19/06/08

Shannon & eu

_ Shannon, posso tirar uma foto contigo?
_ Claro.
[Meu amigo tira a foto, minhas mãos tremem]
_ Shannon, eu só queria te dizer uma coisa... o teu disco "Over the Sun" mudou a minha vida.
_ [tímida] Ohhh, tão querido. Thank you!
_ Obrigado pela foto, tchau.
_ Tchau! Thanks for coming.

E deixo o Santiago Alquimista, completamente histérico e com as mãos pingando de suor. Não nasci para ser tiete. Ainda mais quando os deuses descem à terra. Os três pastorinhos que me desculpem.

Always...the hours.

Estou para responder ao desafio proposto pelo Gonçalo há algumas semanas e só agora consegui pensar na resposta. A missão é publicar uma frase que nos descreva e uma imagem que suporte essa mensagem. E não sei se a escolhida é uma frase que me descreve mas é uma das mais belas e acutilantes frases do cinema moderno e que tem tudo a ver com este blogue.

"Oh, Mrs. Dalloway ... always giving parties to cover the silence"

17/06/08

É já amanhã: Shannon Wright no Santiago Alquimista.


Isto é daquelas coisas que não se podem deixar passar porque é uma vez na vida e nunca mais. E com a escassa venda de bilhetes até a data deste post, duvido que ela volte tão breve. Imperdível.

Oh my God, a música do ano?

Ida Maria e o seu carro-chefe «Oh, My God» do primeiro - e muito aguardado - disco que só sai a 04 de Agosto. Se esta não é uma das canções mais deliciosas do ano, então quero meu dinheiro de volta.

09/06/08

Notas sobre o Rock in Rio

Por causa da Amy e por um acidente do destino, eu estive no Rock in Rio nos dias 30 e 06. Foi engraçado ver meus preconceitos caírem todos à minha cara logo de entrada. A Ivete Sangalo, que eu pensava ser um erro de casting daquele dia (e de todo o festival), pôs as quase cem mil pessoas que ali estavam a pularem feito doidas no minuto que pisou palco adentro. Fiquei com medo.

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O mesmo se passou no último dia com os insuportáveis Linkin Park e Offspring. Era inacreditável como aquelas pessoas todas estavam lá para vê-los e pior ainda, cantar junto todas as letras de cor. É duro ser indie.

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Minha amiga Bia, que esteve ilustre na produção do evento, disse que o Livro de Reclamações (!!!) do festival nunca esteve tão requisitado. Maior incidência de reclamações: os concertos que não começavam as horas certas. Existe melhor invenção que o Livro de Reclamações? Portugal Rulezzz!

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Quem teve a sorte de ter telemóvel da TMN ficou completamente incomunicável no primeiro dia do festival. A desculpa dada foi que as linhas todas estavam bloqueadas devido ao enorme fluxo de usuários no mesmo lugar ao mesmo tempo. Por uma coincidência infeliz do destino, quem era Vodafone (a patrocinadora oficial do RIR) passeava lindamente pelo recinto com seus telemóveis brilhantes e funcionais. Então tá, me engana que eu gosto.

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Ah, e esta é muito boa. Uma colega de trabalho de uma amiga disse que pensava que o nome «Rock in Rio» era por causa da proximidade do festival com o rio. Só que o Tejo. Maravilha!

04/06/08

Em defesa da Amy Winehouse

1. A adoração, de toda a gente, por Amy Winehouse.



“O quê? Não gostas dela, nem da música dela? Além de seres um anormal, és sempre do contra!”. É mais ou menos aquilo que oiço quando digo, orgulhosamente, que não gosto nada dela. Da música, do fenómeno, do cabelo horrível e principalmente da toda euforia à volta dela (levando pessoas que não deveriam cantar, nem no banho, a invocar as suas vozes bem alto no metro daquela musiquinha irritante em que ela diz que não quer ir para uma clínica). Enfim, não vou dizer que ela canta mal. Voz tem. E muito boa por sinal. Mas não é a única. Para mim a Alice Russel canta tão bem ou melhor, tendo muito mais nível que Amy, mas como não dá tanto nas vistas nem tem problemas com a justiça, álcool e drogas vende bem menos. Sei respeitar os gostos dos outros. Conheço uma pessoa que gosta de Toy e não ando a espanca-la sempre que o encontro. Mas uma coisa é gostos variados e selectos, outra é uma onda de euforia estúpida criada pelos media dizendo que é uma diva à antiga com uma voz que não se ouvia já a algumas décadas, fazendo com que milhares de pessoas digam que aquilo é óptimo e ela é espectacular.Amy Winehouse é uma praga. Oiço-a quer na Radar, quer na Mega FM. Porra, não gosto NADA do que ela faz.




O Pedro em seu Despertar da Mente num post intitulado «Ódios».

Entendo perfeitamente a embirração do Pedro com a Amy Winehouse. Eu mesmo tenho os meus ódios de estimação que são tótens da media e do público (exemplos: Bob Dylan, U2, David Lynch, Robert De Niro...) e não consigo entender a paixão suscitada à volta deles. Mas claro, respeitando as opiniões alheias, acho que, independente de se gostar de Winehouse ou não, acho que serão sempre pelas razões erradas. E lendo o editorial do Miguel Francisco Cadete na Blitz (edição de papel) deste mês - que por irónia traz a Amy na capa - encontrei a resposta ideal para o post do Pedro.

