28/03/08

O amor é a resposta - Portishead em Lisboa.

Há quase cinco anos quando vi Beth Gibbons a solo no mesmo Coliseu dos Recreios em Lisboa, sentadinho, comportado e emocionado, nunca pensei que depois desse hiato iria vê-la novamente à frente da banda da minha vida, os Portishead. É difícil, para um fã xiita como eu, racionalizar em palavras o que aconteceu ontém ali naquela sala. Foi tensão, mãos suadas, marcas profundas da ausência de dez anos em forma da mais bela das dores, o amor. Com um setlist irrepreensível e intocável (estavam todas lá, «only you» «cowboys» «silence» «roads» ...) os Portishead deram o concerto da vida de muita gente. A banda que abriu o concerto The Hawk and the Hacksaw, a meio do seu espectáculo, dispara: Love is the answer, but what is the question? e lá no fundinho - depois de Beth, linda, ter descido ao público e tocado nas mãos dos pobres mortais (e sortudos) que ali estavam - ficamos a saber afinal qual era a pergunta.

17/03/08

Boas e más notícias: Gossip dia 12 de julho e Scout Niblett no mesmo dia que a Amy

Pois é. Parece brincadeira de mau gosto, mas é verdade. Depois da minha previsão para os The Kills ter dado para o torto (afinal, nada de Lisboa na digressão por Portugal) agora é a Scout Niblett, mais um dos meus pedidos aos deuses das boas acções, que está confirmada para a ZDB no dia 30 de maio. Fazendo assim, escudo de ferro com a Amy Winehouse no mesmo dia lá no Rock (cof!cof!) in Rio que na verdade é em Lisboa. E a boa notícia é que teremos Gossip mais uma vez, assim como os Cansei de Ser Sexy no Optimus Alive! em julho. Esperamos que desta vez a banda de Beth Ditto, se não for cabeça de cartaz, que pelo menos tenha um horário decente. E um viva às nossas falidas carteiras.

10/03/08

Portishead novo caiu na rede!

Não pensei que fosse tão cedo. Mas pelo menos desde a última sexta-feira, o último e muito aguardado novo disco dos deuses de Bristol «Third» já se encontra para download em vários blogues e programas de partilha de mp3 como o Emule. O curioso, é que hoje fui procurar os links de onde eu havia encontrado o álbum (para também publicar aqui no Prepúcio) e me deparei com TODOS os blogues desactivados. Parece que estão mesmo empenhados em não liberar as preciosas faixas antes da hora. A história já nos mostrou que é muito mais céptica e perspicaz: uma vez na rede, é peixe. Ah, quanto ao disco, depois da primeira audição a única expressão que consigo exprimir agora é choque. Quem sabe para a semana consigo escrever algo de mais concreto.

05/03/08

O viciante novo disco dos The Kills

Não consigo parar de ouvir. Nem sequer tirar do CD Player! Falo do novo, lascivo e recomendadíssimo «Midnight Boom», o terceiro tiro do duo The Kills. É mais acessível que os anteriores mas nem por isso mais simples. Como se a PJ Harvey tivesse 20 anos e fosse casada com o Mickey Mouse.

29/02/08

O murmúrio de Bill no ouvido de Scarlett

Quer saber o que o Bill Murray murmurou no ouvido de Scarlett Johanson no final de Lost in Translation? Ele não revelou que na verdade era um fantasma ou que a cabeça da Gwyneth Paltrow estava na caixa. O clássico final era melhor se ficasse só na imaginação, mas se você realmente quer saber, vai ficar feliz que alguém processou digitalmente a cena , que revela o que ele disse.


Olha só as coisas que se descobrem em blogues alheios. Agora é que perdeu mesmo toda a graça.

