim Sharman)
09- Ma vie en rose (de Alain Berliner)
10- Indiana Jones and the Temple of doom (de Steven Spielberg)
Declaraçăo de amor ŕ minha melhor actriz de todos os tempos
Uma vez em seu programa, Jô Soares perguntou ao crítico de cinema Rubens Ewald Filho qual a melhor actriz de todos os tempos para ele. Aquela que ainda conservava a eterna aura de diva, de dama da sétima arte, e ele sem pestanejar respondeu: "Vanessa Redgrave. Para mim a melhor actriz de todos os tempos". Acho que eu devia ter uns 19 anos, nesse momento passaram-me uma dezena de actrizes pela cabeça, e por mais que eu tentasse nunca consegui chegar a um único nome. Ontém fui ao cinema ver "Ma mére" (minha măe) e lembrei-me da tal entrevista do Rubens. Acho que se fosse hoje eu também diria sem exitar: Isabelle Huppert. Para mim, ela reúne todos os requisitos de diva, quando aparece na tela nos incendeia com sua presença maculada. É difícil explica-la, săo pequenos gestos, alguns olhares perdidos no espaço,aquela sensualidade inspiradora... Ela é a fé que move montanhas, o exercício narrativo da projecçăo. É como se ela, a actriz, a mulher, simplesmente năo existisse. Ou só existisse em forma de película. É como se ela, fosse eternamente a puta, a măe, a pianista, a irmă gęmea. A eterna estrela solitária. A Isabelle Huppert. A minha melhor actriz de todos os tempos.
[ Ter, Jun 22, 2004 ] O MELHOR FILME DE 2003 AINDA MELHOR!

Acaba de sair em DVD (no mercado Portuguęs,năo sei no Brasil) uma verdadeira ediçăo de luxo do filme "Good bye Lenin!" para fă nenhum botar defeito. Acabei de me deliciar em uma sessăo com mais de 3 horas de extras, tudo cuidadosamente legendado em portuguęs e onde se nota o grande trabalho técnico que o filme teve, especialmente naquela que é a cena chave do filme: Lenin pendurado num helicóptero "acenando" para a măe de Alex. A cena durou semanas e quando tudo parecia estar pronto, vários problemas aconteceram e tiveram que criar tudo digitalmente. Ou melhor, quase tudo. Os edificios precisavam de um toque mais degradado e a estátua de Lenin que vemos foi toda criada por computador. Outra curiosodade do filme é que só depois de tręs meses de pré-produçăo é que descobriram que o actor que originalmente interpretava a personagem de Alex (Florian Lukas, o rapaz que faz os filmes caseiros) năo era convincente o suficiente porque parecia mais velho e a personagem teria que aparentar 21 anos. Além de um extenso making of relatando dia a dia desde o primeiro ao último dia de filmagens (inclusive no 11/09/01 quando foi feita a cena do banco com os actores todos chocados pelo atentado ŕs torres gęmeas) há um documentário sobre como foi feito a cena do Helicóptero, comentários do Director e dos tręs actores principais,uma versăo interactiva do filme e galeria de fotos. Uma ediçăo quase perfeita.O único senăo desses 02 discos é onde diz: "Os acontecimentos de 1989/90" que ao contrário do que eu pensava está todo em texto,e năo com imagens históricas da época. Uma pequena obra-prima maior,melhor e definitiva.
[Sáb, 12 de jun de 2004] VAI DOER MAIS EM MIM DO QUE EM VOCĘ: OS PIXIES FICARAM VELHOS
Quem era aquela mulher gorda, cansada e de pijama tocando baixo ontém com os Pixies? Năo pode ser minha "ídala" , minha musa, minha deusa Kim Deal. A mesma que botou o maravilhoso "Last Splash" no mundo.Năo pode ser. Năo sou ingęnuo,sempre soube que eles voltaram por causa de dinheiro e para fazer a alegria dos făs, e os próprios nunca esconderam isso, mas aquela apresentaçăo de ontém a noite foi tristíssima. Năo queria assumir para mim próprio que aquele concerto estava um saco.Mantive as esperanças até o último minuto, afinal no Brasil a "volta" deles tinha sido uma coisa destruidora (no bom sentido). Mas foi isso mesmo, ontém eles năo estavam nos seus melhores dias. A graaaaaande banda do genial "Doolitle" fizeram um dos piores concertos que eu já vi. Conseguiram transformar a acachapante "Debaser" em uma versăo mosca-morta e no meio de "Vamos" meteram lá um daqueles clássicos solos de guitarra intermináveis para assegurar as audięncias de que ainda estavam em forma. De resto alguns singles certeiros: "Here comes your man" (Aqui em Portugal é o hit deles) "Where is my mind?" e acabaram com "Gouge Away" e "Tame". pouco menos de 1 hora de show e a sensaçăo de que comprei gato por lebre.