«Há, pelo menos, dois erros fatais no mundo da música. Ou em tudo o que está relacionado com comunicação. O primeiro e mais comum, é aquele que leva a confudirmo-nos com o mercado. Quer isto dizer que somos tentados a pensar que o estimável público tem um gosto semelhante ao nosso. O segundo erro é aquele que nos faz classificar canções ou artistas de acordo com os suportes mediáticos em que surgem. Exemplo: uma canção que faça parte da banda sonora de uma telenovela é automaticamente uma bimbalhice. O resultado destes dois erros costuma ser fatal. Mas eles são também muito mais comuns, e interligados, do que parece. Vem isto a propósito de Amy Winehouse. Mais do que às suas canções, a notoriedade de Amy deve-se às tropelias em que se tem visto envolvida e que são o pão-nosso de cada dia da imprensa tablóide britânica. (...) O certo é que Amy Winehouse ganhou reputação enquanto presença em certos media, como uma espécie de Paris Hilton, e daí se concluir que é uma artista comercialona, capaz de aproveitar a fome insaciável dos malditos tablóides. Estará portanto consumado o segundo erro: ao contrário de se ouvir a música de Amy Winehouse, ela é classificada e provavelmente criticada, pelo seu desempenho quotidiano mais ou menos privado. O contrário também é verdade e acontece quase tantas vezes. Que seria de Björk se, ao invés da capa na revista Wire aparecesse no Daily Mail ou no The Sun? Pior ainda, que era feito da credibilidade indie dos Radiohead se tivessem estado em alta-rotação na MTV desde o início da carreira? (...) O primeiro erro é muito mais fácil de ser diagnosticado. Acontece sem darmos por ele, todos os dias. É fácil, comum, e eu acrescentaria, ordinário. Porque não nos leva a tentar perceber a razão por que os outros gostam tanto daquilo que nós não gostamos. Agora a minha declaração de interesses: eu gosto de Amy Winehouse. Diria mesmo que ela é a maior artista do século XXI. Uma espécie de Keith Richards dos nossos dias, que passou pelas mesmas provações, castigos e desvarios. É sim, é intérprete de uma música que vale toda a pena ouvir. porque não faz parte de qualquer nova tendência inventada por estetas baratos - ou marketeers dispendiosos. Porque é real, autêntica e genuína em toda a encenação de um tempo impossível de se viver hoje. E isso, já se sabe, tem o seu custo por estes dias. obrigado Amy.»

31/05/08

Amy Winehouse - Rock in Rio Lisboa

Foi triste e terno, ao mesmo tempo, ver uma jovem cantora no auge do seu talento em progressiva degradação como aquela que vimos ontem. Foi triste porque, apesar de todas as polêmicas em torno da excessiva exposição da sua vida pessoal, Amy confirmou todos os clichês à volta do mito e fez a festa dos seus detratores.
Foi terno porque, por momentos, pareceu quase que um ritual religioso, ela nos dava o seu máximo e nós, do outro lado, também. Um tremendo esforço coletivo, muito em grande parte do público que só estava ali para se divertir e ver a grande estrela da noite sair do palco com um pouquinho de dignidade. Eu, um fã confesso de Winehouse, fiquei de rastos. Queria ter ligado para ela no final do show a dizer que estava tudo bem. Mas não, não estava.
Tudo começou com 35 minutos de atraso e durou exatamente 55. Amy expôs sua imensa fragilidade à frente de quase cem mil pessoas. Chorou a meio de «Love is a Losing Game», quase caiu no palco duas vezes, derrubou o microfone outras tantas, esqueceu a letra do seu maior hit («Rehab») e afônica, limitava-se a sussurrar as letras das suas canções (uma salva de palmas aos seus backing vocals que constantemente estavam a salvá-la do embaraço).
Um concerto histórico e único, nas mesmas proporções daquele que os Nirvana deram em São Paulo no extinto Hollywood Rock em 1993. Onde a banda, completamente drogada, fez um dos piores shows da sua vida e Cobain teve a brilhante ideia de mostrar o pênis às câmeras da Globo e simular uma masturbação. Só esperamos, de dedos cruzados, que a bela Amy não tenha o mesmo fim.

27/05/08

Cat Power ao vivo - Coliseu de Lisboa

Dói muito dizer isto, mas que grande decepção foi o concerto da linda Chan ontém no Coliseu dos Recreios. O que se ganhou em profissionalismo, perdeu-se naquilo que a felina era melhor: na imprevisibilidade, na química com o público, nas versões melhoradas das suas canções de estúdio. Ontém vimos a menina que chegou à idade adulta, e agora mais segura do seu grande talento, só quer cantar e brilhar. E dá-lhe com o novo «Jukebox» quase na íntegra e de uma assentada só, para logo depois tocar umas versões indigestas de três temas do «The Greatest» («The Moon», «The Greatest» e « Lived in Bars»). Num coliseu esgotado, Chan parecia inquieta, incomodada (abandonava o palco incessantemente para reclamar com o tipo da iluminação) como se tivesse ainda a pagar pelos pecados cometidos com o público português há uns anos am Matosinhos. Sua banda, a Dirty Delta Blues Band cada vez mais se assemelha àquelas bandas que tocam em casamentos com teclados estridentes e músicos virtuosos. E que já se notava desde o àlbum anterior. Seguiu-se então uma versão em castelhano de «Black Angels (Angelitos Negros)» com uma cábula A4 nas mãos e completamente desafinada para acabar em grand finale com «I've Been Loving You Too Long (To Stop Now)» a meio do público entre milhares de vénias e «I love you». Que saudades daquele concerto maravilhoso de dois anos na aula Magna.