26/02/08

Um filme à beira de um ataque de nervos

E eu não gostei mesmo nada de «Juno». Fui lá para a sala escura com a melhor das intenções e à metade do filme o meu tédio e constrangimento já beiravam a barreira do insuportável. Sei que minha opinião não é nada consensual e nem quero entrar aqui em polémicas desnecessárias. O problema de «Juno» é que o pretenso «coolness» do argumento é tão calculadamente programado que torna-o caricato, no mau sentido. O cinismo excessivo lambuzado a piscadelas de olho à cultura pop é quase um grito desesperado por atenção, como um adolescente a pedir para ser aceite na turma. Bastam meia duzia de diálogos para vermos ali Diablo Cody (a argumentista) a exibir-se na sua pretensão supostamente smartie, a praticar a sua rebeldia feminima de pacotilha. Funcionou para muita gente, o filme já arrecadou mais de 110 milhões de dólares desde a sua estréia e vem ganhando muitos elogios da crítica pelo mundo afora. Se é isto o que chamam de «novo cinema independente americano» eu passo reto.


* O hamburguer-fone da foto, adereço da personagem título, foi uma prenda estrategicamente oferecida aos membros da Academia que votam no Oscar. Ainda bem que ninguém se vendeu por tão pouco.

22/02/08

Beth Ditto Rules!


O Fascismo e o Tropa de Elite

Acho ridículas às acusações de «filme fascista» que o último vencedor do Festival de Berlim «Tropa de Elite» vem recebendo. Qualidades artísticas à parte, acho que é uma fita simpática que recorre aos clichés daquela velha conversa tupiniquim polícia versus favela e que já rendeu conversa para muitos outros filmes. Pouco mais que isso, talvez. Acho curioso como é que um filme moralista e reaccionário como o espanhol «O Labirinto do Fauno» ganhe a unanimidade de crítica e público e ninguém lhe chama fascista.

Mais! Queremos mais!


Já que estamos todos falidos mesmo com esta chuva de bons concertos em 2008, um atrás do outro (e agora tem a Amy Wino no Rock in Rio...porra, Amy! No Rock in Rio?!) não custa nada fazer campanha para a vinda à Lisboa (mesmo que seja na salita da ZDB) da inglesinha Scout Niblett. Ela é responsável por um dos discos mais belos e exasperantes do ano passado «This Fool Can Die Now», eleito por este que vos fala, um dos top 5 de 2007. E já que o festival catalão Primavera Sound está servindo de inspiração para algumas produtoras portuguesas, taí uma belíssima e loura desculpa.

19/02/08

Cat Power e The Kills em Portugal

Este blogger anda pior que o Professor Karamba: Já são três das previsões de concerto para 2008 que eu acerto. Ok, Ok, ando a dormir sim com as pessoas certas. Dia 26 de maio em Lisboa e dois dias depois, a 28 no Porto, a überdeusa Chan Marshall dá-nos novamente o prazer da sua presença e dos seus concertos lindos e imprevisíveis. Um mês antes, dia 12 de abril é a vez dos The Kills, com disco novo na mochila. Só que para variar, apenas no Porto. Nem tudo pode ser perfeito.

14/02/08

There Will Be Blood

Sem medo de parecer hiperbólico, devo dizer que Paul Thomas Anderson deve ser dos últimos grandes cineastas vivos em actividade. E Daniel Day Lewis o melhor actor dos últimos tempos e ainda que «Haverá Sangue» é desde já o melhor filme do ano. Just like that.

03/02/08

Qual tua música preferida dos Smiths?

Uma colega da Faculdade jogou esta pergunta à mesa enquanto fazíamos um trabalho na biblioteca e eu me pus a pensar que isto poderia dar assunto para um post. Só não consegui ainda foi chegar a uma resposta definitiva. Sei que teria de ser absolutamente do «Meat is Murder».

29/01/08

Portishead em Lisboa: ESGOTADO

Até que se prove o contrário, o concerto do dia 27 de março no Coliseu dos Recreios em Lisboa já está devidamente esgotado. Eu já tenho o meu e você?