* * *
Infelizmente năo cheguei a tempo de ver a apresentaçăo dos Liars que tocaram as 18 horas. Uma pena pois o disquinho deles é bem legal. E o Lenny Kravitz que eu achava que era a mais pura definiçăo de "erro de casting" deste dia do festival afinal era o "cabeça de cartaz" da coisa. Tocou por quase duas horas sem parar, tudo muito bonitinho e certinho sem destruir nada (essa é para vocę Mr. Frank Black) e fez até os mais incautos e preconceituosos (como eu,admito) mexerem-se dos lugares. Disse que estava amando estar em Portugal (pois,pois..) e que podia sentir the love around.Claro, claro...mas enfim, por causa dele, que cantou mais do que devia, todas as outras bandas entraram para além do horário anunciado. Enquanto percorria o caminho de Santiago em uma fila para tentar driblar a sede assistia as meninas do Clă, sempre competentes e talentosas.Que pena que elas săo completamente desconhecidas no Brasil. Imagina o Pato Fu só com mulheres e menos engraçadinhos.Pop de qualidade com voz feminina cantado em portuguęs com sotaque.Melhor é impossível.
AFTER HOURS Os Massive Attack (ou o que sobrou deles) já entraram detonando e mandaram ver os dois primeiros petardos que abrem o soberbo "mezzanine". Momento isqueirinhos ao ar e a catarse colectiva começa. Mesmo para um concerto que ficaria muito melhor em um local pequeno e fechado a banda conseguiu fazer musica para as massas sem perder aquela aura soturna e viajante, como todo bom trip hop deve ser. Na sequencia, após a abertura matadora vieram as participaçőes especiais dub-reggae do último álbum e o concerto teve seu ponto fraco quando uma garota da banda (roadie? faxineira?) veio cantar "Teardrop" meio tímida e com voz de 400 cigarros diários. Ironicamente,em uma apresentaçăo que fugiu (naturalmente) aos lugares comuns, frustou todas as expectativas ao que provavelmete (devido a exposiçăo da música) seria a redençăo do público e o clímax do espectaculo. Em um paralelismo simplista foi como interromper o coito. No final, pediu desculpas pelas desafinaçőes e pela voz rouca, e possivelmente voltou ŕ cozinha para preparar o jantar da banda. No final, desconstróem "Unfinished symphathy", retiram toda a carga sombria e conferem-lhe uma aura soul, fechando um concerto quase perfeito.
Quem fez a festa mesmo foi quem esperou para ver o Fatboy Slim que fez um set espectacular e deixou o povo todo de pernas quebradas até as 6:30 da manhă."Seven nation army" dos The White Stripes abriu o circo das insanidades com "Bring the noise" dos Public Enemy e a partir daí todos souberam que nada seria como antes e que, como profere o chavăo: o melhor tinha mesmo ficado para o final. Uma apresentaçăo inesquecível e um mix de "Groove is in the heart" que eu nunca vou esquecer. Como bem disse um colega no meio da euforia toda "Isso é que é um DJ para as massas!"
[ Qui, Julho 10, 2003 ] BJORK É BRASILEIRA!