21/05/08

THE TING TINGS - We Started Nothing

O hype em torno deles nas terras da rainha era tão grande que muitos duvidavam que eles fossem capazes de criar um álbum completo. Pois eis que acaba de sair este «We Started Nothing» pela mega Sony. Um início em grande, podem pensar alguns. Mas é precisamente este o problema. Com uma grande major por trás de um projecto que já existia - e muito bem - na cena, digamos "alternativa" londrina, a estréia do duo acabou por sair a meio gás. A pop dancável com piscadelas de olho à indie deu espaço a canções ingénuas e facilmente descartáveis. Da baladinha insossa de «Traffic Light» à afunkalhada e aborrecida «Fruit Machine» (que por momentos lembra Avril Lavigne!) o àlbum tem mais baixos que altos. Apesar destas manchas todas, o disquinho ainda vale pelas já conhecidas pérolas descobertas através do MySpace da banda. O desabafo da loirinha Katie White em «That's not my name» o hit «Great DJ» (que já tem clipe rolando na MTV há um bom tempo), a delícia pop que incita à luxúria em «Shut up and let me go» e o momento mais indie do àlbum, no tema-título, em que a voz da vocalista parece a da sua conterrânea PJ Harvey. Um disco simpático, que talvez faça a banda chegar ao grande público e gozar um pouquinho mais da merecida popularidade.

myspace da banda

Youtube: That's not my name Great DJ

17/05/08

Reservation Road - Traídos pelo destino

Saí um bocado desapontado com o desfecho desse Reservation Road que tinha uma premissa muito interessante. Um advogado (Mark Ruffalo) vê-se corroído pela culpa ao atropelar fatalmente o filho de 10 anos de um Professor (Joaquim Phoenix) e abandonar o local do crime sem prestar socorro. Dias depois, este mesmo Professor, procura os seus serviços para ajudar a encontrar o assassino do seu filho. Grandes actores (Jennifer Connelly rouba as [poucas] cenas em que aparece) num filme mediano que tinha argumento para muito mais. Um pouquinho mais de ousadia e um trabalho de edição mais enxuto, teríamos um belo filme.

15/05/08

Madonna em piloto automático avariado


Alguém disse que este era o pior disco que Madonna alguma vez tinha feito e eu titubeei. "Pior que American Life?" pensei eu "não é possível". É sim. Não sei se foi o desespero em se desvincular logo da Warner ou o quê, mas com o Confessions on the Dancefloor tão fresco na memória ainda, este disco bem podia maturar por mais uns bons anitos. Lixão pop vagabundo ultra-mega produzido. Já vimos este filme antes.

A primeiras reacções a «Blindness»

E já começam a chegar as opiniões sobre Blindness que abriu o Festival de Cannes ontém. Apesar de estar dividindo a crítica, as reacções são mais negativas que positivas. O João Lopes do DN não gostou e um crítico da Variety disse que o romance nunca deveria ter sido adaptado. A jornalista Wendy Ide da Times deu duas estrelas e disse que duvida muito que Sean Penn "o imprevisível líder da competição deste ano" vá premia-lo. Por outro lado, o The Guardian disse se tratar de um "trabalho de mestre" com "idéias soberbas e alucinatórias imagens do colapso humano". Em Portugal, Ensaio sobre a Cegueira de Fernando Meirelles só chega em Novembro (!) avisa a Castello Lopes. Aguardemos ansiosos tentando driblar as (elevadas) expectativas.

O humor dos "Contemporâneos"

Fazendo um zapping um domingo destes, dei de caras com a nova aposta humorística da RTP: Os Contemporâneos. Já o primeiro sketch, com o insuportável e insípido Bruno Nogueira, quase me fez mudar o canal mas a piada sobre a menina Madeleine era tão boa que resolvi dar uma chance. Mais do mesmo, como eu já esperava. E o programa até tinha outras piadas boas, como o concurso para avaliação dos Professores, o elevador com excesso de peso... Mas depois - e aqui é aquela parte chata que era inevitável - tudo o que não é genuíno acaba por deixar cair a máscara uma hora ou outra e não há mais nada que o salve do fiasco. Quero dizer, há muitas idéias interessantes por detrás daquilo tudo. Bons actores a dar a cara (Maria Rueff tem talento nato para comédia, Nuno Lopes irreconhecível) etc e tal, mas tem alguma coisa (ou muitas) que no balanço final, não funciona. Não tenho a solução, caso algum indignado me pergunte, mas este é o tipo de humor que se eu quiser ver, basta ligar minha tv em qualquer hora do dia. Com tantos nomes "quentes" nos créditos, era de se esperar algo melhor. É tão cansativo ver aquela tentativa forçosa em fazer humor subversivo (que se resvala para o politicamente correcto alguns minutos depois) passivamente no meu sofá. Aquelas mesmas piadas sobre o PSD, sobre o Benfica, sobre o tema do dia qualquer (e que é matéria-prima nas mãos dos humoristas que estão poraí) já não interessam a mais ninguém. O Herman faz isso, os Gato fedorento, o Inimigo Público, os tipos do Levanta-te e Ri... esqueci de alguém? As vezes fico confuso, é o mercado que está monopolizado? É humor para português ver? O que é certo é que fazer humor sobre nada é mesmo coisa para poucos e eu pagaria para ver. Até lá, vamos nos contentando com estas bobagens.