25/01/08

DVDteca básica: London

London não é a uma cidade, é uma mulher. Depois que seu tórrido romance com London acabou, Syd ficou em frangalhos. Enquanto se entorpece de forma descontrolada com drogas e álcool, ele descobre que os amigos da ex estão dando uma festa de despedida para ela. Furioso com seus planos, Syd invade a festa esperança de evitar - a qualquer custo - que sua ex-namorada saia da cidade e volte para os seus braços. Outro subestimado independente filme que foi directo para o DVD em Portugal e que merece figurar na estante de um cinéfilo que se preze. Então corre, porque ele anda pela Fnac com um preço vermelho irresístivel: 4,99€

23/01/08

Comentário(s) sobre a morte

A parte a infeliz e estúpida morte de Brad Renfro e Heath Ledger esta semana, achei algo curioso os comentários de Luís Miguel Oliveira do Público e Criswell ex-colunista da extinta Premiere nos seus respectivos blogues:

«Na mesma semana morreram Brad Renfro e Heath Ledger. O que se passa? Voltámos aos anos 20?» LMO

«É verdade que se trata da morte de um estranho. Mas estou arrasado. Será que voltámos aos seventies?» Criswell

22/01/08

DVDteca básica: Para Onde o Vento Sopra


Uma festa, uma colecção de personagens peculiares, um homem que é guiado pelo vento. A estréia no cinema do vocalista dos dEUS, Tom Barman pode ser resumida assim, se só tivermos uma linha para tal.Um filme-música que, apesar de alguma fragilidade revela um estilo muito pessoal de filmar e criar diálogos deliciosamente espertos. O filme estreou discretamente em uma sala do King há dois anos e depois fez parte do catálogo de filmes de culto da New Age Enterteinment. Quem quiser tê-lo para exibir na mesinha de sala, encontra-o no Jumbo das Amoreiras por módicos 4,99€.

Feist em Portugal


A Everything is New está mesmo on fire! Depois dos Portishead eis que hoje eles anunciam a vinda da canadense Feist a Portugal. 10 de junho Coliseu do Porto, 11 de junho Aula Magna em Lisboa. Que venham mais.

21/01/08

Brasil no Oscar: será que é desta?

Foi anunciado os nove filmes finalistas, das 63 candidaturas enviadas ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2008. Entre eles estão «The Counterfeiters» da Áustria, «Days of Darkness» do Canadá, «Beaufort» de Israel, «The Unknown Woman» da Itália, «Mongol» do Cazaquistão, «Katyn», da Polônia, «12» da Rússia e «The Trap» da Sérvia e o brasileiro «O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias» de Cao Hamburguer que estreou em Lisboa na 2ª Mostra de Cinema brasileiro o ano passado. Agora a peneira vai seleccionar os cinco finalistas e alguns críticos já apontam favoritismo entre o austríaco e o brasileiro. O Brasil competiu quatro vezes ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Com «O Pagador de Promessas» em 1963, «O Quatrilho» em 1996, «O que É Isso, Companheiro?» em 1997 e «Central do Brasil» em 1999. Se o Oscar fosse justo, em 97 deveríamos ter levado a estatueta para casa.

19/01/08

Os falsos ídolos

Já falei disso aqui antes mas agora que o Moby vem aí com single e disco novo é preciso espalhar a palavra. Há uma trupe de bandas ou "artistas" que eu costumo chamar lhes na brincadeira entre amigos de «falsos ídolos». São aqueles que editam um único álbum brilhante em toda sua infinita carreira. O processo é mais ou menos assim: Você descobre o àlbum, fica completamente apaixonado e a partir daí, passa a comprar tudo o que este fulan@ fizer nos próximos anos. Até vai a concertos, veja só. Até que um dia, depois de uma infindável colecção de albuns péssimos na estante, você cai na real: mais um falso ídolo. Os falsos ídolos, na verdade, não têm talento nenhum. É tudo uma questão de sorte. Foi assim com o Beck e o revolucionário «Odelay», a inglesinha Imogen Heap e sua brilhante estréia «I Megaphone» os Sneaker Pimps com o belíssimo «Becoming X» e agora, a confirmar definitivamente dentro de alguns meses, de acordo com o novo single «Alice» o carequinha Moby e o único momento de relevância na sua extensa discografia, o genial «Play».

