Há quase cinco anos quando vi Beth Gibbons a solo no mesmo Coliseu dos Recreios em Lisboa, sentadinho, comportado e emocionado, nunca pensei que depois desse hiato iria vê-la novamente à frente da banda da minha vida, os Portishead. É difícil, para um fã xiita como eu, racionalizar em palavras o que aconteceu ontém ali naquela sala. Foi tensão, mãos suadas, marcas profundas da ausência de dez anos em forma da mais bela das dores, o amor. Com um setlist irrepreensível e intocável (estavam todas lá, «only you» «cowboys» «silence» «roads» ...) os Portishead deram o concerto da vida de muita gente. A banda que abriu o concerto The Hawk and the Hacksaw, a meio do seu espectáculo, dispara: Love is the answer, but what is the question? e lá no fundinho - depois de Beth, linda, ter descido ao público e tocado nas mãos dos pobres mortais (e sortudos) que ali estavam - ficamos a saber afinal qual era a pergunta. 28/03/08
O amor é a resposta - Portishead em Lisboa.
Há quase cinco anos quando vi Beth Gibbons a solo no mesmo Coliseu dos Recreios em Lisboa, sentadinho, comportado e emocionado, nunca pensei que depois desse hiato iria vê-la novamente à frente da banda da minha vida, os Portishead. É difícil, para um fã xiita como eu, racionalizar em palavras o que aconteceu ontém ali naquela sala. Foi tensão, mãos suadas, marcas profundas da ausência de dez anos em forma da mais bela das dores, o amor. Com um setlist irrepreensível e intocável (estavam todas lá, «only you» «cowboys» «silence» «roads» ...) os Portishead deram o concerto da vida de muita gente. A banda que abriu o concerto The Hawk and the Hacksaw, a meio do seu espectáculo, dispara: Love is the answer, but what is the question? e lá no fundinho - depois de Beth, linda, ter descido ao público e tocado nas mãos dos pobres mortais (e sortudos) que ali estavam - ficamos a saber afinal qual era a pergunta. 17/03/08
Boas e más notícias: Gossip dia 12 de julho e Scout Niblett no mesmo dia que a Amy
10/03/08
Portishead novo caiu na rede!
05/03/08
29/02/08
O murmúrio de Bill no ouvido de Scarlett
Quer saber o que o Bill Murray murmurou no ouvido de Scarlett Johanson no final de Lost in Translation? Ele não revelou que na verdade era um fantasma ou que a cabeça da Gwyneth Paltrow estava na caixa. O clássico final era melhor se ficasse só na imaginação, mas se você realmente quer saber, vai ficar feliz que alguém processou digitalmente a cena , que revela o que ele disse.
Olha só as coisas que se descobrem em blogues alheios. Agora é que perdeu mesmo toda a graça.
26/02/08
Um filme à beira de um ataque de nervos
E eu não gostei mesmo nada de «Juno». Fui lá para a sala escura com a melhor das intenções e à metade do filme o meu tédio e constrangimento já beiravam a barreira do insuportável. Sei que minha opinião não é nada consensual e nem quero entrar aqui em polémicas desnecessárias. O problema de «Juno» é que o pretenso «coolness» do argumento é tão calculadamente programado que torna-o caricato, no mau sentido. O cinismo excessivo lambuzado a piscadelas de olho à cultura pop é quase um grito desesperado por atenção, como um adolescente a pedir para ser aceite na turma. Bastam meia duzia de diálogos para vermos ali Diablo Cody (a argumentista) a exibir-se na sua pretensão supostamente smartie, a praticar a sua rebeldia feminima de pacotilha. Funcionou para muita gente, o filme já arrecadou mais de 110 milhões de dólares desde a sua estréia e vem ganhando muitos elogios da crítica pelo mundo afora. Se é isto o que chamam de «novo cinema independente americano» eu passo reto.* O hamburguer-fone da foto, adereço da personagem título, foi uma prenda estrategicamente oferecida aos membros da Academia que votam no Oscar. Ainda bem que ninguém se vendeu por tão pouco.
22/02/08
O Fascismo e o Tropa de Elite
Acho ridículas às acusações de «filme fascista» que o último vencedor do Festival de Berlim «Tropa de Elite» vem recebendo. Qualidades artísticas à parte, acho que é uma fita simpática que recorre aos clichés daquela velha conversa tupiniquim polícia versus favela e que já rendeu conversa para muitos outros filmes. Pouco mais que isso, talvez. Acho curioso como é que um filme moralista e reaccionário como o espanhol «O Labirinto do Fauno» ganhe a unanimidade de crítica e público e ninguém lhe chama fascista.Mais! Queremos mais!