Ao contrário do que todo mundo pensava, o concerto da Bjork na noite de 05 para 06 de julho no meco foi inesquecível:ela botou todo mundo para dançar.repito: todo mundo! Depois de ter passado pelo Sónar na Espanha há algumas semanas e apresentado "Véspertine" quase que na totalidade, era normal que ficássemos apreensivos, e apesar de ter tocado tres temas inéditos [extraídos da recente caixa "Family tree"] năo fugiu ao certeiros hits e mandou ver "Joga", "Hunter", "All is full of love" (que ficou hiper-dançante) "Bacherollete" "Isobel" e o ponto alto "Pluto" quando saía tochas de fogos do palco e pulava , gritava, mostrava a lingua feito uma criança feliz. O mais legal era sua roupa, beeeem Bjork: um tipo de,hă,vestido com babados,tiras e balangandăs com as cores verde,amarelo azul e branco (já visso em algum lugar...) e com um tipo de, leque de penas, nas orelhas que na terceira música mandou-os longe.Depois de muita gritaria volta para o bis com "Human Behavior" e acaba seu show com um final apoteótico. detalhes: * Quando Bjork entrou em palco foram desligadas todas as tendas e qualquer fonte de som do festival tudo para que a esquimó brilhasse sózinha. * Enquanto cantava "Pagan Poetry" eram projetadas em um grande telăo ao fundo imagens belíssimas feitas exclusivas para tal efeito e que pareciam retiradas das sobras do clip "Cocoon". * Os tres temas inéditos apresentados foram: "Where is the line" "Nameless" e " Desired Contellation". * A chatinha "It´s in our hands" virou um electro desconcertante e transformou o meco numa rave de poeira e corpos suados. Moby Coitado do Moby. Disse duzentas vezes para a imprensa portuguesa que esse concerto ia ser totalmente diferente daquele apresentado em outubro passado e que ia dar "o que as pessoas querem ouvir" e fez tudo a mesma coisa de sempre. As mesmas piadas, as mesmas versőes para clássicos do rock as mesmas gritarias.Eu adoro o Moby e acho que ele é um grande entertainer mas năo aconselho ve-lo mais que uma vez.Entrou cantando uma música do "Play" e depois tentou fazer uma gracinha-sem-graça: "A Bjork foi fantástica, năo foi? o que eu mais gostei foi do fogo. me senti como Beavis and Butt-head gritando: fire! fire! " e todo mundo morre de rir como se aquilo fosse a coisa mais engraçada do mundo. mas Moby é Moby e ele pode, só ele. Celso Fonseca e DJ Marky O Brasil estava bem representado no festival, tudo em uma tenda só: a Zone. O problema é que eu năo tenho muita paciencia para MPB (música pretensiosa brasileira) e aqueles caetanismos de sempre e fui ver os Spaceboys que abriam o palco principal.O DJ Marky estava com um setzinho de drum ´n bass muito meia-boca de repente,lá no meio, mete um sampler: "Dadinho é o caralho! meu nome é Zé pequeno, porra!" e a tenda toda vem abaixo. Como se a frase do filme "Cidade de Deus" estivesse sido imortalizada pelo cinema. Desperadoz Quase cinco da manhă e noto uma das tendas abarrotadas de gente.as pernas já năo aguentam mais e os abençoados DJ´s desperadoz bota uma versăo dance de "London Calling" do Clash e o chăo começa a tremer. a partir daí só clássicos: "Boys & Girls" do Blur, "Seven nation army" do White Stripes e uma porrada de música boa. Delírio geral!




[ Seg, Julho 07, 2003 ] UM GAY UM HETERO E UMA VIRGEM

Eu tinha escrito um texto imenso sobre o filme "the rules of attraction" inspirado no livro de mesmo nome do Bret Easton Ellis o mesmo que escreveu American Psycho. Tinha escrito porque o filme havia dado o que falar lá nos EUA e porque mostrava o James "Dawson" Van Der Beek totalmente junkie e lembro-me de ter lido que ele dava uma trepada legal com um cara no filme.Bem, eu também queria aproveitar e fazer campanha [engrossando a ja feita pela PREMIERE] para que o filme estreasse aqui aproveitando o festival de cinema gay & lésbico que por aqui se começava mas qual foi minha surpresa quando leio que o filme estreava esta semana em Portugal.E o filme é bem bacana.Muito bom chega a ser elogio exagerado.Bem, a história começa com Lauren perdendo a virgindade.Năo era bem o que ela imaginava, queria que fosse especial,com o cara certo e blá blá blá.Ela está inconsciente sendo fodida por um junkie qualquer enquanto seu "principe ideal" esta filmando tudo e ela começa a se dar conta da realidade.Até que o cara vomita em cima dela e ela diz: "Eu sabia que ia ser assim" e o filme volta a história até chegar em Paul o tal gay da história que está a procura de uma foda qualquer até se apaixonar por Sean (Van Der Beek) que por sua vez descobre apaixonado por Lauren que estava a "guardar" sua virgindade ao antigo namorado Victor que estava fazendo um "tour" pela Europa e nem se lembra da tal namorada.O filme tem uma direçăo muito esperta e se dá muito bem quando manipula a imagem de voltar atrás na história até chegar a um personagem específico e contar o ponto de vista dele. Embora quando o filme acaba dá-se a impressăo que foi tudo chupado de "Go" ("Vamos nessa" no Brasil) mas fui checar no livro de Ellis (que foi escrito em 1987) e a história é contada exatamente como no filme. Aliás, a tal cena que o "Dawson" faz sexo com um cara do filme é balela (ao contrário do livro) .O que acontece é uma cena bem sutil quando a personagem Paul imagina transar com ele aí eles tiram as camisas e dăo um beijico rápido.Pronto é só isso, o que vocę queria? eles tem uma imagem a zelar. O Diretor/argumentista disse que esse é o filme "para acabar com os filmes de adolescentes".Se chegar poraí, năo perca.