18/01/08

Sras e Srs, Portishead em Portugal.


Ouviram as nossas preces. Em março, os deuses aportam às terras de Camões.26 março Coliseu Porto - 27 março Coliseu Lisboa. Deus seja Louvado.

Concerto mistério hoje as 17hs!


A produtora portuguesa Everything Is New vai anunciar hoje as 17hs em ponto, no seu site , que vai trazer a Portugal «uma das bandas mais aguardadas pelo público português nos últimos anos». No mesmo site, eles já deixam claro que não se trata dos Led Zeppelin nem dos Radiohead. E ainda deixam pistas. Esta banda, já actuou em Portugal, e irá dar dois concertos nos coliseus. Se tudo der certo e a macumba também, aposto todas minhas fichas nos Portishead.

16/01/08

Pandora: vida e morte de uma grande rádio


Tudo o que é bom, dura mesmo pouco. Sábio provérbio este. Há 3 dias quando houve um certo barulho na internet pela volta do projecto Pandora (que há tempos só estava disponível para residentes dos EUA) o novo endereço teve recordes de acessos. Foi o suficiente para tirarem a rádio do ar e acabar com a festa. Desde ontem a noite, quem tenta aceder ao Pandora, depara-se com uma mensagem dizendo que a versão encontra-se desactualizada. O Pandora, na minha opinião sempre foi muito superior ao Last Fm, o seu inevitável e tambem mais popular sucessor. O que faz do Pandora muito superior ao Last Fm, além da simplicidade é a capacidade que ele tem de construir verdadeiras árvores genealógicas das bandas que realmente interessam. Já o LF funciona como uma troca de base de dados, se você gosta de PJ Harvey com certeza irá gostar de Evanescence porque fulano também gosta. Apesar de mais democrático, este método nunca funcionou comigo. Ontem quando entrei no Pandora e digitei «Joni Mitchell» no processo de busca em meia hora ouvi Cat Power, Patti Smith, Shannon Wright, Marianne Faithfull e muitas outras que eu não conhecia. Acho que isto sim, faz todo o sentido.
No momento em que escrevo este post, o portal ainda andava pela sala de operações, e os protestos espalhados pela blogosfera cresciam numa velocidade vertiginosa. Eu aqui faço votos que os cavaleiros Jedi responsáveis consigam derrotar o lado negro da força.

10/01/08

Breves

Todo ano alguém decreta a morte de alguma coisa. Do rock, do tecno, da moda dos anos '80 e por aí vai... Em 2007 por causa dos Radiohead decretaram a morte da indústria dos discos. E nós acreditamos. Agora em 2008 quando o disco deles (que supostamente todo mundo ja tinha em casa) viu nascer sua edição física, teima em não sair dos tops de venda lá daqueles países. Não entendi nada.

E falta só uma semana. Para o mega-super-extra hypado novo projecto de J.J.Abrams «Cloverfield» estrear em solo norte-americano. A história já nos ensinou que hypes em geral não costumam fazer muito pelos filmes que não têm nada a dizer. Portanto, esqueçamos então que este filme possa ser o arrasa-quarteirão do ano. E que tem por trás o mago criador de «Lost». Assim, ninguém se machuca.

06/01/08

Qualquer semelhança...

Vi aquela «Atlas» dos Battles em montes de listas de melhores músicas do ano e é curioso que ninguém tenha comentado as semelhanças assutadoras com «Beautiful People» do Marilyn Manson. Assim como em 2006 «Gold Lion» dos Yeah Yeah Yeahs era irmã gémea de «No New Tale To Tell» dos Love & Rocktes e ninguém deu por isso. Qualquer semelhança é mera coincidência?