19/02/08
Cat Power e The Kills em Portugal
Este blogger anda pior que o Professor Karamba: Já são três das previsões de concerto para 2008 que eu acerto. Ok, Ok, ando a dormir sim com as pessoas certas. Dia 26 de maio em Lisboa e dois dias depois, a 28 no Porto, a überdeusa Chan Marshall dá-nos novamente o prazer da sua presença e dos seus concertos lindos e imprevisíveis. Um mês antes, dia 12 de abril é a vez dos The Kills, com disco novo na mochila. Só que para variar, apenas no Porto. Nem tudo pode ser perfeito.14/02/08
29/01/08
Portishead em Lisboa: ESGOTADO
25/01/08
DVDteca básica: London
23/01/08
Comentário(s) sobre a morte
«Na mesma semana morreram Brad Renfro e Heath Ledger. O que se passa? Voltámos aos anos 20?» LMO
22/01/08
DVDteca básica: Para Onde o Vento Sopra

Feist em Portugal
21/01/08
Brasil no Oscar: será que é desta?
19/01/08
Os falsos ídolos
18/01/08
Sras e Srs, Portishead em Portugal.
Concerto mistério hoje as 17hs!

16/01/08
Pandora: vida e morte de uma grande rádio

10/01/08
Breves
06/01/08
Qualquer semelhança...
03/01/08
Melhores de 2007 - Os Filmes
1 - Diário de um Escândalo
2 - Pecados Íntimos
3 - Não Digas a Ninguém
4 - Shortbus
5 - Assalto e Intromissão
06 - Apocalypto
07 - Super Baldas (SuperBad)
08 - Contando Ninguém Acredita (Stranger Than Fiction)
09 - Ao Anoitecer (Evening)
10 - Mysterious Skin
27/12/07
Melhores de 2007 - Guilty Pleasures
Eu já tinha feito o ano passado uma coisa parecida escolhendo «My love» do Justin Timberlake para o meu Guilty Pleasure do ano. Esse ano resolvi alargar o top. Claro que é uma forma cínica de eleger músicas deliciosamente pop mas não haveria outra forma de elas figurarem aqui se não fosse assim, e também porque é mais divertido. Alguém vai reclamar com certeza por a M.I.A constar nessa lista, afinal foram as escolhas do ano para muita gente e number one do Ipsilón e da Rolling Stone americana. Mas à mim, ela sempre causou repulsa. Acho que é preciso ser-se brasileiro para entender que Bonde do Rolê, MIA e afins são o truque mais bem fraudado da música pop. Mas graças ao Pedro, dei uma nova chance ao «Kala» e descobri esta maravilha que é «Paper Planes». Mas também é só, mantenho todas as linhas acima.A Rihanna é outro caso curioso, apesar de ter sido jogada para a prateleira das estrelas pop de plástico, figurou nos tops da «Q» e até da sisuda «Uncut». O problema é que «Umbrella» tocou tanto que já explodiu a paciência. E se não fosse passageiro, até poderia dizer que era o hit certeiro do ano. Senhoras e senhores, os prazeres culpados de 2007.
01 - «Paper Planes» - M.I.A
21/12/07
Steven Seagal e as Armas
20/12/07
The Kills, o terceiro.
Uma das "novas" bandas novaiorquinas favoritas desse espaço, o duo «The Kills» também prepara edição do terceiro tomo da sua bela discografia. Depois do ríspido «No Wow», a banda que faz um som garageiro tipo White Stripes sem a pretensão e a PJ Harvey dos anos 90, já tem um título extracool para o disco, «Midnight Boom». A data é 18 de março.19/12/07
Finalmente, Portishead
17/12/07
Melhores de 2007 - Os Discos e as Canções
1. «Neon Bible» - Arcade Fire
2. «Widow City» - The Fiery Furnaces
3. «Back to Black» - Amy Winehouse
4. «Night Falls Over Kortedalla» - Jens Lekman
5. «This Fool Can Die Now» - Scout Niblett
Vi alguns blogues botando «No Cars Go» aí nos melhores singles do ano e fiquei tentado e dar-lhe o primeiro lugar. Afinal, é a melhor música dos Arcade Fire ever, ever, ever. Mas não, eu ja conheço aqueles versos há uns bons anos e não ficaria muito bem. E também porque minha versão preferida é aquela que eles fizeram para a BBC (que depois apareceu num bootleg chamado «BBC Sessions») e que no início Win Butler avisa «this is not a wedding!» Também pensei muito em incluir uma das três novas músicas dos Gossip (que soltaram há umas semanas no MySpace) mas como ainda não existe edição física dos singles alguém podia chiar. Mas, what hell, quem escolhe aqui sou eu o quê? Por isso, aqui têm minha lista com os dez singles arrasa-quarteirão do ano. Uma compilação com estas dez músicas valem mais que ouro.
01. «Kanske Ar Jäg Kar I Dig» - Jens Lekman
02. «My Egyptian Grammar» - The Fiery Furnaces
03. «Fake Empire» - The National
04. «Back to Black» - Amy Winehouse
05. «Hide and Seek» - Scoutt Niblett
06. «Don't Lose Yourself» - Laura Veirs
07. «Grip Like a Vice» - The Go! Team
08. «Hiding on the Staircase» - NYPC
09. «Everybody's Got Their Own...» - Shannon Wright
10. «Down Boy» - Yeah Yeah Yeahs
Bee Movie e a animação