Ah, já ia me esquecendo, alguém precisa avisar o Nuno Markl que ele a rebolar suas formas arredondadas às câmeras não foi uma idéia lá muito feliz. Se fosse no Brasil, não diriam que ele "pagou um mico" e sim um gorila.

14/05/08

Radiohead em Portugal (?)

Agora as bolsas de apostas na internet começam a crescer vertiginosamente com a possibilidade de os Radiohead virem a Portugal num dos festivais de verão. Uns até dizem a percentagem (23%) de isto acontecer, vá-se lá saber como é que chegam a estes números. Eu, acho que nenhuma produtora seria estúpida o suficiente para os escalar para um concerto que não fosse em separado dos festivais. Onde teriam a possibilidade de cobrar quantias exorbitantes por bilhetes que seriam comprados (e esgotados) religiosamente em poucas horas. Acreditar que Radiohead venha para o Super Bock é o mesmo que acreditar no coelho da Páscoa.

O cachê da Amy

Uma fonte lá dentro do Rock in Rio (será que posso falar que é você, Bia?) apurou aqui a este blogger cusqueiro que, caso a Amy Winehouse dê um piripaque qualquer e não compareça por aqui no dia 30, há uma cláusula no seu contrato que a obriga a pagar um multa quase tão alta quanto o seu cachê. Que aliás, é o mais alto dessa edição do Rock in Rio. Mais do que Metallica também. Chiçaaaaa!

Amy ficando em forma após sair da prisão esta semana (eh lá que isto parece legenda do Correio da Manhã!)

20/04/08

We're back!

Ok, voltamos. Graças ao caríssimo Puto este blogue volta à vida. Problemas técnicos resolvidos, aproveito e já vendo o peixe. Dia 22 de maio, mr. Puto e mr. Kraak vão botar nossas cordas vocais à cantar uns refrões lá no Incógnito pelas 23hs. Apareçam e digam na porta que vieram da parte do Prepúcio. Se a resposta for negativa, basta pagar os 5€.

O "P.S." continua: Só queria pedir, implorar se quiserem, e pedir para mais gente juntar-se ao meu coro: bloggers que metem música a tocar nos seus blogues, por favor!!! por favor!!! deixem-nos escolher a música que queremos ouvir!! Nem é pela música em si, longe disso, mas estes blogues costumam travar tudo, pois com tanta tralha por abrir, a paciência esgotando o caos está feito. Por favor, layouts simples, sem música, sem duzentos pop-ups a abrir nas nossas caras. Pelo menos, se quiserem que o leitor volte.

08/04/08

Mais! Queremos mais! (parte II)

Ok, pelo rumo que as coisas estão indo gostamos de acreditar que os senhores donos dos dedos mágicos em Portugal, digo, em Lisboa, andam a ler o Prepúcio frequentemente. Em busca de inspiração para preencher nossas agendas musicais cada vez mais sedentas de poluição sonora da melhor qualidade. Sendo assim, este é então o último pedido que faço aqui. Pelo menos do semestre. Tragam The Knife ao Coliseu, eles estão à beira de lançar o sucessor do intocável «Silent Shout» e dão raríssimos concertos para poucos felizardos. Tragam The Fiery Furnaces, a banda independente que mais discos edita desde que debutaram em 2000. Ano passado soltaram o delicioso «Widow City» e têm datas marcadas na sua agenda para digressão européia em junho. No aquário da ZDB não vejo melhor lugar para eles ficarem. E fico aqui então a espera que mexam vossos pauzinhos.

07/04/08

Pára tudo: Shannon Wright em Lisboa!

Parem as máquinas, este era o concerto que faltava para 2008 ficar na história como o melhor ano para concertos de sempre. Não é exagero, a bela Shannon Wright, responsável por um dos mais belos e intensos discos de sempre (a saber: «Over the Sun» de 2004) desce à Lisboa, mais precisamente ao Santiago Alquimista para um concerto a 18 de junho. Os bilhetes estarão a venda já amanhã. Se eu fosse você não perdia por nada neste mundo.

28/03/08

O amor é a resposta - Portishead em Lisboa.

Há quase cinco anos quando vi Beth Gibbons a solo no mesmo Coliseu dos Recreios em Lisboa, sentadinho, comportado e emocionado, nunca pensei que depois desse hiato iria vê-la novamente à frente da banda da minha vida, os Portishead. É difícil, para um fã xiita como eu, racionalizar em palavras o que aconteceu ontém ali naquela sala. Foi tensão, mãos suadas, marcas profundas da ausência de dez anos em forma da mais bela das dores, o amor. Com um setlist irrepreensível e intocável (estavam todas lá, «only you» «cowboys» «silence» «roads» ...) os Portishead deram o concerto da vida de muita gente. A banda que abriu o concerto The Hawk and the Hacksaw, a meio do seu espectáculo, dispara: Love is the answer, but what is the question? e lá no fundinho - depois de Beth, linda, ter descido ao público e tocado nas mãos dos pobres mortais (e sortudos) que ali estavam - ficamos a saber afinal qual era a pergunta.