03/01/08

Melhores de 2007 - Os Filmes

1 - Diário de um Escândalo


2 - Pecados Íntimos

3 - Não Digas a Ninguém

4 - Shortbus

5 - Assalto e Intromissão

06 - Apocalypto
07 - Super Baldas (SuperBad)
08 - Contando Ninguém Acredita (Stranger Than Fiction)
09 - Ao Anoitecer (Evening)
10 - Mysterious Skin

27/12/07

Melhores de 2007 - Guilty Pleasures

Eu já tinha feito o ano passado uma coisa parecida escolhendo «My love» do Justin Timberlake para o meu Guilty Pleasure do ano. Esse ano resolvi alargar o top. Claro que é uma forma cínica de eleger músicas deliciosamente pop mas não haveria outra forma de elas figurarem aqui se não fosse assim, e também porque é mais divertido. Alguém vai reclamar com certeza por a M.I.A constar nessa lista, afinal foram as escolhas do ano para muita gente e number one do Ipsilón e da Rolling Stone americana. Mas à mim, ela sempre causou repulsa. Acho que é preciso ser-se brasileiro para entender que Bonde do Rolê, MIA e afins são o truque mais bem fraudado da música pop. Mas graças ao Pedro, dei uma nova chance ao «Kala» e descobri esta maravilha que é «Paper Planes». Mas também é só, mantenho todas as linhas acima.
A Rihanna é outro caso curioso, apesar de ter sido jogada para a prateleira das estrelas pop de plástico, figurou nos tops da «Q» e até da sisuda «Uncut». O problema é que «Umbrella» tocou tanto que já explodiu a paciência. E se não fosse passageiro, até poderia dizer que era o hit certeiro do ano. Senhoras e senhores, os prazeres culpados de 2007.

01 - «Paper Planes» - M.I.A
02 - «Umbrella/Don't Stop the Music» - Rihanna
03 - «One Thing» - Amerie
04 - «Put Your Hands Up For Detroit» - Fedde Le Grand
05 - «Life in Cartoon» - Mika

21/12/07

Steven Seagal e as Armas

Pergunta de 1 milhão de dólares: será que existe algum filme do Steven Seagal em que ele não esteja de arma em punho na capa?

20/12/07

The Kills, o terceiro.

Uma das "novas" bandas novaiorquinas favoritas desse espaço, o duo «The Kills» também prepara edição do terceiro tomo da sua bela discografia. Depois do ríspido «No Wow», a banda que faz um som garageiro tipo White Stripes sem a pretensão e a PJ Harvey dos anos 90, já tem um título extracool para o disco, «Midnight Boom». A data é 18 de março.

19/12/07

Finalmente, Portishead

Ok, parece que eu dormi no ponto. Afinal já há data sim para a edição do novo disco dos Portishead, é dia 31/03/08. E ao contrário do eu pensava, a tão aguardada primeira apresentação deles no festival All Tomorrow Parties aconteceu no último fim de semana e não dia 29/12. Amigos informados me avisam que já existem alguns dos temas novos circulando no Youtube, e eu fui correndo fazer a lição de casa. Atenção à esta «wicca» que tem uma introdução, pasmem, em português... errr, do Brasil :)

17/12/07

Melhores de 2007 - Os Discos e as Canções


OK Computer, eis a minha lista. Devo fazer algumas considerações antes. Diferente do ano passado, 2007 não foi um ano de grandes discos, daqueles que nos ganha à primeira audição. Teve discos que quando os ouvi achei que iam figurar nesse top, como o dos «The Go! Team» e dos «New Young Pony Club» mas o prazo de vencimento deles era demasiado curto e acabaram por ficar no banco de reserva... Por outro lado, teve discos que por puro preconceito, eu fugia como o diabo foge da cruz e que no fim, se revelaram verdadeiras pérolas pop (a Amy e o Mika, por exemplo). Mas enfim, tudo estatísticas. E o ano ainda não acabou, eu sei. Mas como «Portishead» já não vem mais e apesar de eu não ter ouvido o «Burial» todo ainda, não gostei do que já ouvi, então deixo aqui as minhas escolhas para álbuns e canções do ano. Os fab-five que fizeram minha vida mais colorida em 2007.