16/12/07
Portishead - the 4th one
14/12/07
Da série:Discos que não sabem envelhecer

12/12/07
Que fim levou? «Prey for Rock N' Roll»

10/12/07
Juno: o próximo « Little Miss Sunshine » ?

07/12/07
The Gossip - músicas novas

05/12/07
«Laços» vence Project Direct
Eu já estava para postar aqui há um tempão a belíssima curta «Laços» que havia ficado entre os finalistas do concurso Project Direct, promovido pelo YouTube. Participaram do concurso filmes dos Estados Unidos, Brasil, Canadá, França, Itália, Espanha e Reino Unido. «Laços» havia sido o único finalista brasileiro seleccionado e ontem foi escolhido para o prémio principal por um júri presidido pelo cineasta Jason Reitman de «Obrigado por Fumar». O filme, que custou míseros 1500 reais (700 euros) receberá US$ 5.000 como prémio e será exibido no Sundance Festival que acontece no mês que vem. A curta, de uma sensibilidade e beleza desconcertantes, deixo aqui.
04/12/07
Hot Fuzz
Parece que fica até mal não gostar desse filme. Quando algumas cabeças influentes fizeram barulho para que o filme estreasse em Portugal, o estrago ja estava feito. Não sei se foram das expectativas (demasiado) elevadas ou do filme que é mesmo fraquinho... O que é certo é que não faz justiça ao hype. Com certeza que «Hot Fuzz» faria muito melhor carreira em DVD, igualando o culto do bem conseguido filme anterior da dupla, «Shaun of the Dead» . Na sala escura, o filme perde o ritmo, perdido algures entre citações à filmes americanos de acção e gags de humor à british. No final, fica um filme simpático que provoca bons risos mas nunca gargalhadas. E só. 30/11/07
Discos que vão estar nas listas de melhores do ano de muita gente mas NÃO na minha
29/11/07
Um disco que cresce: The Fiery Furnaces

28/11/07
Rever os Indies perdidos

Se você é como eu, um(a) desleixado(a) incorrigível e deixou passar, seja por qualquer razão, os melhores títulos do IndieLisboa desse ano, sua chance de se redimir chegou. Entre os dias 3 a 7 de Dezembro, sempre às 18h, na Reitoria da Universidade de Lisboa, haverá uma selecção com alguns dos melhores filmes apresentados na última edição do festival. Eu, que me auto-flagelei por ter perdido «Analog Days» soltei um berro de felicidade. Ah, a entrada é di grátis!!

3 Dez. – Segunda-feira, 18h I am a sex addict , de Caveh Zahedi
4 Dez. – Terça-feira, 18h Balaou , de Gonçalo Tocha
5 Dez. – Quarta-feira, 18h Analog Days , de Mike Ott
6 Dez. – Quinta-feira, 18h Patterns 3 , de Jamie Travis A Ilha da boa vida , de Mercês Gomes Zepp , de Moritz Laube
7 Dez. – Sexta-feira, 18h Life in Loops: a Megacities Remix , de Timo Novotny
Promessas Perigosas

27/11/07
Que fim levou?
25/11/07
O passo de dança que mudou o cinema
22/11/07
Indie Lisboa divulga nova imagem

Segundo a newsletter de divulgação, a nova imagem criada pela agência Brandia Central e traduz «a identidade matriz do IndieLisboa: profissional, apaixonada, ambiciosa, independente e de culto» a edição de 2008 acontecerá entre 24 de Abril e 4 de Maio de 2008 e terá mais uma sala à disposição do festival: o teatro Maria Matos.21/11/07
Interpol/Kosheen: mais que coincidência?