17/03/08

Boas e más notícias: Gossip dia 12 de julho e Scout Niblett no mesmo dia que a Amy

Pois é. Parece brincadeira de mau gosto, mas é verdade. Depois da minha previsão para os The Kills ter dado para o torto (afinal, nada de Lisboa na digressão por Portugal) agora é a Scout Niblett, mais um dos meus pedidos aos deuses das boas acções, que está confirmada para a ZDB no dia 30 de maio. Fazendo assim, escudo de ferro com a Amy Winehouse no mesmo dia lá no Rock (cof!cof!) in Rio que na verdade é em Lisboa. E a boa notícia é que teremos Gossip mais uma vez, assim como os Cansei de Ser Sexy no Optimus Alive! em julho. Esperamos que desta vez a banda de Beth Ditto, se não for cabeça de cartaz, que pelo menos tenha um horário decente. E um viva às nossas falidas carteiras.

10/03/08

Portishead novo caiu na rede!

Não pensei que fosse tão cedo. Mas pelo menos desde a última sexta-feira, o último e muito aguardado novo disco dos deuses de Bristol «Third» já se encontra para download em vários blogues e programas de partilha de mp3 como o Emule. O curioso, é que hoje fui procurar os links de onde eu havia encontrado o álbum (para também publicar aqui no Prepúcio) e me deparei com TODOS os blogues desactivados. Parece que estão mesmo empenhados em não liberar as preciosas faixas antes da hora. A história já nos mostrou que é muito mais céptica e perspicaz: uma vez na rede, é peixe. Ah, quanto ao disco, depois da primeira audição a única expressão que consigo exprimir agora é choque. Quem sabe para a semana consigo escrever algo de mais concreto.

05/03/08

O viciante novo disco dos The Kills

Não consigo parar de ouvir. Nem sequer tirar do CD Player! Falo do novo, lascivo e recomendadíssimo «Midnight Boom», o terceiro tiro do duo The Kills. É mais acessível que os anteriores mas nem por isso mais simples. Como se a PJ Harvey tivesse 20 anos e fosse casada com o Mickey Mouse.

29/02/08

O murmúrio de Bill no ouvido de Scarlett

Quer saber o que o Bill Murray murmurou no ouvido de Scarlett Johanson no final de Lost in Translation? Ele não revelou que na verdade era um fantasma ou que a cabeça da Gwyneth Paltrow estava na caixa. O clássico final era melhor se ficasse só na imaginação, mas se você realmente quer saber, vai ficar feliz que alguém processou digitalmente a cena , que revela o que ele disse.


Olha só as coisas que se descobrem em blogues alheios. Agora é que perdeu mesmo toda a graça.

26/02/08

Um filme à beira de um ataque de nervos

E eu não gostei mesmo nada de «Juno». Fui lá para a sala escura com a melhor das intenções e à metade do filme o meu tédio e constrangimento já beiravam a barreira do insuportável. Sei que minha opinião não é nada consensual e nem quero entrar aqui em polémicas desnecessárias. O problema de «Juno» é que o pretenso «coolness» do argumento é tão calculadamente programado que torna-o caricato, no mau sentido. O cinismo excessivo lambuzado a piscadelas de olho à cultura pop é quase um grito desesperado por atenção, como um adolescente a pedir para ser aceite na turma. Bastam meia duzia de diálogos para vermos ali Diablo Cody (a argumentista) a exibir-se na sua pretensão supostamente smartie, a praticar a sua rebeldia feminima de pacotilha. Funcionou para muita gente, o filme já arrecadou mais de 110 milhões de dólares desde a sua estréia e vem ganhando muitos elogios da crítica pelo mundo afora. Se é isto o que chamam de «novo cinema independente americano» eu passo reto.


* O hamburguer-fone da foto, adereço da personagem título, foi uma prenda estrategicamente oferecida aos membros da Academia que votam no Oscar. Ainda bem que ninguém se vendeu por tão pouco.

22/02/08

Beth Ditto Rules!


O Fascismo e o Tropa de Elite

Acho ridículas às acusações de «filme fascista» que o último vencedor do Festival de Berlim «Tropa de Elite» vem recebendo. Qualidades artísticas à parte, acho que é uma fita simpática que recorre aos clichés daquela velha conversa tupiniquim polícia versus favela e que já rendeu conversa para muitos outros filmes. Pouco mais que isso, talvez. Acho curioso como é que um filme moralista e reaccionário como o espanhol «O Labirinto do Fauno» ganhe a unanimidade de crítica e público e ninguém lhe chama fascista.

Mais! Queremos mais!


Já que estamos todos falidos mesmo com esta chuva de bons concertos em 2008, um atrás do outro (e agora tem a Amy Wino no Rock in Rio...porra, Amy! No Rock in Rio?!) não custa nada fazer campanha para a vinda à Lisboa (mesmo que seja na salita da ZDB) da inglesinha Scout Niblett. Ela é responsável por um dos discos mais belos e exasperantes do ano passado «This Fool Can Die Now», eleito por este que vos fala, um dos top 5 de 2007. E já que o festival catalão Primavera Sound está servindo de inspiração para algumas produtoras portuguesas, taí uma belíssima e loura desculpa.