1. «Neon Bible» - Arcade Fire
2. «Widow City» - The Fiery Furnaces
3. «Back to Black» - Amy Winehouse
4. «Night Falls Over Kortedalla» - Jens Lekman
5. «This Fool Can Die Now» - Scout Niblett

- canções -

Vi alguns blogues botando «No Cars Go» aí nos melhores singles do ano e fiquei tentado e dar-lhe o primeiro lugar. Afinal, é a melhor música dos Arcade Fire ever, ever, ever. Mas não, eu ja conheço aqueles versos há uns bons anos e não ficaria muito bem. E também porque minha versão preferida é aquela que eles fizeram para a BBC (que depois apareceu num bootleg chamado «BBC Sessions») e que no início Win Butler avisa «this is not a wedding!» Também pensei muito em incluir uma das três novas músicas dos Gossip (que soltaram há umas semanas no MySpace) mas como ainda não existe edição física dos singles alguém podia chiar. Mas, what hell, quem escolhe aqui sou eu o quê? Por isso, aqui têm minha lista com os dez singles arrasa-quarteirão do ano. Uma compilação com estas dez músicas valem mais que ouro.

01. «Kanske Ar Jäg Kar I Dig» - Jens Lekman
02. «My Egyptian Grammar» - The Fiery Furnaces
03. «Fake Empire» - The National
04. «Back to Black» - Amy Winehouse
05. «Hide and Seek» - Scoutt Niblett
06. «Don't Lose Yourself» - Laura Veirs
07. «Grip Like a Vice» - The Go! Team
08. «Hiding on the Staircase» - NYPC
09. «Everybody's Got Their Own...» - Shannon Wright
10. «Down Boy» - Yeah Yeah Yeahs

Bee Movie e a animação

Fui ver «A história de uma Abelha» com os amigos e nos divertimos bastante. O filme é bem escrito, tem umas piadas inteligentes aqui e acolá e um visual que enche os olhos. Mas no final, parece que falta alguma coisa... aquele je ne sais quoi que eu não sei explicar. Talvez seja tudo culpa do «Toy Story» que de tão genial e revolucionário que foi deixou todas as animações posteriores no chinelo. Para o infinito e além.

16/12/07

Portishead - the 4th one

Se não fosse a possibilidade de até o final do ano, os Portishead lançarem logo o seu quarto disco, eu já podia publicar aqui minha listinha de melhores do ano.

Mas a esperança é a última que morre, já diziam os sábios.

14/12/07

Da série:Discos que não sabem envelhecer


Eu sempre tive um certo apreço e uma compaixão inexplicável por discos mal-amados. Foi assim com o «Load» dos Metallica, o «Adore» dos Smashing Pumpkins e até o «Pop» dos U2. Na altura quando saiu este «Rock N' Roll» do Ryan Adams não dei muita atenção. Nunca gostei dos discos sobrestimados do rapaz. Mas daí naquela apatia pós revolução Strokes, fui dar uma espreitadela. Foi paixão a primeira vista. O disco certo na hora certa. Nunca gostei tanto de um disco de alguém que eu não curtia como gostei deste. Quase cinco anos depois, o disco soa datado, chato, perdido. Daqueles que quando chega ao final, já se sabe, nunca mais volta a ter utilidade no CD player.