[ Seg, Junho 16, 2003 ] CERVEJA,RELVA & ROCK AND ROLLl

Posso já ser curto e grosso? Eu esperava (eu e as 20 mil pessoas que estavam la) muuuuito mais do que o Senhor Manson apresentou naquela noite.Istoé, năo que o show foi um desastre, năo foi. Muito pelo contrário. Mas ELE deixou muito a desejar. Pra quem năo sabe do que eu to falando ou tá lendo isso do Brasil, é sobre o 1ş SUPER ROCK IN LISBON que aconteceu dia 29/05/03 no estadio de Alvalade aqui em Lisboa e que segundo os organizadores (que esperavam 60 mil pessoas) era uma prévia para o ROCK IN RIO que vai ter sua versăo lisboeta ano que vem.E era também a "despedida" ao famoso estádio,que vai ser demolido dentro de alguns dias. Mas enfim, o cartaz também năo era lá estas coisas: O Primitive Reason, uma banda portuguesa que tem varios integrantes de outras nacionalidades em sua formaçăo[mas em entrevistas diz que năo se considera uma banda nacional] e que faz um som meio Asian Dub Foundation meio Naçăo Zumbi [e isso năo é elogio!]abriu o circo de horrores as 17:00 conforme o combinado e em menos de 40 minutos apresentou o disco novo e desfilou alguns hits.Fim do espetaculo e a impressăo que deu é a de que havia uma meia duzia de pessoas para ve-los. Segue-se um enoooooorme intervalo para preparar o palco para a próxima banda [leia-se:vender mais cerveja].Lá fora a fila ainda estava kilométrica e o Disturbed é a segunda banda a se apresentar.Confesso que o único motivo da minha presença neste festival era o Marilyn Manson e que das outras bandas năo conhecia nada ou quase nada.No caso do Disturbed eu nunca tinha ouvido sequer falar mas nunca me diverti tanto enquanto eles tocavam.Entenda-se, eu nao estou falando do som da banda mas sim da postura Ricky Martin do vocalista: ele se requebrava,rebolava, jogava as pernas,fazia beicinho [só vendo!] e virava o traseiro para o publico fazendo a linha "I´m too sexy!".Depois pediu-nos que gritasse "We are... Disturbed!". Alguem do publico atira para o palco um grande pedaço de relva e quase acerta no vocalista.Pronto,todo mundo começa a arrancar a relva do estadio e atirar para cima e para o palco aí segue-se a maior nuvem de relva [e terra] que se tem noticia. Insanidade total e uma apresentaçao historica [le-se:hilariante] para quem nunca tinha ouvido falar na banda,como eu. Mais um intervalinho para os patrocinadores venderem cerveja e sem muita pretensăo o Audioslave entram em palco.Na verdade havia muita gente ali para ve-los tamanha era a concentraçao de făs perto das grades e confesso humildemente nao conhecer quase nada da banda e nem do passado do vocalista no Soundgarden. Do resto da banda gostava muito do Rage Against the Machine mas nao me sinto capaz de fazer comparaçoes e passo para a próxima: o Deftones foi a banda que mais me surpreendeu nesse festival.Nunca pensei que eles fossem tăo bons ao vivo.Tudo que eu conhecia deles era uma unica audiçao do White Pony que năo achei lá grande coisa.Mas tenho de dar o braço a torcer:os caras săo fodissimos em palco. O show começou com Chico Moreno berrando Feiticeira e povo todo cantando junto como se fosse um hino e o vocalista uma espécie de Morrissey da música pop.E ele parecia eufórico, gritava, sussurrava, passava a măo pelo corpo como se tivesse a um ponto do orgasmo e o publico respondia aos urros.Chico se pendura nas grades (perecia que ia fazer um mosh a qualquer momento) e fica la a maior parte do show em completo catarse coletivo.Após um pequeno discurso contra a industria ele volta ao palco e traz um fă para cantar a próxima música e o garoto até que năo se sai mal. Ultima musica e começa o coro "Chico! Chico! " mas o pedido é em văo e a melhor [e a mais barulhenta] banda do Super Rock in Lisbon deixa o palco do festival deixando saudades aos făs e a satisfaçao de quem pagou 25 euros para ver um punhado de apresentaçőes medianas. Mais um intervalo looooongo-penso- e a constataçao:pelas camisetas pretas dos presentes [cujas idades năo passavam dos 17] notava-se que 90% das pessoas queriam era mesmo ver Marilyn Manson.E foi aqui que começou o stress: esperamos,esperamos e esperamos. Quase 23:00 hs e sob trilha sonora de filme de supense o Anticristo Superstar dá as caras e ja começa com a porrada Disposable Teens, a prima pobre de Beautiful People. [continua...]