19/02/08

Cat Power e The Kills em Portugal

Este blogger anda pior que o Professor Karamba: Já são três das previsões de concerto para 2008 que eu acerto. Ok, Ok, ando a dormir sim com as pessoas certas. Dia 26 de maio em Lisboa e dois dias depois, a 28 no Porto, a überdeusa Chan Marshall dá-nos novamente o prazer da sua presença e dos seus concertos lindos e imprevisíveis. Um mês antes, dia 12 de abril é a vez dos The Kills, com disco novo na mochila. Só que para variar, apenas no Porto. Nem tudo pode ser perfeito.

14/02/08

There Will Be Blood

Sem medo de parecer hiperbólico, devo dizer que Paul Thomas Anderson deve ser dos últimos grandes cineastas vivos em actividade. E Daniel Day Lewis o melhor actor dos últimos tempos e ainda que «Haverá Sangue» é desde já o melhor filme do ano. Just like that.

03/02/08

Qual tua música preferida dos Smiths?

Uma colega da Faculdade jogou esta pergunta à mesa enquanto fazíamos um trabalho na biblioteca e eu me pus a pensar que isto poderia dar assunto para um post. Só não consegui ainda foi chegar a uma resposta definitiva. Sei que teria de ser absolutamente do «Meat is Murder».

29/01/08

Portishead em Lisboa: ESGOTADO

Até que se prove o contrário, o concerto do dia 27 de março no Coliseu dos Recreios em Lisboa já está devidamente esgotado. Eu já tenho o meu e você?

25/01/08

DVDteca básica: London

London não é a uma cidade, é uma mulher. Depois que seu tórrido romance com London acabou, Syd ficou em frangalhos. Enquanto se entorpece de forma descontrolada com drogas e álcool, ele descobre que os amigos da ex estão dando uma festa de despedida para ela. Furioso com seus planos, Syd invade a festa esperança de evitar - a qualquer custo - que sua ex-namorada saia da cidade e volte para os seus braços. Outro subestimado independente filme que foi directo para o DVD em Portugal e que merece figurar na estante de um cinéfilo que se preze. Então corre, porque ele anda pela Fnac com um preço vermelho irresístivel: 4,99€

23/01/08

Comentário(s) sobre a morte

A parte a infeliz e estúpida morte de Brad Renfro e Heath Ledger esta semana, achei algo curioso os comentários de Luís Miguel Oliveira do Público e Criswell ex-colunista da extinta Premiere nos seus respectivos blogues:

«Na mesma semana morreram Brad Renfro e Heath Ledger. O que se passa? Voltámos aos anos 20?» LMO

«É verdade que se trata da morte de um estranho. Mas estou arrasado. Será que voltámos aos seventies?» Criswell

22/01/08

DVDteca básica: Para Onde o Vento Sopra


Uma festa, uma colecção de personagens peculiares, um homem que é guiado pelo vento. A estréia no cinema do vocalista dos dEUS, Tom Barman pode ser resumida assim, se só tivermos uma linha para tal.Um filme-música que, apesar de alguma fragilidade revela um estilo muito pessoal de filmar e criar diálogos deliciosamente espertos. O filme estreou discretamente em uma sala do King há dois anos e depois fez parte do catálogo de filmes de culto da New Age Enterteinment. Quem quiser tê-lo para exibir na mesinha de sala, encontra-o no Jumbo das Amoreiras por módicos 4,99€.

Feist em Portugal


A Everything is New está mesmo on fire! Depois dos Portishead eis que hoje eles anunciam a vinda da canadense Feist a Portugal. 10 de junho Coliseu do Porto, 11 de junho Aula Magna em Lisboa. Que venham mais.

21/01/08

Brasil no Oscar: será que é desta?

Foi anunciado os nove filmes finalistas, das 63 candidaturas enviadas ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2008. Entre eles estão «The Counterfeiters» da Áustria, «Days of Darkness» do Canadá, «Beaufort» de Israel, «The Unknown Woman» da Itália, «Mongol» do Cazaquistão, «Katyn», da Polônia, «12» da Rússia e «The Trap» da Sérvia e o brasileiro «O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias» de Cao Hamburguer que estreou em Lisboa na 2ª Mostra de Cinema brasileiro o ano passado. Agora a peneira vai seleccionar os cinco finalistas e alguns críticos já apontam favoritismo entre o austríaco e o brasileiro. O Brasil competiu quatro vezes ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Com «O Pagador de Promessas» em 1963, «O Quatrilho» em 1996, «O que É Isso, Companheiro?» em 1997 e «Central do Brasil» em 1999. Se o Oscar fosse justo, em 97 deveríamos ter levado a estatueta para casa.

19/01/08

Os falsos ídolos

Já falei disso aqui antes mas agora que o Moby vem aí com single e disco novo é preciso espalhar a palavra. Há uma trupe de bandas ou "artistas" que eu costumo chamar lhes na brincadeira entre amigos de «falsos ídolos». São aqueles que editam um único álbum brilhante em toda sua infinita carreira. O processo é mais ou menos assim: Você descobre o àlbum, fica completamente apaixonado e a partir daí, passa a comprar tudo o que este fulan@ fizer nos próximos anos. Até vai a concertos, veja só. Até que um dia, depois de uma infindável colecção de albuns péssimos na estante, você cai na real: mais um falso ídolo. Os falsos ídolos, na verdade, não têm talento nenhum. É tudo uma questão de sorte. Foi assim com o Beck e o revolucionário «Odelay», a inglesinha Imogen Heap e sua brilhante estréia «I Megaphone» os Sneaker Pimps com o belíssimo «Becoming X» e agora, a confirmar definitivamente dentro de alguns meses, de acordo com o novo single «Alice» o carequinha Moby e o único momento de relevância na sua extensa discografia, o genial «Play».