12/12/07

Que fim levou? «Prey for Rock N' Roll»


O filme já é de 2003 mas nunca estreou em Portugal, nem mesmo em DVD. No Brasil, foi directo para a televisão por cabo. «Prey for Rock N' Roll» ja nasceu destinado a virar filme de culto. Produzido por Stephen Trask do fabuloso «Hedwig & The Angry Inch» e pela própria Gina Gershon (que protagoniza e canta na banda sonora) «Prey for Rock N' Roll» é a história real de Cheri Lovedog (a autora do livro que deu origem ao filme) uma punk rocker de Los Angeles que sente frustrada a tentativa de fazer sua banda, as Clam Dandy , de acontecer. Cheri chegou a afirmar que se chegasse aos 40 sem sucesso, largava tudo e desistia da música. E foi o que fez. Somente após a adaptação do seu livro para o cinema, é que Cheri finalmente ganhou algum dinheiro. A banda sonora, só tem estrelas: Samantha Maloney (Hole), Sara Lee (B-52's,Gang of Four), Gina Volpe (Lunachicks) etc. e as cenas das apresentações que aparecem no filme foram todas filmadas no extinto CBGB. Um filme que tinha todos os ingredientes para fazer uma bela carreira mas que infelizmente, pelo menos por aqui, não vingou. Aquele famoso caso de quando a vida imita a arte.

10/12/07

Juno: o próximo « Little Miss Sunshine » ?


Uma amiga me alertou «vai ser o próximo Little Miss Sunshine» e eu fui atrás. Acho que ela pode ter razão. «Juno» parece ter todos os ingredientes para ser o hit independente de 2008 (já que o filme só deve estrear por estas bandas no próximo ano...). É a segunda obra do realizador canadense Jason Reitman que no ano passado estreou-se com o elogiado «Obrigado por fumar» e tem coleccionado prémios pelos festivais afora.«Juno» conta a história da gravidez não planeada de uma garota de 16 anos que prentende encontrar os «pais ideiais» para o seu rebento. O filme, que venceu o prémio principal do Festival de Roma deste ano, conta ainda com Michael Cera, um dos garotos protagonistas do hilariante «Superbad». A comunidade cinéfila aguarda ansiosamente.

07/12/07

The Gossip - músicas novas


Se alguém aí adora The Gossip tanto quanto eu, não pode deixar de dar uma espreitadela no MySpace do trio maravilha. Desde semana passada que três músicas novas já estão lá quentinhas à espera de serem degustadas. São elas «8th wonder version» «spare me from the world» e «heavy kross». Esta última, séria candidata a figurar no meu TOP 5 músicas do ano!

05/12/07

«Laços» vence Project Direct

Eu já estava para postar aqui há um tempão a belíssima curta «Laços» que havia ficado entre os finalistas do concurso Project Direct, promovido pelo YouTube. Participaram do concurso filmes dos Estados Unidos, Brasil, Canadá, França, Itália, Espanha e Reino Unido. «Laços» havia sido o único finalista brasileiro seleccionado e ontem foi escolhido para o prémio principal por um júri presidido pelo cineasta Jason Reitman de «Obrigado por Fumar». O filme, que custou míseros 1500 reais (700 euros) receberá US$ 5.000 como prémio e será exibido no Sundance Festival que acontece no mês que vem. A curta, de uma sensibilidade e beleza desconcertantes, deixo aqui.

04/12/07

Hot Fuzz

Parece que fica até mal não gostar desse filme. Quando algumas cabeças influentes fizeram barulho para que o filme estreasse em Portugal, o estrago ja estava feito. Não sei se foram das expectativas (demasiado) elevadas ou do filme que é mesmo fraquinho... O que é certo é que não faz justiça ao hype. Com certeza que «Hot Fuzz» faria muito melhor carreira em DVD, igualando o culto do bem conseguido filme anterior da dupla, «Shaun of the Dead» . Na sala escura, o filme perde o ritmo, perdido algures entre citações à filmes americanos de acção e gags de humor à british. No final, fica um filme simpático que provoca bons risos mas nunca gargalhadas. E só.