JA VIU DONNIE DARKO?
Năo? e está esperando o quę? Bem, trata-se de um dos filmes mais geniais dos ultimos anos-e por que năo exagerar-o primeiro filme de culto da década.Se vocę o perdeu ao cinema sua chance é agora que ele acabou de sair em video e DVD.(er...pelo menos em portugal) e apesar de a versăo para videoclubes ser capenga-só o filme e nada de extras-mesmo assim vale assisti-lo. A história, meio complicada de se explicar é mais ou menos assim:Donald 'Donnie' Darko é um adolescente que sofre de sonâmbulismo e faz análise, devido ao que parecem ser problemas psicológicos graves. Estas perturbaçőes incluem um żamigo imaginárioż, um coelho gigante chamado Frank, que, certa noite, lhe diz para sair de casa e o informa que o mundo acabará dentro de 28 dias, seis horas, 42 minutos e 12 segundos, ou seja, na noite de Halloween, a 31 de Outubro de 1988. Donnie começa a tomar conscięncia de certas realidades metafísicas e a interessar-se por viagens no tempo, já que Frank,muito sereno e seguro afirma vir do futuro, ao mesmo tempo que demonstra dificuldade em comportar-se civilizadamente na escola ou em atividades sociais na pequena cidade onde mora. Frank, entretanto, convence Donnie a cometer alguns atos censuráveis, sem que este perceba com que fundamento e as consequencias que o seguirăo.E para além do final genial o filme tem varios outros momentos brilhantes e citaçoes cinematograficas inesqueciveis, como as referencias a E.T.,Evil Dead que está a passar num cinema da cidade junto com A Ultima tentaçao de Cristo. Um filme que nao pode passar batido. *e eu já li textos muito bacanas na Internet sobre o filme e suas muitas interpretaçoes e referencias.se vocę ja viu, gostaria de saber o que achou.me escreve aí vai:well0009@yahoo.com.br Os 50 maiores filmes de culto E por falar em filme de culto a Enterteinement Weekly última (5,95 em portugal) fez uma matéria muito bacana sobre os tais 50 maiores filmes de culto e no meio de muitos curiosos e divertidos titulos fiquei muito feliz em ver na lista um filme que achava que só eu tinha o visto e o qual nunca li uma linha sequer sobre:Dazed & Confused. O filme se passa no ultimo dia de aulas de uma escola qualquer na América nos anos 70 e se năo fosse pela originalidade e despretensăo da história poderia ser mais um filminho de adolescentes alienados.É legal ver uma penca de gente famosa começando: Ben Affleck,Jason London,Milla Jovovich,Matthew Mcconaughey e outros. O filme de vez em quando passava no Intercine da Globo e já me esqueci do nome traduzido aí no Brasil, aqui em portugal chama-se: Juventude inconsciente (!!). well [5:51 PM] [ Sábado, Junho 14, 2003 ] Bem, tenho algumas coisas para falar: o festival SUPER ROCK IN LISBON e umas tantas coisas. sei que ando meio esquecido do blog mas ta tudo bonitinho salvo em disquete, só falta umas coisitas. e dia 05 de julho tem o festival do meco com BJORK , Moby, nightmare on the wax e outros e dia 21/06 tem o sonic fresh com a miss kittin como cabeça de cartaz. vai estar tudo aqui logo, logo... enquanto isso pode me mandar beijos:well0009@yahoo.com.br até segunda... well [7:02 AM] well [Segunda-feira, Julho 07, 2003]Desce a lenha!:getComments('3557174');0 [ Sexta-feira, Julho 04, 2003 ] Beth Gibbons e Eu Era suposto começar as 21:30 mas acho que devido a casa ainda năo estar cheia e a fila lá fora kilométrica,deram mais um