18/01/08

Sras e Srs, Portishead em Portugal.


Ouviram as nossas preces. Em março, os deuses aportam às terras de Camões.26 março Coliseu Porto - 27 março Coliseu Lisboa. Deus seja Louvado.

Concerto mistério hoje as 17hs!


A produtora portuguesa Everything Is New vai anunciar hoje as 17hs em ponto, no seu site , que vai trazer a Portugal «uma das bandas mais aguardadas pelo público português nos últimos anos». No mesmo site, eles já deixam claro que não se trata dos Led Zeppelin nem dos Radiohead. E ainda deixam pistas. Esta banda, já actuou em Portugal, e irá dar dois concertos nos coliseus. Se tudo der certo e a macumba também, aposto todas minhas fichas nos Portishead.

16/01/08

Pandora: vida e morte de uma grande rádio


Tudo o que é bom, dura mesmo pouco. Sábio provérbio este. Há 3 dias quando houve um certo barulho na internet pela volta do projecto Pandora (que há tempos só estava disponível para residentes dos EUA) o novo endereço teve recordes de acessos. Foi o suficiente para tirarem a rádio do ar e acabar com a festa. Desde ontem a noite, quem tenta aceder ao Pandora, depara-se com uma mensagem dizendo que a versão encontra-se desactualizada. O Pandora, na minha opinião sempre foi muito superior ao Last Fm, o seu inevitável e tambem mais popular sucessor. O que faz do Pandora muito superior ao Last Fm, além da simplicidade é a capacidade que ele tem de construir verdadeiras árvores genealógicas das bandas que realmente interessam. Já o LF funciona como uma troca de base de dados, se você gosta de PJ Harvey com certeza irá gostar de Evanescence porque fulano também gosta. Apesar de mais democrático, este método nunca funcionou comigo. Ontem quando entrei no Pandora e digitei «Joni Mitchell» no processo de busca em meia hora ouvi Cat Power, Patti Smith, Shannon Wright, Marianne Faithfull e muitas outras que eu não conhecia. Acho que isto sim, faz todo o sentido.
No momento em que escrevo este post, o portal ainda andava pela sala de operações, e os protestos espalhados pela blogosfera cresciam numa velocidade vertiginosa. Eu aqui faço votos que os cavaleiros Jedi responsáveis consigam derrotar o lado negro da força.

10/01/08

Breves

Todo ano alguém decreta a morte de alguma coisa. Do rock, do tecno, da moda dos anos '80 e por aí vai... Em 2007 por causa dos Radiohead decretaram a morte da indústria dos discos. E nós acreditamos. Agora em 2008 quando o disco deles (que supostamente todo mundo ja tinha em casa) viu nascer sua edição física, teima em não sair dos tops de venda lá daqueles países. Não entendi nada.

E falta só uma semana. Para o mega-super-extra hypado novo projecto de J.J.Abrams «Cloverfield» estrear em solo norte-americano. A história já nos ensinou que hypes em geral não costumam fazer muito pelos filmes que não têm nada a dizer. Portanto, esqueçamos então que este filme possa ser o arrasa-quarteirão do ano. E que tem por trás o mago criador de «Lost». Assim, ninguém se machuca.

06/01/08

Qualquer semelhança...

Vi aquela «Atlas» dos Battles em montes de listas de melhores músicas do ano e é curioso que ninguém tenha comentado as semelhanças assutadoras com «Beautiful People» do Marilyn Manson. Assim como em 2006 «Gold Lion» dos Yeah Yeah Yeahs era irmã gémea de «No New Tale To Tell» dos Love & Rocktes e ninguém deu por isso. Qualquer semelhança é mera coincidência?

03/01/08

Melhores de 2007 - Os Filmes

1 - Diário de um Escândalo


2 - Pecados Íntimos

3 - Não Digas a Ninguém

4 - Shortbus

5 - Assalto e Intromissão

06 - Apocalypto
07 - Super Baldas (SuperBad)
08 - Contando Ninguém Acredita (Stranger Than Fiction)
09 - Ao Anoitecer (Evening)
10 - Mysterious Skin

27/12/07

Melhores de 2007 - Guilty Pleasures

Eu já tinha feito o ano passado uma coisa parecida escolhendo «My love» do Justin Timberlake para o meu Guilty Pleasure do ano. Esse ano resolvi alargar o top. Claro que é uma forma cínica de eleger músicas deliciosamente pop mas não haveria outra forma de elas figurarem aqui se não fosse assim, e também porque é mais divertido. Alguém vai reclamar com certeza por a M.I.A constar nessa lista, afinal foram as escolhas do ano para muita gente e number one do Ipsilón e da Rolling Stone americana. Mas à mim, ela sempre causou repulsa. Acho que é preciso ser-se brasileiro para entender que Bonde do Rolê, MIA e afins são o truque mais bem fraudado da música pop. Mas graças ao Pedro, dei uma nova chance ao «Kala» e descobri esta maravilha que é «Paper Planes». Mas também é só, mantenho todas as linhas acima.
A Rihanna é outro caso curioso, apesar de ter sido jogada para a prateleira das estrelas pop de plástico, figurou nos tops da «Q» e até da sisuda «Uncut». O problema é que «Umbrella» tocou tanto que já explodiu a paciência. E se não fosse passageiro, até poderia dizer que era o hit certeiro do ano. Senhoras e senhores, os prazeres culpados de 2007.