30/11/07

Discos que vão estar nas listas de melhores do ano de muita gente mas NÃO na minha


São só previsões mas garanto que estes discos vão figurar nas listas de muita (boa) gente poraí. E só mesmo um milagre fará eu incluir algum deles na minha. Porquê? Ah, porque simplesmente não «bateram».

29/11/07

Um disco que cresce: The Fiery Furnaces


À primeira audição estranha-se mas depois o àlbum cresce e fica cada vez melhor. Gosto de discos heterogéneos, que me surpreendem a cada faixa. «Widow City» é assim, a próxima canção será sempre uma experiência inédita. E a segunda música «Duplexes of the Dead» é tão boa que merece ser tocada em «repeat» pelo menos umas 28 vezes.

28/11/07

Rever os Indies perdidos



Se você é como eu, um(a) desleixado(a) incorrigível e deixou passar, seja por qualquer razão, os melhores títulos do IndieLisboa desse ano, sua chance de se redimir chegou. Entre os dias 3 a 7 de Dezembro, sempre às 18h, na Reitoria da Universidade de Lisboa, haverá uma selecção com alguns dos melhores filmes apresentados na última edição do festival. Eu, que me auto-flagelei por ter perdido «Analog Days» soltei um berro de felicidade. Ah, a entrada é di grátis!!

Programa

3 Dez. – Segunda-feira, 18h I am a sex addict , de Caveh Zahedi
4 Dez. – Terça-feira, 18h Balaou , de Gonçalo Tocha
5 Dez. – Quarta-feira, 18h Analog Days , de Mike Ott
6 Dez. – Quinta-feira, 18h Patterns 3 , de Jamie Travis A Ilha da boa vida , de Mercês Gomes Zepp , de Moritz Laube
7 Dez. – Sexta-feira, 18h Life in Loops: a Megacities Remix , de Timo Novotny

Promessas Perigosas


Acho que o último grande Cronenberg foi mesmo «ExistenZ», aquele exercício kafkiano quase existencialista. Claro que depois teve o belíssimo «Spider» mas aí o caminho do cinema cronenberguiano já havia se desvirtuado. Este «Eastern Promises» recupera o tempo perdido pelo menos inspirado filme anterior e dá uma bela lição de cinema. Não é uma obra-prima mas faz jus ao seu currículo.

27/11/07

Que fim levou?


Ouço os comentários entusiásticos dos meus amigos lá no Brasil que já viram este novo «hype» britânico «This is England» e me pergunto: E Portugal, é para quando?

25/11/07

O passo de dança que mudou o cinema

Depois daquela dança, o cinema independente nunca mais seria o mesmo. É difícil imaginar, olhando para trás agora com a distância necessária (o filme é de 1994) algum filme que tenha influenciado tanto o cinema dos '90. Tarantino não só aperfeiçoava o seu hoje famoso estilo como criava um género. Depois de «Pulp Fiction» a violência nunca foi tão estilizada, tão banalizada, tão sobrevalorizada. Tudo culpa daquele bendito passo de dança.

22/11/07

Indie Lisboa divulga nova imagem

Segundo a newsletter de divulgação, a nova imagem criada pela agência Brandia Central e traduz «a identidade matriz do IndieLisboa: profissional, apaixonada, ambiciosa, independente e de culto» a edição de 2008 acontecerá entre 24 de Abril e 4 de Maio de 2008 e terá mais uma sala à disposição do festival: o teatro Maria Matos.

21/11/07

Interpol/Kosheen: mais que coincidência?

Depois da muito falada semelhança da capa do último álbum dos Interpol «Our love to Admire» ser quase uma cópia idêntica da estréia dos Ola Podrida, eis que esta semana o site Pitchfork descobre mais uma: a artwork do album dos Kosheen «Resist» de 2001. Uma mera infeliz coincidência?