tempo pro pessoal ir se chegando(e para acabarem de vender os bilhetes restantes,claro).Com 15 minutos de atraso, uma portuguesinha com saia de cigana abre o show, cantando, em ingles.Tipo, banquinho,voz e violăo. Algumas vezes sua voz tinha uns ecos de Fiona Apple, outras vezes de PJ Harvey.Pensei: "Ela tem talento" mas mudei de opiniăo alguns minutos depois. A cada intervalo de uma música a outra dava umas explicaçoes pretensiosas para as músicas: "Essa música é uma visao pseudo-sarcástica da morte" ou " Essa música fala da tristeza...(riso forçado) mas năo da tristeza óbvia,da tristeza positiva" e seguiu com um repertório que parecia năo acabar mais.Afinal, penso eu, 98% das pessoas que ali estavam,pagaram para ver a Beth. Enfim, anunciou a ultima música (todo mundo disfarçadamente aliviado) agradeceu,em portugues,e foi-se embora. Quase 22.30 e entram várias pessoas no palco, uns sete músicos.Dava para ver que ela estava lá ao meio perdida [onde?] mas a escuridăo do palco nao dava para ver nada.Todos a postos, as luzes acendem e o Coliseu dos Recreios vai abaixo.Beth, de calça jeans justa e blusa preta de manga comprida, toda linda abre o concerto com a belíssima cançăo que abre o seu disco solo e manda ver na soturna "Mistery". O jogo de luzes năo ajudava muito a identificar os músicos e Beth Gibbons.Só na segunda música, "Romance" (a melhor do disco,diga-se) que vemos quem é quem no palco.E é impressionante como sua voz nessa música parece mesmo com a de Billie Holiday. Em "Tom the model" o hit, todo mundo grita, faz barulho e mandam sinais para ela como se quisessem dizer "Agora sim!" e ela canta,sempre segurando o microfone com as duas măos levemente curvada,e faz cara de quem carrega uma cruz nas costas...agora vejo que é a verdadeira Beth Gibbons, a torturada, aquela mesma que nos emocionou com os discos maravilhosos do Portishead quem está ali, logo ali, há 3 metros de mim a cantar. No meio do espetaculo, apos várias músicas e Beth Gibbons tocar violăo e teclados, reparo que ela está em muito boa forma, "que corpăo!"-penso "ela ja deve ser uma quarentona".Eu sei, eu sei, mas é impossível năo reparar nestas coisas, afinal trata-se uma ESTRELA ali na minha frente.OK,agora uma pausa para os músicos e todo mundo pensa que o show acabou.começa o coro do berra-berra,bate-pé e tudo o mais que faça barulho para que eles voltem. Dois minutos depois a trupe volta, Beth toma uma aguinha e enquanto a banda se prepara, ela vai lá ao fundo do palco pega um cigarro, volta e pede fogo para alguém da platéia (poderia ter sido eu-pensei) agradece ao rapaz com um sorriso e se poe a postos para começar a cantar de novo.Uma garota duas cadeiras atrás de mim grita: "You are beautiful !!" e ela, surpresa, dá um sorrisăo e começa a cantar "Drake". Ainda com a voz da garota ecoando nos ouvidos [suponho eu] ela meio que se desconcentra da música, ri de novo e volta a ficar séria, agora concentrada e oh, sofre mais uma vez.Segue-se uma cover do Velvet Underground (que eu nao conhecia) e "Rustin Man" fecha o concerto.Fim de espetaculo, é aplaudida de pé durante uns 5 minutos e diz qualquer coisa confusa, gesticula com as măos. Depois pede desculpa pelo que disse e é mais clara : "Desculpe, estava a tentar dizer "thank you" em portuguęs mas esqueci-me" e desce para a platéia e fica a dar autógrafos durante uns 15 minutos...Inesquecível.