01 - «Paper Planes» - M.I.A
02 - «Umbrella/Don't Stop the Music» - Rihanna
03 - «One Thing» - Amerie
04 - «Put Your Hands Up For Detroit» - Fedde Le Grand
05 - «Life in Cartoon» - Mika

21/12/07

Steven Seagal e as Armas

Pergunta de 1 milhão de dólares: será que existe algum filme do Steven Seagal em que ele não esteja de arma em punho na capa?

20/12/07

The Kills, o terceiro.

Uma das "novas" bandas novaiorquinas favoritas desse espaço, o duo «The Kills» também prepara edição do terceiro tomo da sua bela discografia. Depois do ríspido «No Wow», a banda que faz um som garageiro tipo White Stripes sem a pretensão e a PJ Harvey dos anos 90, já tem um título extracool para o disco, «Midnight Boom». A data é 18 de março.

19/12/07

Finalmente, Portishead

Ok, parece que eu dormi no ponto. Afinal já há data sim para a edição do novo disco dos Portishead, é dia 31/03/08. E ao contrário do eu pensava, a tão aguardada primeira apresentação deles no festival All Tomorrow Parties aconteceu no último fim de semana e não dia 29/12. Amigos informados me avisam que já existem alguns dos temas novos circulando no Youtube, e eu fui correndo fazer a lição de casa. Atenção à esta «wicca» que tem uma introdução, pasmem, em português... errr, do Brasil :)

17/12/07

Melhores de 2007 - Os Discos e as Canções


OK Computer, eis a minha lista. Devo fazer algumas considerações antes. Diferente do ano passado, 2007 não foi um ano de grandes discos, daqueles que nos ganha à primeira audição. Teve discos que quando os ouvi achei que iam figurar nesse top, como o dos «The Go! Team» e dos «New Young Pony Club» mas o prazo de vencimento deles era demasiado curto e acabaram por ficar no banco de reserva... Por outro lado, teve discos que por puro preconceito, eu fugia como o diabo foge da cruz e que no fim, se revelaram verdadeiras pérolas pop (a Amy e o Mika, por exemplo). Mas enfim, tudo estatísticas. E o ano ainda não acabou, eu sei. Mas como «Portishead» já não vem mais e apesar de eu não ter ouvido o «Burial» todo ainda, não gostei do que já ouvi, então deixo aqui as minhas escolhas para álbuns e canções do ano. Os fab-five que fizeram minha vida mais colorida em 2007.

1. «Neon Bible» - Arcade Fire
2. «Widow City» - The Fiery Furnaces
3. «Back to Black» - Amy Winehouse
4. «Night Falls Over Kortedalla» - Jens Lekman
5. «This Fool Can Die Now» - Scout Niblett

- canções -

Vi alguns blogues botando «No Cars Go» aí nos melhores singles do ano e fiquei tentado e dar-lhe o primeiro lugar. Afinal, é a melhor música dos Arcade Fire ever, ever, ever. Mas não, eu ja conheço aqueles versos há uns bons anos e não ficaria muito bem. E também porque minha versão preferida é aquela que eles fizeram para a BBC (que depois apareceu num bootleg chamado «BBC Sessions») e que no início Win Butler avisa «this is not a wedding!» Também pensei muito em incluir uma das três novas músicas dos Gossip (que soltaram há umas semanas no MySpace) mas como ainda não existe edição física dos singles alguém podia chiar. Mas, what hell, quem escolhe aqui sou eu o quê? Por isso, aqui têm minha lista com os dez singles arrasa-quarteirão do ano. Uma compilação com estas dez músicas valem mais que ouro.

01. «Kanske Ar Jäg Kar I Dig» - Jens Lekman
02. «My Egyptian Grammar» - The Fiery Furnaces
03. «Fake Empire» - The National
04. «Back to Black» - Amy Winehouse
05. «Hide and Seek» - Scoutt Niblett
06. «Don't Lose Yourself» - Laura Veirs
07. «Grip Like a Vice» - The Go! Team
08. «Hiding on the Staircase» - NYPC
09. «Everybody's Got Their Own...» - Shannon Wright
10. «Down Boy» - Yeah Yeah Yeahs

Bee Movie e a animação

Fui ver «A história de uma Abelha» com os amigos e nos divertimos bastante. O filme é bem escrito, tem umas piadas inteligentes aqui e acolá e um visual que enche os olhos. Mas no final, parece que falta alguma coisa... aquele je ne sais quoi que eu não sei explicar. Talvez seja tudo culpa do «Toy Story» que de tão genial e revolucionário que foi deixou todas as animações posteriores no chinelo. Para o infinito e além.

16/12/07

Portishead - the 4th one

Se não fosse a possibilidade de até o final do ano, os Portishead lançarem logo o seu quarto disco, eu já podia publicar aqui minha listinha de melhores do ano.

Mas a esperança é a última que morre, já diziam os sábios.